A União Nacional para a Independência Total de Angola – UNITA, realizou nesta sexta-feira, 4 de setembro de 2026, a IV Reunião do seu Comité Permanente, para marcar o encerramento das celebrações do 3 de agosto, data natalícia no presidente fundador do partido, Jonas Malheiro Savimbi, na sequência da inviabilização das celebrações do acto central a 8 de agosto, pela Polícia Nacional do Uíge.
Na abertura da reunião magna que precede o acto de massas que também enquadra-se nas atividades do encerramento das celebrações do 3 de agosto, o Presidente da UNITA, considerou que o partido vive hoje uma fase de extraordinária vitalidade mobilizadora.
“A UNITA vive hoje uma fase de extraordinária vitalidade mobilizadora”.
“Por todo o país, as nossas actividades de massas têm enchido ruas, praças, campos e auditórios. O Grupo Parlamentar da UNITA encerrou o último ano legislativo com o maior número de iniciativas apresentadas — propostas de lei, interpelações e auscultações junto das comunidades”.
De acordo com o Presidente da UNITA, os nossos deputados estiveram onde o povo está: nas aldeias, nos mercados, nas igrejas, nos bairros esquecidos.
“A UNITA está a crescer e assistimos hoje à adesão entre outros, de imensa juventude desencantada com a governação”, disse o responsável da UNITA, tendo realçado também que, hoje, o projecto da Frente Ampla que definimos continua firme, preparado para ganhar ainda mais corpo e adesão, rumo à alternância democrática em 2027.
Na sua intervenção, o líder do maior partido na oposição em Angola denunciou o crescimento da intolerância política no país, praticada por militantes do partido no poder, em consequência do crescimento permanente do partido em todo o espaço nacional.
“Mas não nos iludamos. O regime que governa Angola há meio século tem intensificado a intolerância política, com marcas de violência que envergonham o Estado e ferem a dignidade dos cidadãos.
“Nos últimos meses, vimos forças de defesa e segurança, particularmente a Polícia Nacional, a agirem com irracional brutalidade contra manifestações pacíficas”, disse o responsável partidário.
Para o Presidente da UNITA, os incidentes recentemente ocorridos no Uíge e no Moxico Leste são exemplos flagrantes. Em Cazombo, a Polícia foi ao ponto de profanar o sepulcro de uma figura monárquica local, violando a cultura e a tradição do povo Lunda-Ndembo”.
Sobre o material de campanha do partido no poder exposta pela cidade do Uíge, o líder da UNITA considera tal facto ser exemplo prático da falta de capacidade de governação por parte do partido no poder, afirmando que, a propaganda pública fixa, permanente, está proibida por lei e só é permitida em período de campanha eleitoral.
“Estas evidências estão aí à luz do dia e retiram autoridade às instituições que demonstram falência e incapacidade de administrar a coisa pública, demonstram não estarem à altura servirem um Estado Democrático, portanto, plural, e de Direito”.



