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Presidente da UNITA garante revolução agrícola pelo seu governo para o desenvolvimento do país

Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior garante a aposta na revolução agrícola

Em mensagem aos angolanos, divulgada esta segunda-feira, 29 de Junho de 2026, pelo Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, a que a imprensa teve acesso, defendeu ser possível a realização da mudança política em Angola, manifestando a convicção de que a esperada mudança terá como protagonista o seu partido e garantiu a revolução agrícola como umas das apostas do seu governo para o desenvolvimento do país em todos os sectores.

“Olho para o nosso país com o optimismo de quem não desiste. Nessa caminhada, sei que haverá falhas e acertos, mas a missão é chegar lá: sermos protagonistas da primeira alternância político-partidária e, acima de tudo, da verdadeira transformação económica de Angola a partir do campo”, assegurou o Presidente da UNITA.

O líder do maior partido na oposição em Angola revelou que, o seu partido não vai inventar a roda, defendo a aposta do seu governo na agricultura como uma das prioridades da sua governação.

“A revolução agrícola já foi feita com sucesso noutros cantos do mundo. Os dados comprovam: China, construiu mais de 4 milhões de km de estradas rurais desde 2012, elevou a mecanização agrícola para 72% e resgatou 770 milhões da pobreza extrema”.

“Vietname, ao investir em estradas rurais e mecanização, deixou de ser deficitário para se tornar o 2.º maior exportador mundial de arroz. Pobreza rural: de 66% (1993) para menos de 5% (2020). Marrocos, com o Plano Marrocos Verde, a agricultura cresceu 7,6% ao ano (2008-2018) e a pobreza rural caiu de 25% para 15%. Estradas, irrigação e agroindústria como pilares.

Para além dos exemplos da China e Vietname, o Presidente da UNITA, enumerou também outros países apontando que, a Etiópia expandiu a rede viária rural de 38 mil para 140 mil km, triplicou a produtividade do milho e reduziu a pobreza rural de 46% para 24%.

“Brasil a mecanização do cerrado e a malha rodoviária permitiram saltar de 38 milhões de toneladas de grãos (1975) para mais de 250 milhões de toneladas, com exportações de 100 mil milhões de dólares”.

Para o Presidente da UNITA, estes casos mostram que não há milagre, mas sim planeamento, investimento em infraestruturas e visão de longo prazo.

“Angola tem tudo para repetir este caminho: terra fértil, água, juventude e um povo resiliente”, defender o líder partidário.

A nossa proposta é clara, testada e ambiciosa, afirma o Presidente da UNITA, e justificou a construção de estradas para produzir e escoar a riqueza do campo, a mecanização para multiplicar a produtividade, a indústria para agregar valor e gerar emprego, emprego digno para fixar os jovens no campo.

“Prosperidade para construir uma Angola que cresce a partir das suas raízes”, evocou o Presidente da UNITA, acrescentando que, a vontade política existe, basta fazermos acontecer.

“O futuro constrói-se com trabalho, visão e coragem”, exortou o líder da oposição.

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