A UNITA, maior partido na oposição em Angola, realizou no passado sábado, nas 21 províncias do país a sua I Reunião do Comité Provincial, sob lema: Consolidar a Ampla Frente Patriótica para a Alternância do Poder em 2027, que entre os vários assuntos, analisou a situação interna do partido bem como a situação socioeconómica e política do país, com foco nas eleições gerais do próximo ano no país, tendo na ocasião denunciado a partidarização do programa Kwenda e os serviços de emissão e atribuição do Bilhete de Identidade.
Na província de Malanje, a reunião foi dirigida pelo seu Secretário Provincial e Deputado à Assembleia Nacional, Mardanês Agostinho Calunga, onde se analisou a situação interna do partido e da província, em geral.
Durante a reunião os membros constataram o crescimento do partido em toda a província e manifestaram regozijo pelo “Pacto para a Estabilidade e Reconciliação Nacional”, por entender que ele se afirma, “como compromisso político estruturante, instrumento de estabilidade institucional, garantia recíproca entre actores políticos e referencial ético-jurídico de governação democrática”, além de pontos debatidos.
Em nota de imprensa que a comunicação social teve acesso, o Comité Provincial do Partido condena energicamente os focos de intolerância política que ocorrem um pouco por todo a província.
Face a degradação da vida económica e social das famílias, o Comité Provincial insta o Governo Provincial às práticas da boa governação baseadas na ética, na transparência e na justiça e que levem a adoção e execução de políticas públicas que promovam o desenvolvimento e o bem-estar.
O Comité Provincial denuncia, por outro lado, a tendência do regime em partidarizar o programa Kwenda e os serviços de emissão e atribuição do Bilhete de Identidade aos cidadãos, sobre tudo nos postos instalados nos Municípios do interior da Província.

