{"id":3238,"date":"2026-04-23T18:39:13","date_gmt":"2026-04-23T17:39:13","guid":{"rendered":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/?p=3238"},"modified":"2026-04-23T18:40:01","modified_gmt":"2026-04-23T17:40:01","slug":"acj-discurso-abertura-das-jornadas-parlamentares-da-unita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/acj-discurso-abertura-das-jornadas-parlamentares-da-unita\/","title":{"rendered":"ACJ Discurso Abertura das Jornadas Parlamentares da UNITA"},"content":{"rendered":"<p>Luena, 11 de Mar\u00e7o de 2026<\/p>\n<p>Excelent\u00edssimas Autoridades Locais e Nacionais,<\/p>\n<p>Membros da Direc\u00e7\u00e3o da UNITA,<\/p>\n<p>Distintos dirigentes partid\u00e1rios,<\/p>\n<p>Prezados representantes da sociedade civil, l\u00edderes comunit\u00e1rios, militantes e cidad\u00e3os do Moxico e de toda Angola,<\/p>\n<p>Mui Ilustres Deputados,<\/p>\n<p>Reunimonos hoje no Luena \u2013 Moxico, terra que viu nascer a UNITA \u2014 para abrir estas Jornadas Parlamentares num importante momento da vida nacional. Aqui, onde se plantaram sementes de luta e de esperan\u00e7a, mas tamb\u00e9m sementes de paz, neste solo que h\u00e1 sessenta anos testemunhou o nascimento de um projecto pol\u00edtico transformado em voz para milh\u00f5es de angolanos, reafirmamos o compromisso de transformar mem\u00f3ria em responsabilidade e responsabilidade em ac\u00e7\u00e3o concreta. Reafirmamos, enfim, o nosso compromisso com a democracia, com o desenvolvimento do nosso pa\u00eds e com a dignidade do nosso povo.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00f3bvio que ao evocarmos Luena, evocamos tamb\u00e9m Muangai, o local mais concreto e espec\u00edfico onde se deu o nascimento de um projecto pol\u00edtico que marcou a hist\u00f3ria de Angola. Evocamos a mem\u00f3ria do Dr. Jonas Malheiro Savimbi e os seus correligion\u00e1rios , que s\u00e3o parte indissol\u00favel do nosso passado e do nosso presente; o que nos cabe agora \u00e9 honrar essa mem\u00f3ria com trabalho s\u00e9rio, institucional e orientado para o bem de todos os angolanos. Buscamos resultados para o soberano povo angolano: liberdade, dignidade, prosperidade e justi\u00e7a social.<\/p>\n<p>Caros Deputados, compatriotas,<\/p>\n<p>Dirijo agora uma sauda\u00e7\u00e3o muito especial ao Grupo Parlamentar da UNITA, \u00e0 sua Direc\u00e7\u00e3o e a todos os Deputados pela decis\u00e3o de realizarem estas XIII Jornadas Parlamentares no Moxico e de as terem calendarizado exactamente na semana em que a UNITA, comemora 60 Anos da sua Funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sa\u00fado ainda o LEMA destas Jornadas: GPU \u2013 Pela inclus\u00e3o e Justi\u00e7a na Distribui\u00e7\u00e3o da Riqueza, perfeitamente adaptado aos desafios desta regi\u00e3o da nossa Angola este territ\u00f3rio, pleno de recursos e riquezas naturais, mas vivendo a pobreza, tamb\u00e9m a extrema pobreza, as consequ\u00eancias do distanciamento geogr\u00e1fico aos centros log\u00edsticos, muita exclus\u00e3o e persistentes viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos. Um cocktail explosivo a apelar das institui\u00e7\u00f5es programas urgentes de inclus\u00e3o, de empregabilidade, de empoderamento da mulher e das fam\u00edlias, de incentivos m\u00faltiplos aos jovens e de apoio \u00e0 classe empresarial, que deve ser a alavanca para o desenvolvimento e n\u00e3o Estado Central.<\/p>\n<p>O Grupo Parlamentar esteve a trabalhar nos munic\u00edpios e nas comunidades locais, auscultou e est\u00e1 certamente em condi\u00e7\u00f5es de tomar iniciativas que se conjuguem \u00e0 melhoria dos dif\u00edceis cen\u00e1rios acima indicados.<\/p>\n<p>Foi aqui onde tudo come\u00e7ou. Foi aqui, nas vastas chanas do Leste, na prov\u00edncia do Moxico, que os nossos bravos her\u00f3is se levantaram pela liberdade de Angola. Foi aqui, entre os povos Lunda, Tchokwe, Luvale, Bunda, Ganguela e Luchaze, que come\u00e7ou uma caminhada hist\u00f3rica rumo \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o nacional. N\u00e3o foi apenas um acto pol\u00edtico; foi um acto de coragem colectiva, um gesto de afirma\u00e7\u00e3o de povos que decidiram n\u00e3o aceitar a humilha\u00e7\u00e3o da domina\u00e7\u00e3o, nem a resigna\u00e7\u00e3o perante a injusti\u00e7a. Deste ch\u00e3o partiram homens e mulheres que levaram a chama da liberdade para todo o territ\u00f3rio angolano, carregando consigo a convic\u00e7\u00e3o de que um pa\u00eds verdadeiramente livre s\u00f3 pode existir quando todos os seus filhos t\u00eam dignidade, voz e oportunidade.