A UNITA manifestou na província do Uíge profunda preocupação às acções que se classificam por crimes políticos e de restrição das liberdades fundamentais no país, em particular aos actos mais recentes registados nas províncias do Uíge e do Moxico.
Na oportunidade, o maior partido na oposição em Angola condenou os actos criminosos e apelou que se garanta um ambiente político verdadeiramente plural, democrático e inclusivo, na presente fase pré-eleitoral até ao período eleitoral aprazado para o próximo ano.
O posicionamento consta do comunicado final da IV Reunião do Comité Central da Comissão Política do partido realizada a 4 de setembro de 2026, na cidade do Uíge, em que também condenou os referidos crimes.
De acordo com o comunicado, o Comité Permanente analisou a actual situação política nacional e manifestou profunda preocupação em decorrência dos crimes políticos e de restrição das liberdades fundamentais, com particular destaque para os recentes acontecimentos registados nas Províncias do Uíge e do Moxico Leste.
“Neste contexto, o Comité Permanente condenou os referidos crimes e reafirmou a necessidade de ser garantido um ambiente político verdadeiramente plural, democrático e inclusivo, sobretudo nesta fase em que o País se aproxima das Eleições Gerais de 2027”, defendeu o maior partido na oposição em Angola, considerando que, a estabilidade nacional deve assentar no respeito pela Constituição, pelo Estado de Direito, pelos direitos e liberdades fundamentais e pela observância do princípio da igualdade de tratamento entre todos os actores políticos.
No comunicado, o Comité Permanente tomou boa nota sobre a recente comunicação Pastoral da CEAST, relativa aos acontecimentos do Uíge e do Moxico-Leste, tendo reiterado a este respeito, o seu compromisso com o diálogo, a paz e reconciliação nacional genuína, cuja consolidação e aprofundamento passam pelo diálogo franco, aberto e permanente, como mecanismo privilegiado de resolução de quaisquer contradições.
O Comité Permanente encoraja, por outro lado, os angolanos, a continuarem o debate sobre o Pacto de estabilidade, instrumento fundamental para a promoção de um Estado efectivamente democrático, livre e próspero, e apelou às instituições envolvidas no processo de actualização de registo eleitoral e de atribuição de Bilhetes de Identidade nas zonas rurais e nos bairros desfavorecidos para a necessidade de dinamizar e aumentar o número de brigadas.
No comunicado, a UNITA reiterou, por via do seu Comité Permanente, a importância da observação eleitoral internacional independente, abrangente e credível, que deve acompanhar todas as fases do processo eleitoral.
Ainda de acordo com o comunicado final, o Comité Permanente reiterou igualmente, o compromisso da UNITA com a consolidação da Ampla Frente Patriótica para a Alternância do Poder, enquanto espaço de convergência de cidadãos, organizações e forças democráticas comprometidos com uma mudança pacífica, democrática, inclusiva e constitucional.
O Comité Permanente apela por outro lado aos militantes, simpatizantes e cidadãos angolanos para que participem activamente na sensibilização dos cidadãos em idade eleitoral para a actualização dos seus dados eleitorais, como condição essencial para o exercício pleno do direito de voto em 2027.
Por fim, o Comité Permanente saudou a forma alegre e efusiva como a população da Província do Uíge recebeu a Direcção do Partido a sua chegada à província do Uíge, no pretérito dia 3 de Setembro de 2026, como uma demonstração clara e inequívoca do seu apoio incondicional à UNITA para a vitória de 2027.



