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Adalberto Costa Júnior solidário com às vítimas das chuvas

Solidariedade Às Vítimas Das Chuvas

O presidente da UNITA Adalberto Costa Júnior, mostrou-se neste Domingo,05 de Abril de 2026, solidário com às vítimas das Chuvas, que se abateram Sábado, 04 de de Abril do corrente ano, em todo país, deixando várias famílias angolanas em luto.

De acordo com o presidente Adalberto Costa Júnior, “Hoje, dirijo-me às famílias angolanas profundamente afectadas pelas chuvas que têm assolado várias províncias, em particular Benguela, onde os dados oficiais já registam mais de 25 mortes. A dor destas perdas é incomensurável e, neste momento de luto, o meu pensamento e solidariedade estão com cada vítima e seus familiares”.

Afirmou Adalberto Costa Júnior, “É momento de repensar o país: investir em planejamento urbano, reforçar a fiscalização das construções em áreas de risco e criar mecanismos de alerta precoce e resposta rápida. O povo deve ser protegido, não punido por viver em condições muitas vezes impostas pela pobreza e pela negligência histórica das autoridades. Cada tragédia como esta é um lembrete doloroso de que a segurança dos cidadãos deve ser central na agenda de qualquer governo”.

Apelo às autoridades competentes que atuem com rigor e urgência, mas também que trabalhem em conjunto com as comunidades para identificar soluções duradouras. A solidariedade política deve se traduzir em acção concreta: obras, prevenção e proteção permanente. Que estas perdas não sejam apenas números, mas um catalisador para mudanças estruturais e sustentáveis que salvem vidas.

É por isso que propomos um conjunto de medidas que olham para além do imediato:

1. PLANO NACIONAL DE PREVENÇÃO E GESTÃO DE INUNDAÇÕES:

um instrumento de Estado que envolva ministérios chave, governos provinciais, municipais e comunidades locais, com mapas de risco actualizados, sistemas de alerta precoce e acções de evacuação planeadas consoante o nível de perigo.

2. ORDENAMENTO TERRITORIAL E REALOJAMENTO DE REALOJAMENTO:

identificar áreas de risco elevado e promover programas de reassentamento digno, com habitação de qualidade, infraestrutura e acesso a serviços básicos. Não é aceitável que famílias vivam permanentemente à mercê da vulnerabilidade. 

3. INVESTIMENTO EM INFRAESTRUTURA DE DRENAGEM URBANA E RURAL:

melhorar sistemas de escoamento de água, limpar valas e canais antes da época das chuvas, e reforçar a capacidade de resposta dos serviços municipais de manutenção. 

4. EDUCAÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO DA POPULAÇÃO:

campanhas regulares sobre riscos climáticos e como agir antes, durante e depois de eventos extremos, envolvendo escolas, lideranças comunitárias e meios de comunicação.

5. GESTÃO DE RESÍDUOS E LIMPEZA URBANA:

Regular a recolha e eliminação de lixo, que bloqueia as valas e canais de drenagem, agravando inundações. Uma política nacional de saneamento preventivo reduz o risco de enchentes.

6. FINANCIAMENTO DE EMERGÊNCIA E SEGURO COMUNITÁRIO:

criar fundos de apoio às vítimas e mecanismos de seguro social que ofereçam suporte imediato às famílias afectadas por desastres naturais.

7. PLANEAMENTO TERRITORIAL SÉRIO E INCLUSIVO:

Redesenhar o uso do solo urbano e periurbano com base em estudos hidrológicos e de risco, para evitar assentamentos em encostas perigosas e linhas de água. Priorizar reassentamentos voluntários em áreas seguras, com infra‑estruturas essenciais, garantindo dignidade e acesso a serviços básicos.

Governar é, acima de tudo, proteger vidas. Este momento exigente convida todos nós a repensar Angola: a forma como ocupamos o território, como estruturamos nossas cidades, como cuidamos dos mais vulneráveis.

Que Angola aprenda com cada desafio e avance mais forte, mais organizada e mais capaz de proteger cada família.

Que Deus abençoe Angola e os angolanos.

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