A Entidade Reguladora da Comunicação Social Angolana – ERCA, promoveu nesta quinta-feira, 05 de Novembro de 2026, na Mediateca 28 de Agosto, em Luanda, um workshop, com o tema: “Educação Mediática e Integridade da Informação” .
O encontro dirigido à jornalistas e estudantes de ciência da comunicação teve como subtema, “Informar com responsabilidade, construir uma sociedade mais consciente”.
Na abertura do workshop, o Director do Gabinete de Comunicação Social do Governo da Província de Luanda, Lady Mukeba, em representação de Luís Nunes, governador provincial de Luanda, reconheceu o empenho da ERCA na formação da sociedade em literacia mediática, e afirmou na ocasião que, a velocidade com que uma informação é divulgada, nem sempre corresponde ao rigor com que os factos são apurados, considerando que, muitas vezes uma informação manipulada ou retirada do seu contexto pode provocar consequências profundas na vida dos cidadãos, na reputação das instituições e na confiança da sociedade.
“É precisamente neste contexto em que a literacia mediática deixa de ser apenas uma competência desejável e passa a constituir uma necessidade fundamental para o exercício consciente da cidadania”, sustentou a entidade governamental, acrescentando que, saber ler uma notícia não é o suficiente, é necessário compreender a sua origem, questionar as fontes, distinguir os factos das opiniões e reconhecer os mecanismos que podem influenciar a nossa percepção da realidade.
De acordo com a entidade, a integridade da informação exige por isso, um compromisso que deve envolver não apenas os órgãos de comunicação social, mas também as instituições públicas, as escolas, as universidades, os productores de conteúdos digitais e a sociedade em geral.
O prelector do encontro, jornalista e consultor José Julho Mendonça, considerou o tema em debate como simples e profundo mas, ao mesmo tempo, complexo, por compreender ser necessário determinar como formar cidadãos mais preparados para avaliar a informação recebida todos os dias, em parte dos actores ou consumidores ativos, e contribuir para um esforço público de debate mais responsável da evolução das grandes preocupações nacionais.
Para o melhor exercício da sua profissão e necessidade de um cidadão mais e melhor informado, o jornalista apelou aos profissionais da comunicação social a compreender o ecossistema informativo atual em Angola, reconhecer os riscos e os avanços relativos à problemática, aprender a verificar conteúdo, verificar responsabilidades e identificar acções ou métodos que cada um pode adotar para, a partir de hoje, termos uma comunicação social mais íntegra com profissionais e cidadãos em geral, mais e melhor informados, por considerar que, quem informa com responsabilidade ajuda a construir uma sociedade mais consciente dos seus direitos e obrigações.
“E, se quisermos ser mais generosos, ajuda em última instância a consolidar o processo de crescimento e fortalecimento da democracia como o porto seguro almejado, lugar a que todos desejamos chegar, em perfeitas condições de convivência e de segurança”, exortou o também consultor independente.
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