{"id":3118,"date":"2026-04-08T18:20:56","date_gmt":"2026-04-08T17:20:56","guid":{"rendered":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/?p=3118"},"modified":"2026-04-08T18:22:47","modified_gmt":"2026-04-08T17:22:47","slug":"a-unita-sobreviveu-a-guerra-dos-55-dias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/a-unita-sobreviveu-a-guerra-dos-55-dias\/","title":{"rendered":"A UNITA SOBREVIVEU A GUERRA DOS 55 DIAS"},"content":{"rendered":"<p>Por Louren\u00e7o Bento<\/p>\n<p>\u201cHossana, Hossana, Hossana\u201d, gritava o Dr. Jorge Alicerces Valentim, Secret\u00e1rio da Informa\u00e7\u00e3o da UNITA, anunciando ao mundo, atrav\u00e9s da VORGAN, a queda da cidade do Huambo a favor das for\u00e7as da UNITA, ao cabo de 55 dias e 55 noites de resist\u00eancia \u00e0 ofensiva das for\u00e7as governamentais, iniciada dia 9 de Janeiro de 1993.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia dos acontecimentos de Luanda, de 31, de Outubro, 1 e 2 de Novembro de 1992, em que foram mortos, os negociadores da UNITA, Jeremias Chitunda (Vice-presidente da UNITA), Adolosi Mango Alicerces (Secret\u00e1rio-geral da UNITA), Elias Salupeto Pena (Chefe da Delega\u00e7\u00e3o da UNITA na CCPM), Eliseu Chimbili (Chefe dos servi\u00e7os administrativos da UNITA), a cidade do Huambo, at\u00e9 ent\u00e3o \u00fanico s\u00edmbolo de \u201ccoabita\u00e7\u00e3o pol\u00edtica\u201d, \u201creserva de paz\u201d, onde ainda era poss\u00edvel a UNITA e o MPLA partilharem o mesmo espa\u00e7o geogr\u00e1fico, foi sacudida pelo troar de canh\u00f5es. Era a generaliza\u00e7\u00e3o do conflito que reiniciara em Luanda.<\/p>\n<p>O Comandante Jorge Sukisa, na altura delegado provincial do Interior e comandante da pol\u00edcia, no Huambo, na sequ\u00eancia das ordens de Luanda, decidiu dar in\u00edcio \u00e0 ofensiva que visava, a exemplo do que acontecera nas diversas regi\u00f5es do pa\u00eds, expulsar a UNITA no Huambo.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o era sens\u00edvel. Quisesse Jos\u00e9 Eduardo dos Santos e o seu MPLA manter a paz e estabilidade em Angola, pouparia o Huambo daquela guerra destruidora e devastadora. O Dr. Jonas Savimbi, co-signat\u00e1rio dos Acordos de Paz, que abandonara Luanda, em Outubro de 1992, para escapar de um atentado que estava a ser preparado contra a sua pessoa, encontrava-se no Huambo. Nessa cidade recebeu os dirigentes dos Partidos Pol\u00edticos da Oposi\u00e7\u00e3o para uma confer\u00eancia conjunta, que adoptou uma posi\u00e7\u00e3o comum em torno da crise p\u00f3s-eleitoral e do clima que se vivia. Recebeu v\u00e1rias entidades com destaque para as ligadas \u00e0 ONU e \u00e0 administra\u00e7\u00e3o americana.<\/p>\n<p>Designara os generais Dem\u00f3stenes Chilingutila e Domingos Augusto \u201cWiyo\u201d para trabalharem com Jorge Sukisa na manuten\u00e7\u00e3o da paz no Huambo. Jorge Sukisa que garantira ao Dr. Jonas Savimbi que no Huambo n\u00e3o haveria guerra, mudou de posi\u00e7\u00e3o quando recebeu a ordem de JES que dizia: \u201cMeu caro Sukisa. \u00c9 urgente expulsar os bandidos da UNITA do Huambo, porque o Huambo \u00e9 politicamente estrat\u00e9gico e militarmente decisivo\u201d.<\/p>\n<p>No s\u00e1bado 9 de Janeiro de 1993, Jorge Sukisa p\u00f3s em marcha a monstruosa m\u00e1quina de guerra que se encontrava no Huambo, apunhalando pelas costas os generais Dem\u00f3stenes Chilingutila e Domingos Augusto Liahuka \u201cWiyo\u201d designados pelo Dr. Jonas Malheiro Savimbi para as negocia\u00e7\u00f5es com vista a manuten\u00e7\u00e3o da paz no Huambo.