UNIÃO NACIONAL PARA A INDEPENDÊNCIA TOTAL DE ANGOLA

UNITA

Search

Declaração do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA

1. A UNITA reafirma, de forma firme e inabalável, o seu compromisso com a Paz, a Democracia, a Dignidade do povo angolano e a Reconciliação Nacional. É neste espírito que tem partilhado a necessidade do estabelecimento de um Pacto para a Estabilidade e Reconciliação Nacional e de forma responsável tem apelado à contribuição de todas as forças vivas da sociedade na edificação de uma Angola melhor para todos.

2. O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA informa que procedeu, no dia 10 de Abril de 2026, a entrega ao Gabinete de Sua Excelência o Presidente da República, da proposta do “Pacto para a Estabilidade e Reconciliação Nacional”, como contributo concreto para o fortalecimento da unidade, da estabilidade e Reconciliação Nacional do nosso país.

3. O pronunciamento de um General, directamente implicado na morte do Dr. Jonas Malheiro Savimbi, em entrevista exclusiva à Televisão Pública de Angola (TPA), pela sua natureza e conteúdo, não contribui para a consolidação da paz e da reconciliação nacional, acaba por alimentar animosidade, divisão e retrocesso no espírito de convivência pacífica arduamente alcançado pelos angolanos.

4. O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA questiona as mais relevantes instituições deste país, qual o significado das medalhas atribuídas aos Pais da Nação, no âmbito dos 50 anos de Independência.

5. O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA questiona o mais alto magistrado da Nação por que caminhos pretende conduzir o país com actos de intoxicação das mentes promovidos pelos gabinetes afectos à Presidência da República.

6. O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA questiona os promotores desta tentativa de destruição da memória histórica do Líder Fundador da UNITA, Dr. Jonas Malheiro Savimbi, se desconhecem as razões da necessidade de abraçar um processo de Reconciliação. Questiona, ainda, os promotores desta muito irresponsável campanha, se têm condições históricas, éticas e morais para se assumirem impolutos actores na trajectória que nos trouxe até ao presente.

7. O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA acompanhou com surpresa e veemente indignação a campanha de ódio promovida na semana da celebração dos 24 anos da Paz e da Reconciliação Nacional e no auge da preparação da visita do Sumo Pontífice a Angola, usando um órgão público de comunicação social e “boca de aluguer”, com o propósito de obter vantagens políticas a qualquer preço, abraçando a reles propaganda, a promoção da divisão e da intolerância e demostrando que a prioridade é a promoção da instabilidade e a inviabilização do processo de Reconciliação Nacional que se pretende verdadeiro, justo, inclusivo e tolerante.

8. Os angolanos sabem que na Angola de hoje, a decisão de promover uma entrevista com aquele conteúdo na quadra da Paz, não foi uma decisão da Televisão Pública de Angola, mas certamente uma instrução recebida e decidida nos órgãos afectos à Presidência da República e dedicados exclusivamente à promoção de divisões, a destilar ódios, a atentar contra a unidade nacional, mostrando diariamente o desespero concentrado na manutenção do poder a qualquer preço.

9. A UNITA reafirma que a Paz e a Reconciliação Nacional não podem ser tratadas com ligeireza, nem colocadas em causa por declarações que reabrem feridas e estimulam leituras parciais e excludentes da nossa história comum.

10. O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA entende que nenhum dos protagonistas deste processo histórico pode ser apresentado como absolutamente inocente ou exclusivamente culpado, devendo prevalecer uma leitura responsável, equilibrada e patriótica da nossa história comum.

11. Sobre os acontecimentos ocorridos no Sumbe, a 29 de Março, o Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, a exemplo do que permanentemente tem defendido, demarca-se de forma clara e inequívoca de quaisquer actos que possam promover a violação da lei e do espírito de sã convivência democrática. Informa, ainda, que no decurso do próprio acto o responsável que o dirigiu orientou, no local, a retirada daquela caracterização em actos futuros, por serem susceptíveis de induzir a interpretações não consentâneas com o posicionamento do Partido.

12. Entretanto, o Comité Permanente da Comissão Política vem manifestar a sua indignação pelos comunicados emitidos pelas FAA e Polícia Nacional, por considerá-los exagerados, sem procurem o diálogo ou qualquer contacto com a Direcção da UNITA, uma entidade pública, subscritora da Paz e regular promotora do diálogo e da Reconciliação Nacional, de modo a permitirem com maturidade um esclarecimento, pois, em nenhum outro momento estas forças republicanas agiram desta forma.

13. O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA saúda efusivamente a visita do Sumo Pontífice Leão XIV ao nosso País, que na senda dos seus antecessores João Paulo II e Bento XVI vem reafirmar a veemência da construção de sociedades de paz justas, livres, harmoniosas, reconciliadas, solidárias orientadas na busca permanente da justiça social e do bem-estar e prosperidade.

Luanda, 11 de abril de 2026

O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA

2026 – Ano da Consolidação da Ampla Frente Patriótica para A Alternância do Poder

Compartilhe

Publicite aqui

Categorias