{"id":996,"date":"2025-03-10T14:16:04","date_gmt":"2025-03-10T13:16:04","guid":{"rendered":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/?p=996"},"modified":"2025-03-10T14:18:17","modified_gmt":"2025-03-10T13:18:17","slug":"por-que-angola-nao-anda-nem-desanda-ernesto-mulato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/por-que-angola-nao-anda-nem-desanda-ernesto-mulato\/","title":{"rendered":"Por que Angola n\u00e3o anda, nem desanda? &#8211; Ernesto Mulato"},"content":{"rendered":"<p>Um exerc\u00edcio sobre como se movem as sociedades, e Angola n\u00e3o pode ser uma excep\u00e7\u00e3o. Como surgiram ou se criaram as sociedades? Tudo remonta \u00e0 origem do Homem, de Ad\u00e3o e Eva, passando pela Arca de No\u00e9, Abra\u00e3o, Isaac, Jac\u00f3 e, na nossa era, Jesus de Nazar\u00e9.<\/p>\n<p>O Homem \u00e9 teimoso! Mesmo com tantas experi\u00eancias mostradas e demonstradas, continua a cometer os mesmos erros, a tentar reinventar o que j\u00e1 foi criado ou estabelecido na Magna Carta Universal, a B\u00edblia. Jesus, vivendo na Palestina, inspirou a forma como as sociedades deveriam se organizar e conviver, sempre dentro da sociabilidade de grupos sociais variados, com cren\u00e7as, usos e costumes adaptados aos tempos e circunst\u00e2ncias. \u00c9 dentro dessa evolu\u00e7\u00e3o que, ao longo dos s\u00e9culos, surgiram diversas formas de conviv\u00eancia: do feudalismo \u00e0 era industrial, do socialismo \u00e0 democracia, do comunismo a tantas outras variantes, sempre na busca por uma melhor forma de vida social.<\/p>\n<p>O s\u00e9culo XX \u00e9 o mais relevante para esta an\u00e1lise. Com ele, vieram muitos &#8220;ismos&#8221;: socialismo, capitalismo, imperialismo, marxismo etc. Quando a maioria dos pa\u00edses africanos conquistou a independ\u00eancia, estava em vigor a Guerra Fria, dividindo o mundo em zonas de influ\u00eancia: o bloco socialista, liderado pelos russos, e o bloco ocidental, sob os americanos. Dessa divis\u00e3o surgiram os conceitos de reacion\u00e1rio e revolucion\u00e1rio, de direita e esquerda. Com o tempo, apareceram tamb\u00e9m a extrema-direita, a extrema-esquerda e o centro, todos componentes de movimentos sociais.<\/p>\n<p>A distin\u00e7\u00e3o entre direita e esquerda remonta da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa de 1789, quando os apoiadores de mudan\u00e7as radicais sentavam-se \u00e0 esquerda do rei, enquanto os que defendiam apenas algumas reformas estavam \u00e0 sua direita. A Revolu\u00e7\u00e3o Francesa tamb\u00e9m viu a ascens\u00e3o dos jacobinos e girondinos. Os jacobinos, liderados por Robespierre, eram radicais e buscavam mudan\u00e7as profundas e r\u00e1pidas, enquanto os girondinos eram mais moderados. Esse per\u00edodo culminou no &#8220;Terror&#8221;, com<br \/>\nexecu\u00e7\u00f5es em massa e instabilidade pol\u00edtica. O mundo cresceu dentro dessa din\u00e2mica, e os povos foram adaptando esses conceitos \u00e0s suas realidades.<\/p>\n<p>No caso de Angola, o problema fundamental reside no colonialismo, na forma como foi conduzida a descoloniza\u00e7\u00e3o e no papel das elites angolanas. A coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa estruturou a sociedade em pelo menos tr\u00eas classes: o colono, o assimilado e o ind\u00edgena. Alguns estudiosos consideram os mesti\u00e7os uma quarta classe intermedi\u00e1ria. As desigualdades entre esses grupos influenciaram a forma como o processo de descoloniza\u00e7\u00e3o ocorreu.