O Grupo Parlamentar da UNITA realizou nesta quinta-feira, 4 de Maio de 2026, uma conferência de imprensa realizada na sede do seu Grupo Parlamentar do Município da Ingombota em Luanda, uma conferência de imprensa com o objectivo de abordar a situação de excesso extraordinário do preço do petróleo no período de 2024 a 2026, sem um impacto positivo na vida das famílias.
A Presidente do Grupo Parlamentar da UNITA, Albertina Navemba Ngolo, afirmou que o OGE 2024 foi elaborado com um preço de referência de 65 USD por barril e uma produção média estimada de cerca de 1, 06 milhões de barris por dia.
Entretanto, disse, a responsável parlamentar, durante grande parte de 2024, o preço oscilou próximo dos 80 USD por barril, permitindo ao Estado arrecadar receitas muito acima das inicialmente previstas.
“Isto significou uma diferença média próxima de +15 USD por barril, acima do valor orçamentado”.
“O OGE 2025 foi elaborado com uma produção estimada de 1, 098 milhões de barris por dia, atingindo durante o exercício o preço de 76,3 USD. Já o OGE 2026 foi construído com um cenário mais conservador, assumindo um preço médio de 61 USD por barril e uma produção de aproximadamente 1, 05 milhões de barris por dia”, disse a parlamentar.
Albertina Ngolo apontou como total acumulado potencial 2024-2026 em receita fiscal extraordinária de 2,3 a 4 mil milhões de USD e receita petrolífera bruta adicional de 10 a 14 mil milhões de USD.
De acordo com a parlamentar, para a política monetária e fiscal, a janela de receitas adicionais deve ser aproveitada para reforçar reservas externas, amortecer dívida e capitalizar fundos de estabilização – protegendo o orçamento de 2027, perante um eventual recuo dos preços para os níveis estruturais 55-65 bbl (barril) projectados pelas principais agências de energia para o médio prazo.
Na ocasião a parlamentar criticou o silêncio do governo sobre o aproveitamento feito dos excedentes extraordinários dos preços do petróleo e não investimentos dos valores na vida das populações e sectores estratégicos do país.
“A gestão do excedente petrolífero, não deve ignorar o rosto da pobreza do povo, nos domínios da saúde, educação, agricultura moderna e familiar, industrialização, emprego para a juventude, cuidados com a primeira infância, infraestruturas rodoviárias, cuidado da terceira idade”.
“Numa só palavra, deve servir para a elevação e melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para que o capital humano angolano seja capaz e ombriar com os demais no mundo desenvolvido e próspero”, apelou Albertina Ngolo.



