Na sua mensagem em celebração ao dia 1 de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, o Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, dirigiu a sua mensagem ao todos os trabalhadores do Angola, onde defendeu que falar do trabalhador em Angola é falar também da dignidade humana.
De acordo com o Presidente da UNITA, neste Dia Internacional dos Trabalhadores, a nossa homenagem vai para o povo angolano que acorda cedo todos os dias para sustentar a família, para os homens e mulheres do campo, das fábricas, dos mercados, das obras, das escolas, dos hospitais, dos táxis, das repartições e da economia informal que mantém o país vivo mesmo diante das dificuldades.
Para o líder da UNITA, falar do trabalhador em Angola é falar também da dignidade humana, e este continua a ser um dos maiores desafios nacionais.
“A missão de qualquer político sério deve ser transformar cada cidadão num trabalhador com oportunidade, salário digno e proteção social. Não basta criar sobrevivência. É preciso construir esperança”, considera o líder partidário.
O Presidente da UNITA recordou que, os números oficiais do Instituto Nacional de Estatística mostram uma realidade preocupante: cerca de 78,6% dos trabalhadores angolanos estão na informalidade e mais de 5 milhões de angolanos procuram emprego, nas zonas rurais; a informalidade ultrapassa os 94%; entre os jovens, o desemprego já ultrapassa metade da população ativa juvenil.
Segundo o líder partidário, isto significa milhões de cidadãos sem contrato, sem segurança social, sem reforma garantida e sem proteção para o futuro; significa também famílias inteiras a viverem com salários que não chegam sequer para metade do mês.
Para o líder do maior partido na oposição em Angola, hoje, o salário mínimo de 100 mil kwanzas, mesmo com ajustes recentes, continua distante da realidade do custo de vida.
“Uma cesta básica para uma família de seis pessoas ultrapassa, em muitos mercados, os 289 mil kwanzas”, o responsável partidário acrescentando que, quando o salário não cobre as necessidades essenciais, o país empurra silenciosamente muitos cidadãos para a precariedade, para o desespero, para a improdutividade e até para a corrupção como mecanismo de sobrevivência.
“Angola precisa de uma nova visão económica e social, uma visão que ligue a aldeia à cidade, o campo à indústria, a juventude à produção nacional”, disse o líder da oposição.
“Precisamos de investir seriamente na agricultura, nas pequenas e médias empresas, na indústria transformadora, na formação técnica e na criação de emprego formal. Mas também precisamos pensar no amanhã. O que será da velhice de milhões de angolanos que hoje trabalham sem segurança social? Que futuro teremos se a maioria da nossa população ativa continuar fora do sistema formal? Esta é uma questão nacional, humana e moral”, afirmou o Presidente da UNITA, que concluiu renovando o seu compromisso com uma Angola onde o trabalho deixe de ser sofrimento e passe a ser caminho de prosperidade, estabilidade e dignidade para todos.