O presidente da UNITA Adalberto Costa Júnior homenageou às Mães de Angola, no Domingo,03 de Maio de 2026, o respeito e a gratidão e no regresso ao Tchindjenje.
De acordo com o presidente Adalberto Costa Júnior, “Hoje, o meu pensamento regressa ao Tchindjenje, minha terra natal, à casa onde os meus pés aprenderam a caminhar e o meu coração aprendeu a sentir. Foi ali, sob o olhar firme e as mãos calejadas da minha mãe, que recebi as primeiras e mais duradouras lições: amar a Deus sobre todas as coisas e amar esta pátria com um amor que se prova no serviço, e não apenas nas palavras. Aquilo que sou e aquilo que luto para ser, devo-o a essa mulher que, tantas vezes no silêncio e na escassez, me ensinou que a dignidade não se mendiga, cultiva-se”.
O responsável da maior força política angolana, “Ao dobrar os joelhos diante da memória sagrada da minha mãe, quero erguer a voz para homenagear, com a mesma reverência, todas as mães de Angola. Do campo à cidade, da Zunga ao escritório, elas são o esteio que não treme quando a casa balança. São o pilar onde a nossa sociedade, tantas vezes instável, encontra o seu último e mais firme fundamento: a família”.
Conheço, porque o vi no rosto de tantas mulheres da nossa terra, o preço dessa força. A realidade da mãe angolana não é uma abstracção política para mim, é convicção, é história, é dívida que carrego.
Sei daquelas mulheres que, mesmo sem um parceiro ao lado, vestem o fato duplo de mãe e pai. Que multiplicam o pouco para que nada falte. Que enxugam as lágrimas dos filhos enquanto engolem as suas. É a essas mulheres que a nação deve tirar o chapéu todos os dias, não apenas num dia do calendário.
A minha homenagem transforma-se, aqui, num compromisso público e institucional. Para que as mães sejam verdadeiramente honradas, nós, os agentes políticos, temos de construir uma sociedade onde a família deixe de ser sinónimo de sofrimento crónico e passe a ser espaço de realização, segurança e esperança. A responsabilidade maior é nossa, que fazemos as leis e decidimos os orçamentos.
Não descansaremos enquanto a mãe angolana tiver de escolher entre alimentar o filho e comprar o medicamento. Não descansaremos enquanto houver uma única mulher a carregar sozinha, sem redes de apoio, o peso de erguer uma geração. A nossa luta política só faz sentido se, no fim, a vida da mãe angolana comum mudar de maneira concreta e visível.
A minha mãe ensinou-me que um homem sem pátria é um órfão perpétuo. Hoje, digo que a pátria sem mães fortalecidas é uma casa sem alicerces.
Que Deus, na Sua infinita misericórdia, abençoe, proteja e restitua as forças de todas as mães de Angola. As que estão connosco e as que já descansam no colo do Criador. A nossa luta é por vós. A nossa dívida é convosco. O nosso amor é eterno.
Bem hajam, mães da minha terra.