<\/p>\n<p>Outros movimentos tamb\u00e9m passaram por esta terra rica em hist\u00f3ria, rica em recursos naturais e, sobretudo, rica em recursos humanos. No entanto, \u00e9 tamb\u00e9m aqui, paradoxalmente, que encontramos alguns dos mais profundos problemas sociais do nosso pa\u00eds. \u00c9 neste contraste entre riqueza natural e pobreza humana que se revela uma das maiores contradi\u00e7\u00f5es do modelo de governa\u00e7\u00e3o de Angola tem vivido nas \u00faltimas d\u00e9cadas. N\u00f3s entendemos que um pa\u00eds s\u00f3 se constr\u00f3i verdadeiramente quando a riqueza nacional \u00e9 partilhada de forma justa e quando nenhum territ\u00f3rio \u00e9 condenado ao abandono.<\/p>\n<p>Muitas vezes ouvimos dizer que esta \u00e9 a terra da paz. Mas a verdade que encontramos nas aldeias, nas comunas e nos munic\u00edpios desta prov\u00edncia \u00e9 que esta terra quase n\u00e3o beneficia dos dividendos da paz. A paz n\u00e3o pode ser apenas a aus\u00eancia de conflito ou o sil\u00eancio das armas. A paz verdadeira exige dignidade, desenvolvimento, infra-estruturas, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e oportunidades. A paz s\u00f3 existe plenamente quando o cidad\u00e3o comum sente que a sua vida melhora e que o futuro dos seus filhos ser\u00e1 melhor do que o seu presente. Infelizmente, a realidade social no Moxico mostra-nos um quadro bem diferente. Em muitos munic\u00edpios, chegar a uma escola ou a um hospital \u00e9 uma verdadeira jornada de sofrimento, principalmente para as crian\u00e7as.<\/p>\n<p>O Moxico enfrenta tamb\u00e9m problemas ambientais graves que agravam ainda mais a vulnerabilidade das popula\u00e7\u00f5es. A seca, a desfloresta\u00e7\u00e3o, as queimadas descontroladas e a explora\u00e7\u00e3o indiscriminada da madeira est\u00e3o a degradar o solo, a reduzir a fertilidade das terras e a comprometer a agricultura de subsist\u00eancia que sustenta milhares de fam\u00edlias. Estes fen\u00f3menos contribuem para altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas locais e colocam em risco a seguran\u00e7a alimentar das comunidades rurais. Quando a terra deixa de produzir, a fome instala-se silenciosamente nas casas das fam\u00edlias camponesas. Estas situa\u00e7\u00f5es s\u00e3o conhecidas pelas autoridades, mas as respostas continuam claramente insuficientes diante da gravidade do problema.<\/p>\n<p>Outro factor que agrava o sofrimento das fam\u00edlias \u00e9 o aumento constante do pre\u00e7o da cesta b\u00e1sica. O custo de vida cresce de forma acelerada enquanto os rendimentos das fam\u00edlias permanecem extremamente baixos. O resultado \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica do poder de compra das popula\u00e7\u00f5es mais pobres. Qualquer pol\u00edtica econ\u00f3mica s\u00e9ria e respons\u00e1vel deve avaliar, antes de tudo, o impacto que ter\u00e1 sobre os sectores mais vulner\u00e1veis da sociedade. Quando as pol\u00edticas p\u00fablicas ignoram essa realidade, acabam por aprofundar ainda mais as desigualdades sociais.<\/p>\n<p>Estamos convencidos que o Grupo Parlamentar constactou todas estas realidades e vai certamente partilhar propostas com as institui\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis pela governa\u00e7\u00e3o do nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>Constatamos um modelo de governa\u00e7\u00e3o que transforma o sofrimento do povo numa estrat\u00e9gia pol\u00edtica. Um governo que deixa o povo sofrer durante anos para trabalhar apenas em tempo eleitoral, demonstra falta de planifica\u00e7\u00e3o, falta de sensibilidade social e aus\u00eancia de compromisso patri\u00f3tico.