<\/p>\n<p>Embora Portugal tenha negociado a descoloniza\u00e7\u00e3o com os tr\u00eas principais movimentos de liberta\u00e7\u00e3o (FNLA, MPLA e UNITA), a verdade \u00e9 que, em novembro de 1974, j\u00e1 havia acordado em Argel que entregaria o poder ao MPLA, impedindo a realiza\u00e7\u00e3o de elei\u00e7\u00f5es e violando os Acordos de Alvor. A dire\u00e7\u00e3o do MPLA, sob Agostinho Neto, traiu o esp\u00edrito desses acordos. Portugal tinha for\u00e7a militar suficiente para garantir a implementa\u00e7\u00e3o dos Acordos de Alvor, e quem se atrevesse teria uma resposta como demonstrado pelo General Almendra quando as FAPLA tentaram contest\u00e1-los.<\/p>\n<p>As Elites Angolanas &#8211; na l\u00f3gica marxista, a burguesia e o proletariado s\u00e3o as classes-chave para a revolu\u00e7\u00e3o. Em col\u00f4nias como Angola, essa divis\u00e3o se traduz na elite letrada. Quando os movimentos de liberta\u00e7\u00e3o surgiram, muitos jovens angolanos j\u00e1 possu\u00edam conhecimentos que lhes permitiam questionar o futuro do pa\u00eds. Assim, formaram-se tr\u00eas principais movimentos: UPA\/FNLA, MPLA e UNITA.<\/p>\n<p>A FNLA teve um papel crucial na luta de liberta\u00e7\u00e3o, defendendo &#8220;Liberdade e Terra&#8221;. No entanto, o foco desta an\u00e1lise \u00e9 entender por que Angola permanece em crise, mesmo ap\u00f3s 23 anos de paz e aqui a figura principal \u00e9 o MPLA.<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o Francesa \u00e9 um exemplo relevante. Quando a monarquia caiu, os revolucion\u00e1rios jacobinos, inicialmente defensores do povo, passaram a\u00a0oprimi-lo, instaurando um regime de terror entre 1793 e 1794. Esse per\u00edodo, conhecido como &#8220;Termidor&#8221;, trouxe as palavras de ordem: liberdade, igualdade e fraternidade, ora, tr\u00eas palavras-chave que depois come\u00e7aram a ser violadas pelos autores. Agora veja-se at\u00e9 que ponto esses conceitos se aplicam \u00e0 Angola de hoje?<\/p>\n<p>Os partidos que lutaram pela independ\u00eancia ainda cumprem seus prop\u00f3sitos originais? O governo do MPLA segue uma filosofia correcta ou reproduz os padr\u00f5es denunciados por Viriato da Cruz? Em sua carta de 31 de janeiro de 1963, Viriato alertava que certos grupos dentro do MPLA visavam apenas se beneficiar do poder e formar novas castas privilegiadas, substituindo os colonizadores portugueses sem mudar a realidade das massas. Esse alerta est\u00e1 registrado em Um amplo movimento, vol. III (1963-1964), Itiner\u00e1rio do MPLA, atrav\u00e9s de documentos de L\u00facio Lara, \u201cCarta de V. Cruz a Z\u00e9 Miguel, Borges, Santos, Amaro e Lu\u00eds Miguel\u201d que transcrevendo dizia:\u00a0\u201cQual \u00e9, no fundo, a pol\u00edtica desse grupo?<\/p>\n<p>Esse grupo \u00e9 formado por indiv\u00edduos que para se sentirem completamente livres bastar-lhes-\u00e1 participar, na Angola independente, do poder pol\u00edtico e gozar de grandes facilidades para obter os meios para levar uma vida privilegiada. Enquanto que para o povo poder sentir que a independ\u00eancia melhorou realmente a sua vida, ser\u00e1 necess\u00e1rio tomar medidas profundas na Angola independente &#8211; para os indiv\u00edduos do referido grupo sentirem que a independ\u00eancia melhorou realmente a sua vida bastar\u00e1 que se tomem, amanh\u00e3 em Angola, algumas medidas superficiais ou parciais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os indiv\u00edduos do referido grupo sabem muito bem que as independ\u00eancias em \u00c1frica, de uma maneira quase geral, t\u00eam significado, na realidade, a promo\u00e7\u00e3o de uma elite para os postos de direc\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o, enquanto que as massas pouco ou nada beneficiam com as independ\u00eancias. Pode-se dizer, em resumo, que essas independ\u00eancias t\u00eam apenas criado castas privilegiadas nativas, que como os antigos colonos, passam por sua vez, a explorar e a oprimir o povo. A este fen\u00f3meno que, actualmente, alguns estudiosos dos jovens Estados independentes v\u00eam chamando de \u2018colonialismo de classe\u2019 &#8211; o \u2018colonialismo\u2019 das castas privilegiadas nativas.