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Presidente da UNITA apresenta a visão de revolucionar o rio Kwanza em potência económica do país

Potencialidades do Rio Kwanza

Em publicação deste sábado, 25 de Julho de 2026, disponibilizada para a comunicação, o Presidente da UNITA considerou a água como o maior motor para o desenvolvimento, destacando as imensas possibilidades económico-turísticas com a exploração histórica, científico-tecnológica e turística do corredor do rio Kwanzas em todas as suas variadas dimensões, e transformá-lo em potência económica para o país e de desenvolvimento económico e social das famílias angolanas.

Na publicação com o tema: “Como revolucionar o rio Kwanza”, o Presidente da UNITA, começa por revelar que, a água é o motor do desenvolvimento, em Angola, temos o motor mais poderoso de África, só nos falta quem saiba conduzi-lo

“Olhemos para o Rio Kwanza, a artéria central da nossa geografia, com 960 km de extensão e 240 km navegáveis, ele é um corredor natural que liga o interior ao Oceano Atlântico. O colonizador, há mais de 500 anos, navegou do Dondo até à Barra do Kwanza, usando esta via para transporte de pessoas e bens”.

“Hoje, com mais tecnologia, nada evoluiu. Esta inação é um sintoma claro da falta de visão que mantém o nosso povo no desemprego e na pobreza”, defende o Presidente da UNITA, para quem, o Rio Kwanza não deve ser visto apenas como um curso de água, deve ser assumido como um grande corredor nacional de desenvolvimento, capaz de gerar riqueza, emprego, energia, turismo, produção agrícola e inclusão social.

Para o líder da UNITA, enquanto países transformaram rios como o Nilo, o Danúbio, o Douro, o Mississippi e o Amazonas em motores da economia, Angola continua a desperdiçar uma das maiores dádivas que Deus concedeu aos angolanos.

Na sua visão, o Presidente do maior partido na oposição em Angola defende igualmente, transformar o Rio Kwanza no maior corredor económico, turístico, agrícola e ambiental de Angola, que possa responder vários eixos estratégicos, nomeadamente, o “turismo fluvial”, com cruzeiros turísticos durante todo o ano, narinas e cais modernos, passeios culturais e gastronómicos, hotéis ecológicos e lodges nas margens.

O responsável da UNITA aponta também o “turismo histórico e religioso”, com circuito Massangano, Muxima, Igreja de Nossa Senhora das Vitórias, Praça dos Escravos e Túmulo de Paulo Dias de Novais, assim como peregrinações organizadas e turismo de memória.

Outro eixo apontado por Adalberto Costa Júnior é o “Ecoturismo”, permitindo a observação de aves, safaris fotográficos, trilhos ecológicos, a protecção da biodiversidade.

No quarto eixo, o líder partidário apontou para implementação da economia azul, através da piscicultura moderna, centros de produção de alevinos, cooperativas de pesca, indústria de processamento de pescado.

O líder da oposição apontou também para a implementação da agricultura inteligente, através da irrigação em larga escala, produção de frutas, arroz, milho e hortícolas; agroindústrias ao longo do corredor.

Adalberto Costa Júnior destacou ainda o “transporte fluvial”, por via de embarcações de passageiros e carga, integração com estradas e caminhos-de-ferro, redução dos custos logísticos.

Também a “energia e conhecimento”, com as barragens de Capanda (520 MW), Laúca (2.070 MW) e Cambambe (960 MW) podem tornar-se também polos de turismo científico, educação ambiental, inovação e lazer, valorizando um património que já impulsiona o desenvolvimento energético do país.

De acordo com o líder da oposição, o impacto esperado através desta revolução turístico-económico e tecnológico do rio Rio Kwanza, seria: milhares de empregos para a juventude; novas oportunidades para agricultores, pescadores e empreendedores; diversificação da economia além do petróleo; aumento do turismo interno e internacional.

O Presidente da UNITA apontou ainda outras potenciais vantagens da revolução económica do corredor do rio Kwanza para o país, como o desenvolvimento sustentável das comunidades ribeirinhas; maior preservação ambiental e valorização do património nacional; maior atração de investimento privado; valorização do património histórico e ambiental.

Para o responsável do maior partido na oposição em Angola, o Rio Kwanza pode ser muito mais do que uma fonte de energia. Pode ser a espinha dorsal de uma nova economia nacional.

O líder partidário considerou que a inexistência dessa realidade não é falta de potencial, é falta de visão, planeamento e vontade política.

“Quando um país desperdiça a riqueza que Deus lhe ofereceu, desperdiça também oportunidades para milhões de cidadãos. O futuro de Angola passa por transformar as suas vantagens naturais em prosperidade para todos”.

“É assim que se pensa o país”, defendeu o Presidente da UNITA.

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