Num artigo divulgado a disposição da comunicação social, o Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, considerou a injustiça social em que o governo angolano remeteu a província de Cabinda, ser uma ferida aberta para esta parcela do território nacional, e apresentou o plando do partido para o desenvolvimento e melhoria das condições socioeconómicas da próvincia.
Em mensagem publicada esta quinta-feira, 5 de novembro, o líder da UNITA afirmou que, há uma ferida aberta no coração de Cabinda.
O responsável partidário, realçou na sua comunicação que, não é a ferida da guerra, nem a da distância, é a ferida de uma injustiça silenciosa que dura mais de cinco décadas: Ao largo da costa, plataformas extraem, todos os dias, cerca de 700 mil barris de petróleo, aproximadamente 60% de toda a produção nacional.
“É daqui que sai a riqueza que sustenta o Orçamento Geral do Estado, que paga salários, que constrói estradas noutras províncias. Cabinda dá o petróleo. Mas não forma os homens e mulheres que o transformam em conhecimento”, disse o Presidente da UNITA, para quem, durante mais de cinco décadas de exploração, a província que mais contribui para a riqueza de Angola continuou a ver os seus jovens partir para o Sumbe, para Luanda ou para o exterior para aprender o que devia ser ensinado em casa.
“Não há um único instituto médio público de petróleos em Cabinda, há um único instituto superior de engenharia de petróleos em Cabinda”, lamentou o líder partidário, acrescentando que, a província que alimenta a indústria petrolífera angolana é a mesma que não tem uma escola onde se ensine, com padrões internacionais, a indústria que a alimenta.
“O nosso Plano para Cabinda não é uma promessa vaga. É um plano de inversão de prioridades: onde o MPLA não investiu, nós investiremos. Onde se contentou com a exportação de matéria-prima e a importação de técnicos, nós construiremos o centro de formação que Cabinda merece. Não apenas para Cabinda, mas para Angola e para o mundo”.
“O nosso compromisso é transformar Cabinda num grande polo nacional e internacional de formação, investigação e inovação na indústria petrolífera”, garantiu o responsável partidário que, enumerou três estrutura fundamentais para o desenvolvimento da província.
“Vamos criar três estruturas fundamentais: “INSTITUTO MÉDIO DE PETRÓLEOS DE CABINDA”, para Formar Técnicos Em Perfuração, Produção petrolífera, Geologia, Processamento De Gás, Manutenção Industrial e instrumentação; “INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE PETRÓLEOS DE CABINDA”, para formar engenheiros de petróleos, geólogos e especialistas em energia, com ensino alinhado às exigências da indústria internacional; “CENTRO DE INVESTIGAÇÃO, PÓS-GRADUAÇÃO E DOUTORAMENTO: para produzir ciência, desenvolver tecnologia e formar mestres e doutores capazes de liderar o futuro energético de Angola”.
O líder da UNITIA realçou ainda que, não queremos instituições apenas com paredes e carteiras, queremos laboratórios modernos, professores altamente qualificados, bolsas de estudo, estágios nas plataformas petrolíferas e parcerias com universidades de referência mundial, como o MIT, a NTNU da Noruega, a UFRJ do Brasil e a PETRONAS da Malásia.
“Queremos que a CABGOC, a Azule Energy, a Sonangol e outras operadoras participem directamente na formação dos jovens, criando oportunidades reais de aprendizagem e emprego”, defendeu o Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior.
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