<\/p>\n<p>Os indiv\u00edduos do referido grupo sabem bem que a maneira mais f\u00e1cil para eles amanh\u00e3 fazerem parte de uma casta privilegiada angolana consiste em estarem, hoje, \u00e0 frente de um partido pol\u00edtico. Como eles n\u00e3o podiam fundar um partido que tivesse sucesso, resolveram \u2018tomar de assalto&#8217; (como dizia o vigarista do Viana) o nosso Movimento.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi por acaso que alguns m\u00e9dicos, que deveriam servir melhor o povo com a ci\u00eancia m\u00e9dica , resolveram abandonar os refugiados doentes no Congo para vir para o exterior fazer treinos militares. Quem acredita, porventura, que cinco ou seis m\u00e9dicos com treinos militares ir\u00e3o modificar o curso da guerra em Angola? Onde est\u00e1 provado que um m\u00e9dico militar seja melhor soldado que um cidad\u00e3o sem forma\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria? De 1963, aos dias da independ\u00eancia o que se tem, \u00e0s vezes , as sociedades minimizam o passado, bom ou mau, deve ser sempre de li\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>A UNITA surgiu em 1966 com uma vis\u00e3o diferente, baseando-se no estudo de diversas experi\u00eancias internacionais. O Presidente Fundador Jonas Savimbi defendia que um partido s\u00f3 deveria existir se tivesse uma ideia forte. Para ele, a p\u00e1tria e a terra eram ideias fortes, precedendo qualquer ideologia pol\u00edtica. O nacionalismo, para ser verdadeiro, deveria partir do amor \u00e0s origens e ao pr\u00f3prio povo.<\/p>\n<p>A UNITA entra em ac\u00e7\u00e3o j\u00e1 com uma vis\u00e3o inovadora, fruto de estudos de diversas concep\u00e7\u00f5es de outras sociedades. O Presidente Fundador,\u00a0abordando v\u00e1rios aspectos da cria\u00e7\u00e3o da UNITA, declarou: &#8220;Para se fundar um partido tem de haver uma ideia forte. A p\u00e1tria \u00e9 uma ideia forte, a terra \u00e9 uma ideia forte. A<br \/>\nideia forte \u00e9 anterior \u00e0 ideologia pol\u00edtica. Amar cada vez mais Angola, estud\u00e1-la, descobrir seus valores, acreditar no seu futuro \u2013 tudo isso representa uma ideologia forte, humana e mobilizadora. Como podemos amar Angola, se n\u00e3o amamos nem a nossa aldeia, nem o nosso pa\u00eds, nem nossos irm\u00e3os, nem nossos familiares, nem nossa prov\u00edncia? O nacionalismo n\u00e3o se constr\u00f3i do nada. As rela\u00e7\u00f5es com outros povos, com outros governos? Sim! Mas a condi\u00e7\u00e3o \u00e9 que elas n\u00e3o nos conduzam ao caminho da subalterniza\u00e7\u00e3o. A coopera\u00e7\u00e3o jamais indicar\u00e1, aos nossos olhos, o caminho da opress\u00e3o e do sacrif\u00edcio dos valores angolanos. Jamais!&#8221;<\/p>\n<p>Continuando com sua vis\u00e3o de Angola e de \u00c1frica, o Presidente Fundador enfatizava que os diversos pensamentos ideol\u00f3gicos \u2013 tanto os j\u00e1 surgidos quanto os que ainda viriam \u2013 poderiam e deveriam ser adaptados \u00e0 pr\u00e1tica, levando em conta o meio e a cultura dos habitantes. Ao longo de anos de luta e resist\u00eancia, a direc\u00e7\u00e3o da UNITA foi forjando uma cultura pr\u00f3pria de vida, conviv\u00eancia e viv\u00eancia, que se resumiu na m\u00e1xima: &#8220;Antes um m\u00e9todo que uma ideologia.