<\/p>\n<p>As assimetrias s\u00e3o vis\u00edveis a olho nu. Existem poucos que t\u00eam tudo e muitos que n\u00e3o t\u00eam nada. Essa desigualdade \u00e9 agravada por pr\u00e1ticas de discrimina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que penalizam cidad\u00e3os apenas por pensarem de forma diferente. Em qualquer sociedade democr\u00e1tica, a pluralidade de ideias \u00e9 um motor de progresso. Mas em Angola, enquanto n\u00e3o consolidarmos um verdadeiro regime democr\u00e1tico, continuaremos a assistir a estas injusti\u00e7as.<\/p>\n<p>A nossa luta \u00e9 clara e n\u00e3o deixa margem para ambiguidades. \u00c9 uma luta pela altern\u00e2ncia pol\u00edtica, \u00e9 uma luta pela reforma profunda do Estado e \u00e9 uma luta pela institucionaliza\u00e7\u00e3o das autarquias locais em todos os munic\u00edpios do pa\u00eds e em simult\u00e2neo.<\/p>\n<p>Recentemente apresent\u00e1mos ao pa\u00eds a proposta de um Pacto Pol\u00edtico Nacional \u2014 um pacto de estabilidade. Podemos chamar-lhe pacto de na\u00e7\u00e3o, pacto de estabilidade ou pacto de transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica. O nome n\u00e3o \u00e9 o mais importante. O essencial \u00e9 criar um compromisso nacional capaz de reduzir os medos que hoje dominam a pol\u00edtica angolana e abrir caminho para uma nova etapa de confian\u00e7a e reconcilia\u00e7\u00e3o genuina.<\/p>\n<p>Na \u00c1frica do Sul, ap\u00f3s o fim do apartheid, foi necess\u00e1rio um acordo pol\u00edtico amplo que permitisse a transi\u00e7\u00e3o pac\u00edfica para a democracia. O Government of National Unity e os entendimentos entre for\u00e7as pol\u00edticas e sociais criaram condi\u00e7\u00f5es para elei\u00e7\u00f5es verdadeiramente livres em 1994 e para a constru\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es inclusivas. O pacto n\u00e3o eliminou diverg\u00eancias, mas estabeleceu regras de conviv\u00eancia que asseguraram paz e credibilidade.<\/p>\n<p>Em Espanha, ap\u00f3s a ditadura franquista, o chamado Pacto de Moncloa (1977) reuniu partidos, sindicatos e empres\u00e1rios em torno de medidas econ\u00f3micas e pol\u00edticas que estabilizaram o pa\u00eds. Esse pacto permitiu controlar a infla\u00e7\u00e3o, modernizar a economia e abrir caminho para uma democracia consolidada. Foi um exemplo de como for\u00e7as divergentes podem convergir em torno de objectivos comuns.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Latina, pa\u00edses como o Chile e a Col\u00f4mbia recorreram a pactos de governabilidade em momentos cr\u00edticos. No Chile, ap\u00f3s a transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, acordos entre partidos garantiram estabilidade institucional e reformas econ\u00f3micas graduais. Na Col\u00f4mbia, pactos pol\u00edticos ajudaram a superar crises institucionais e a assegurar que a altern\u00e2ncia de poder ocorresse sem rupturas violentas.<\/p>\n<p>Estes exemplos mostram que pactos de estabilidade n\u00e3o s\u00e3o sinais de fraqueza, mas de maturidade pol\u00edtica. S\u00e3o instrumentos que permitem que sociedades diversas encontrem pontos comuns para avan\u00e7ar juntas. \u00c9 essa maturidade que Angola precisa de demonstrar agora.<\/p>\n<p>Em suma, Caros Deputados e companheiros, voc\u00eas poder\u00e3o tamb\u00e9m fazer a vossa parte, mostrando que o Pacto de Estabilidade Democr\u00e1tica que a UNITA prop\u00f5e deve ser visto como parte desta tradi\u00e7\u00e3o de responsabilidade e vis\u00e3o de futuro. \u00c9 uma pr\u00e1tica internacional reconhecida. H\u00e1 modelos que deram frutos e Angola pode aprender com tais experi\u00eancias bem-sucedidas.<\/p>\n<p>Aos nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s do governo queremos dizer com toda a convic\u00e7\u00e3o: n\u00e3o tenham medo do futuro. O futuro pode e deve ser melhor do que o passado e melhor do que o presente. Com uma governa\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel, transparente e inclusiva, todos os angolanos ter\u00e3o oportunidade de viver com dignidade. O sol, quando nasce, brilha para todos. \u00c9 por isso que na bandeira da UNITA existe o verde da esperan\u00e7a e o sol que ilumina todos os angolanos sem distin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Queremos tamb\u00e9m alertar o pa\u00eds para um problema estrutural que muitas vezes \u00e9 ignorado no debate p\u00fablico: a divis\u00e3o pol\u00edtico-administrativa de prov\u00edncias e o aumento artificial do n\u00famero de munic\u00edpios n\u00e3o resolvem os problemas de governa\u00e7\u00e3o local. Pelo contr\u00e1rio, muitas vezes servem apenas para adiar e dificultar a institucionaliza\u00e7\u00e3o das autarquias locais. N\u00e3o existe, do ponto de vista cient\u00edfico e administrativo, uma solu\u00e7\u00e3o mais eficaz para aproximar a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica dos cidad\u00e3os do que as autarquias locais.