O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, afirmou nesta terça-feira,11 de Agosto de 2026, à imprensa que, não houve confrontos no Uíge.
A posição foi apresentada à comunicação social à saída da audiência com a CEAST, onde o responsável do maior partido na oposição em Angola, partilhou com o Presidente da CEAST, Dom José Manuel Imbamba, os acontecimentos do último sábado, 8 de Agosto na província do Uíge, envolvendo a Polícia Nacional contra os militantes da UNITA.
O líder da UNITA defendeu que, “não houve confrontos”, acrescentando que, não há formas de justificar a nenhum nível aquele comportamento, daquela força excessiva, completamente desnecessária e aquela repressão violenta que se assistiu e apelou a responsabilização dos autores.
Para o responsável partidário, esta não seja uma experiência para levar para uma campanha eleitoral que estejam a fazer este tipo de experimentação.
“E, portanto, a sociedade angolana no seu todo, as entidades, todas elas transversais, devem preocupar-se, devem exigir responsabilização, na medida em que a todos nós nos interessa um país em paz, em estabilidade, no pleno respeito dos direitos políticos e cívicos de toda a gente”.
Na sua intervenção, o Presidente da UNITA destacou que foi um bom encontro, manifestando a sua satisfação, pela condenação a tempo oportuno, pela instituição religiosa.
“Ficamos satisfeitos quando tomamos conhecimento de que a CEAST já os condenou estes incidentes, mas não pode ficar por aqui”.
“Os prevaricadores não podem pensar que têm uma auto estrada aberta para a prática voluntária da violência. Não faz sentido”, o Presidente da UNITA.
O responsável partidário criticou de igual modo a postura do evidenciada pelo governador provincial sobre os acontecimentos.
Para líder da oposição “o governador da província não pode pensar que pode ser simultaneamente primeiro-secretário e governador provincial, limitando o exercício político aos partidos de oposição, mas permitindo a eles próprios o exercício político nas circunstâncias que os outros são proibidos”.
“Porque o que nós constatamos é que o Partido de Regime teve as atividades normais, a cidade estava engalanada com bandeiras, todos os municípios engalanados, e nós sabemos que isto é proibido”, disse o Presidente da UNITA, considerando ainda os acontecimentos, de serem actos premeditados.