&#8221; Esse m\u00e9todo seria capaz de conciliar as necessidades do Estado com as realidades espec\u00edficas das sociedades africanas, impedindo a forma\u00e7\u00e3o de um abismo entre as elites modernistas, muitas vezes ocidentalizadas, e as massas populares, menos presas a tradi\u00e7\u00f5es inertes, abrindo caminho para um progresso no qual\u00a0cada pessoa pudesse contribuir com seu gr\u00e3o de cimento e sentir-se protagonista de seu destino.<\/p>\n<p>Jonas Savimbi afirmava, ainda, que a ideologia do partido deveria estar submissa \u00e0s reais necessidades e aspira\u00e7\u00f5es do povo, rejeitando qualquer doutrina que se colocasse acima das demandas democraticamente verificadas. Menos ainda deveria ser aceite uma ideologia que privilegiasse ideias-for\u00e7a, como a de p\u00e1tria e terra, ou press\u00f5es de ordem neocolonial, independentemente de suas aparentes aspira\u00e7\u00f5es. Essa posi\u00e7\u00e3o \u00e9 registrada no livro Jonas Savimbi, Une autre voie pour l\u2019Afrique, do jornalista franc\u00eas Jean-Marc Kalfl\u00e9chhe.<\/p>\n<p>Outras demonstra\u00e7\u00f5es da vis\u00e3o do Presidente Fundador encontram-se no cap\u00edtulo &#8220;\u00caxodo dos Brancos: Causas e Efeitos&#8221;, presente na obra A Resist\u00eancia em Busca de uma Nova Na\u00e7\u00e3o. Nele, evidencia-se que a UNITA defendeu o ponto de vista da nacionalidade para os diferentes grupos desde que se identificassem com a constru\u00e7\u00e3o harmoniosa de uma nova Angola, aceitando integrar a &#8220;Escola da Hist\u00f3ria&#8221;.<\/p>\n<p>\u201cA UNITA defendeu o ponto de vista da nacionalidade para brancos e mesti\u00e7os, desde que esses estratos populacionais se identificassem com a constru\u00e7\u00e3o harmoniosa de uma nova Angola, aceitando entrar na \u2018escola da Hist\u00f3ria\u2019, para que os pretos, que s\u00e3o a maioria, n\u00e3o vivessem constantemente dos seus ressentimentos e os brancos quisessem transpor para uma Angola Independente a sua vida de privil\u00e9gios do passado durante a \u00e9poca colonial.<\/p>\n<p>\u2018Constru\u00e7\u00e3o harmoniosa de uma nova Angola\u2019 n\u00e3o significava para a UNITA apenas exclus\u00e3o de guerra. Significava, al\u00e9m da exclus\u00e3o da viol\u00eancia, que as camadas mais privilegiadas do tempo colonial aprendessem que tinham entrado numa nova vida, numa Na\u00e7\u00e3o acabada de nascer. Mas, significava tamb\u00e9m que os oprimidos se capacitassem de que a Independ\u00eancia traria para eles oportunidades iguais, para dessa forma evitarem precipita\u00e7\u00f5es e rancores\u201d.<\/p>\n<p>O papel dos movimentos de liberta\u00e7\u00e3o, hoje partidos pol\u00edticos, est\u00e1 a ser cumprido? Ou foram corrompidos pelas vantagens do poder? A experi\u00eancia mundial mostra que, quando um partido se mant\u00e9m no poder por muito tempo sem renova\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, torna-se autorit\u00e1rio e distante dos anseios do povo.<\/p>\n<p>O MPLA est\u00e1 h\u00e1 d\u00e9cadas no poder e as promessas de desenvolvimento, justi\u00e7a e igualdade continuam sendo adiadas. A corrup\u00e7\u00e3o, o nepotismo \u00a0a m\u00e1 gest\u00e3o dos recursos nacionais perpetuam um ciclo de pobreza e desigualdade. Se as elites que conduzem o pa\u00eds n\u00e3o priorizarem reformas estruturais e uma verdadeira democratiza\u00e7\u00e3o, Angola continuar\u00e1 estagnada.<\/p>\n<p>Como se poder\u00e1 depreender e compreender de tudo narrado, n\u00e3o h\u00e1 discuss\u00e3o de ideologia ou como ser\u00e1 amanh\u00e3 dentro da UNITA, apenas h\u00e1, como continuar a fazer compreender o povo angolano e n\u00e3o s\u00f3 de que \u00e9 chegado o momento de o povo virar a p\u00e1gina. O que importa \u00e9 conscientizar o povo angolano de que chegou o momento de mudar. Em 2027, \u00e9 fundamental votar massivamente na UNITA para iniciar uma nova era na governa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, baseada em justi\u00e7a social e progresso real para todos.