Base histórica rompe o silêncio e desafia a actual liderança
O chão começou a tremer dentro do MPLA. Informações recolhidas junto da sede do partido indicam que o núcleo duro dos veteranos históricos já tomou posição clara: estão alinhados com o General Higino Lopes Carneiro e aguardam apenas a marcação oficial do Congresso Ordinário previsto para 2026.
Segundo fontes partidárias ouvidas pelo Agita News, o mal-estar entre os veteranos e a actual liderança atingiu um ponto crítico após o discurso do Presidente do partido, João Lourenço, no recente acto político de massa que assinalou os 69 anos do MPLA, na Centralidade do Kilamba.
“FOMOS NÓS QUE ABRIMOS O CAMINHO”
Um antigo Secretário-Geral do MPLA, ouvido sob condição de anonimato por receio de represálias, foi direto e sem rodeios:
“O Presidente esqueceu-se que fomos nós, os veteranos, que confrontámos José Eduardo dos Santos para abandonar a liderança, abrindo espaço para que João Lourenço governasse sem interferências do partido.”
A declaração expõe uma ferida mal cicatrizada dentro do MPLA: a sensação, entre os históricos, de que foram descartados e humilhados depois de cumprirem o papel mais duro da transição interna.
KILAMBA: O DISCURSO QUE FALHOU NA UNIDADE
Segundo o mesmo veterano, o acto do Kilamba era o momento ideal para pacificar o partido, reconhecer divergências e assumir publicamente a abertura para múltiplas candidaturas no próximo congresso.
Isso não aconteceu. E o silêncio foi interpretado como exclusão deliberada.
“NUM BECO SEM SAÍDA”
Indo ainda mais longe, o veterano lançou uma metáfora que corre agora os corredores do partido:
“O Presidente está num beco sem saída. O paraquedas já foi accionado… e não está a abrir.”
A leitura interna é clara: a liderança sente a pressão, a base histórica reorganiza-se e Higino Carneiro surge como o ponto de convergência de um descontentamento que já não se esconde.
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