Presidente da UNITA, discursando durante acto de massas no Mussende

“Precisamos de ter um país que tenha um presidente que una os angolanos todos”, diz líder da UNITA

Política

O Presidente da UNITA defendeu ser necessário ter um país de mais diálogo, ao discursar nesta sexta-feira, 5 de Setembro de 2025, em acto de massas na cidade do Mussende, província do Kwanza-Sul para o encerramento do curso político dos quadros realizado naquela circunscrição territorial, bem como para o encerramento da quadra comemorativa dos 91 anos do Presidente Fundador do Partido, Jonas Malheiro Savimbi, assinalados a 3 de Agosto do presente ano.

Na ocasião defendeu que, precisamos de ter um país que dialoga mais, um país inclusivo, um país que tenha um presidente que una os angolanos todos, e não os divida.

O líder da UNITA exortou igualmente ser necessário ter um governo de angolanos, que governe para angolanos, sem exclusão de ninguém, tendo na oportunidade apelado aos quadros formados, a levarem a mensagem do partido a todos os cidadãos e fazerem o papel de ponte de contacto com o angolano, de trabalho nas comunidades, nas aldeias, nas cidades, nas vilas, para levar o programa da UNITA, que o responsável partidário considera ser um programa rico.

Na ocasião o responsável da UNITA reiterou a sua posição que, eleito Presidente de Angola, não ia continuar a ser presidente da formação partidária.

“Íamos deixar, suspender a presidência da UNITA para ficar presidente de todos os angolanos. Para servir a Angola toda”, disse Adalberto Costa Júnior, acrescentando que, o país precisa de um presidente nacional de todos os angolanos, um presidente que não ponha a camisola de divisão do país, um presidente que sinta a diferença como sua.

“Que a partir da altura que toma posse, todos os seus passos sejam de unidade e de coesão nacional”.

O Presidente da UNITA criticou ainda durante o seu discurso, a forma como o governo tem procedido no aumento dos preços dos combustíveis, e defendeu que aumentar os combustíveis sem medidas que pudessem limitar as consequências deste aumento é uma punição grande demais para o povo angolano.

Para o responsável partidário, os aumentos não têm sido feitos de forma adequada, e acrescentou que, “a comunicação política não é boa, a preparação não é ideal”.

“Mesmo esses aumentos de vencimentos, estamos a ouvir que vai haver um aumento. A inflação e a perda do valor do Kwanza já tornou quase irrelevante o tal aumento”, sustentou Adalberto Costa Júnior.

De acordo com o líder partidário, “de 2022 para hoje, o Kwanza no mínimo perdeu 3 vezes o seu valor. No mínimo 3 vezes. E a inflação é uma coisa terrível”, disse o Presidente da UNITA, sustentando ainda que, de 2018 para hoje perdemos de 7 a 10 vezes o valor do Kwanza”.

“E, é isto que está a tornar a vida difícil para todos nós, para todos os cidadãos, também para as empresas. As empresas estão a decretar falências em grande quantidade. O desemprego está muito grande”, afirmou o Presidente da UNITA Adalberto Costa Júnior.

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