<\/p>\n<p><strong>BEM HAJA, ANGOLA. PAZ E ALEGRIA.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um exerc\u00edcio sobre como se movem as sociedades, e Angola n\u00e3o pode ser uma excep\u00e7\u00e3o. Como surgiram ou se criaram as sociedades? Tudo remonta \u00e0 origem do Homem, de Ad\u00e3o e Eva, passando pela Arca de No\u00e9, Abra\u00e3o, Isaac, Jac\u00f3 e, na nossa era, Jesus de Nazar\u00e9. O Homem \u00e9 teimoso! Mesmo com tantas experi\u00eancias [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":997,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","om_disable_all_campaigns":false,"pagelayer_contact_templates":[],"_pagelayer_content":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":["post-996","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Ernesto-Joaquim-Mulato-Confudador-da-UNITA-FOTO-1-RTP-10.03.2025.webp?fit=1200%2C672&ssl=1","blog_post_layout_featured_media_urls":{"thumbnail":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Ernesto-Joaquim-Mulato-Confudador-da-UNITA-FOTO-1-RTP-10.03.2025.webp?resize=150%2C150&ssl=1",150,150,true],"full":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Ernesto-Joaquim-Mulato-Confudador-da-UNITA-FOTO-1-RTP-10.03.2025.webp?fit=1200%2C672&ssl=1",1200,672,false]},"categories_names":{"28":{"name":"Opini\u00e3o","link":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/category\/opiniao\/"}},"tags_names":[],"comments_number":"0","wpmagazine_modules_lite_featured_media_urls":{"thumbnail":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Ernesto-Joaquim-Mulato-Confudador-da-UNITA-FOTO-1-RTP-10.03.2025.webp?resize=150%2C150&ssl=1",150,150,true],"cvmm-medium":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Ernesto-Joaquim-Mulato-Confudador-da-UNITA-FOTO-1-RTP-10.03.2025.webp?resize=300%2C300&ssl=1",300,300,true],"cvmm-medium-plus":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Ernesto-Joaquim-Mulato-Confudador-da-UNITA-FOTO-1-RTP-10.03.2025.webp?resize=305%2C207&ssl=1",305,207,true],"cvmm-portrait":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Ernesto-Joaquim-Mulato-Confudador-da-UNITA-FOTO-1-RTP-10.03.2025.webp?resize=400%2C600&ssl=1",400,600,true],"cvmm-medium-square":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Ernesto-Joaquim-Mulato-Confudador-da-UNITA-FOTO-1-RTP-10.03.2025.webp?resize=600%2C600&ssl=1",600,600,true],"cvmm-large":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Ernesto-Joaquim-Mulato-Confudador-da-UNITA-FOTO-1-RTP-10.03.2025.webp?resize=1024%2C672&ssl=1",1024,672,true],"cvmm-small":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Ernesto-Joaquim-Mulato-Confudador-da-UNITA-FOTO-1-RTP-10.03.2025.webp?resize=130%2C95&ssl=1",130,95,true],"full":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Ernesto-Joaquim-Mulato-Confudador-da-UNITA-FOTO-1-RTP-10.03.2025.webp?fit=1200%2C672&ssl=1",1200,672,false]},"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/996","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=996"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/996\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":998,"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/996\/revisions\/998"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/media\/997"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=996"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=996"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=996"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}