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UNITA pede ao PR que colha experiência da revolução portuguesa para melhorar democracia angolana

No âmbito das comemorações dos 50 anos de aniversário da revolução dos cravos em Portugal, a UNITA apelou esta quinta-feira, 25 de Abril de 2024, ao Presidente da República que, ao regressar ao País, traga o espírito de Abril na bagagem e “as experiências positivas” da revolução democrática portuguesa para gerar uma revolução na infra-estrutura democrática angolana.

Numa declaração centrada na deslocação a Lisboa de João Lourenço, a convite das autoridades portuguesas para as cerimónias de comemoração do 50º aniversário da revolução dos cravos, a UNITA pede, entre outras coisas, “a efectiva liberdade de imprensa”.

O Grupo Parlamentar da UNITA quer ainda que o Presidente da República se inspire em Portugal para que, no regresso, imponha e garanta o tratamento dos média estatais igual para todos os partidos políticos com assento parlamentar”.

De acordo com a UNITA, uma revolução que garanta a auditoria ministerial e a fiscalização parlamentar dos contratos e das contas públicas e que acabe de vez com a democracia tutelada pela hegemonia de um Partido-Estado.

“Acreditamos que o senhor Presidente, que cumpre nesta V Legislatura o seu último mandato, terá certamente o apoio de todos os senhores deputados à Assembleia Nacional, se decidir revestir-se do espírito de Abril para definitivamente abraçar, com convicção, o ideal do Estado Democrático e dar ao País um novo rumo”, diz a UNITA.

A UNITA saudou o 25 de Abril, porque tem uma parte do povo angolano e simboliza liberdade, democracia e alternância no exercício do poder público.

“De 25 de Abril de 1974 para cá, Portugal já estabeleceu uma imprensa livre e plural que dá acesso igual aos governos e às oposições, uma sociedade civil vibrante e uma democracia muito fecunda, que produziu alternâncias pacíficas mediante eleições democráticas, realizadas com imparcialidade e transparência”, refere a UNITA.

O principal partido da oposição lembrou que em 50 anos a democracia portuguesa elegeu 24 governos constitucionais que foram dirigidos por 14 Chefes de Governo de diferentes partidos e elegeu também cinco Presidentes da República, de partidos políticos diferentes, tendo cada um deles servido dois mandatos.

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