<\/p>\n<p>Angola \u00e9 hoje o \u00fanico pa\u00eds da \u00c1frica Austral que ainda n\u00e3o implementou autarquias locais. Cabo Verde e S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe vivem plenamente a realidade aut\u00e1rquica. Mo\u00e7ambique, apesar das suas dificuldades, implementou autarquias desde 1998. A participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica local, a descentraliza\u00e7\u00e3o do poder e a gest\u00e3o pr\u00f3xima dos problemas das comunidades s\u00e3o pilares fundamentais de qualquer democracia participativa. Estes princ\u00edpios est\u00e3o consagrados na Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica de Angola, mas continuam a ser negligenciados por um regime excessivamente centralizado e com medo de transferir o poder ao seu povo soberano.<\/p>\n<p>As autarquias locais n\u00e3o s\u00e3o apenas uma reivindica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Elas s\u00e3o uma solu\u00e7\u00e3o concreta para muitos problemas do quotidiano, desde o saneamento b\u00e1sico at\u00e9 ao planeamento urbano, desde a gest\u00e3o de mercados at\u00e9 ao desenvolvimento comunit\u00e1rio. Elas permitem que os pr\u00f3prios mun\u00edcipes participem activamente na constru\u00e7\u00e3o das solu\u00e7\u00f5es para os desafios das suas comunidades.<\/p>\n<p>Decorridos cinquenta anos da independ\u00eancia, o diagn\u00f3stico \u00e9 claro: Angola ainda n\u00e3o se realizou como Estado Democr\u00e1tico e de Direito plenamente funcional.<\/p>\n<p>Caros Deputados, Angolanas e angolanos,<\/p>\n<p>O Grupo Parlamentar deve organizar-se de modo a melhorar a sua fiscaliza\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1reas nucleares que influenciam negativamente a realidade do pa\u00eds. Organizar-se de modo a elevar a press\u00e3o institucional leg\u00edtima, com dados reais, trabalhando com a sociedade civil organizada, recorrendo aos instrumentos legais que o pa\u00eds possui, procurando com este \u00e1rduo trabalho melhorias, ou mudan\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>. \u00e0 Comunica\u00e7\u00e3o Social, caracterizada pela extrema censura e falta de pluralidade;<\/p>\n<p>. ao Poder Judicial, absolutamente dependente de ordens pol\u00edticas e hoje demasiado exposto \u00e0 pr\u00e1ticas de corrup\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>.\u00e0 absoluta exig\u00eancia de independ\u00eancia da CNE;<\/p>\n<p>. \u00e0 necessidade de trazer os Servi\u00e7os de Intelig\u00eancia de Angola para o enquadramento Republicano, passando a servir o Estado plural, que somos todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>Que estas Jornadas Parlamentares no Moxico reforcem a ac\u00e7\u00e3o legislativa e pol\u00edtica, disciplinada, pedag\u00f3gica e eficaz. Que o Pacto de Estabilidade Democr\u00e1tica se transforme num instrumento de confian\u00e7a nacional. Que a UNITA, com seriedade e humildade, lidere o caminho para uma Angola mais justa, descentralizada e pr\u00f3spera.<\/p>\n<p>Que Deus aben\u00e7oe Angola e os angolanos.<\/p>\n<p>Declaro abertas as XIII Jornadas Parlamentares.<\/p>\n<p>Muito obrigado.<\/p>\n<p>Luena 11 de Mar\u00e7o de 2026. \u2013<\/p>\n<p>O Presidente da UNITA<\/p>\n<p>Adalberto Costa J\u00fanior<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luena, 11 de Mar\u00e7o de 2026 Excelent\u00edssimas Autoridades Locais e Nacionais, Membros da Direc\u00e7\u00e3o da UNITA, Distintos dirigentes partid\u00e1rios, Prezados representantes da sociedade civil, l\u00edderes comunit\u00e1rios, militantes e cidad\u00e3os do Moxico e de toda Angola, Mui Ilustres Deputados, Reunimonos hoje no Luena \u2013 Moxico, terra que viu nascer a UNITA \u2014 para abrir estas Jornadas 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