<\/p>\n<p>\u201cFoi um ataque trai\u00e7oeiro \u00e0 responsabilidade de negociar, como foi em Luanda, foi um ataque \u00e0 amizade pessoal, foi um ataque trai\u00e7oeiro \u00e0 palavra dada\u201d, considerou o Dr. Jonas Savimbi na mensagem \u00e0 na\u00e7\u00e3o pela liberta\u00e7\u00e3o do Huambo, transmitida pela VORGAN.<\/p>\n<p>\u201cQueima tudo\u201d \u201cqueima tudo\u201d era a ordem do comando das FAPLA aos operadores de tanques e pilotos de avi\u00f5es de combate.<\/p>\n<p>Ernesto Handa que fazia parte dos efectivos da guarda do Dr. Jonas Savimbi, na \u201cCasa Branca\u201d, recorda que \u00e0s 14h00 soaram os primeiros disparos de canh\u00f5es de longo alcance, a partir dos quart\u00e9is contra a resid\u00eancia do Dr. Jonas Savimbi, sita na rua 50.<\/p>\n<p>\u201cAquela prepara\u00e7\u00e3o artilheira era tamb\u00e9m cobertura \u00e0 progress\u00e3o dos tanques em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 casa do mais velho\u201d, lembra Ernesto Handa. Na reac\u00e7\u00e3o da guarda presidencial, alguns tanques ficaram carbonizados e os outros com a infantaria retrocederam para as suas linhas iniciais com muito sofrimento.<\/p>\n<p>Na mesma tarde, alguns minutos depois do in\u00edcio dos combates, registou-se a primeira interven\u00e7\u00e3o da for\u00e7a a\u00e9rea que tinha objectivo bem definido, a destrui\u00e7\u00e3o da \u201cCasa Branca\u201d. A resid\u00eancia oficial do Dr. Savimbi no Huambo, ficou em escombros, como se apresenta hoje, nas primeiras horas dos confrontos. A destrui\u00e7\u00e3o da resid\u00eancia do Dr. Savimbi foi para a UNITA declara\u00e7\u00e3o de guerra a qual, em leg\u00edtima defesa, as FALA que se encontravam em aquartelamento no Bimbe tiveram de responder a todo o custo.<\/p>\n<p>\u201cConseguimos conter a ofensiva do inimigo naquela tarde com os comandos que mostraram o que tinham aprendido e fizeram muito bom trabalho\u201d, diz Ernesto Handa, que depois passou a comandar o 9\u00ba batalh\u00e3o regular chamado a intervir no teatro do Huambo.<\/p>\n<p>No segundo dia, informa Ernesto Handa, os combates retomaram muito cedo.<\/p>\n<p>\u201cDesde o primeiro dia fiquei controlar aquela zona do bairro dos ministros, fazendo frente ao Pal\u00e1cio do Governo e aos quart\u00e9is\u201d, relata Ernesto Handa.<\/p>\n<p>O ex-comandante do 9\u00ba batalh\u00e3o conta que no in\u00edcio dos combates tiveram algumas dificuldades, decorrentes da surpresa e do facto de as for\u00e7as da UNITA n\u00e3o terem dominado bem a cidade.<\/p>\n<p>\u201cNos primeiros seis dias enfrentamos alguns problemas. As nossas for\u00e7as precisavam ser reagrupadas e a guerra urbana n\u00e3o fazia parte da experi\u00eancia de muitos dos nossos efectivos\u201d, reporta Handa.<\/p>\n<p>\u201cTivemos que nos adaptar \u00e0 nova realidade de guerra, equipando os infantes n\u00e3o apenas com armas e muni\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m com instrumentos para abrir canais de comunica\u00e7\u00e3o e linhas de progress\u00e3o\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>O controlo do aeroporto Albano Machado e a destrui\u00e7\u00e3o do principal paiol de material de guerra pela artilharia das FALA, constitu\u00edram o primeiro rev\u00e9s das tropas governamentais, e teve grande influ\u00eancia no desfecho final da guerra dos 55 dias.<\/p>\n<p>Com a Cidade do Huambo envolvida em guerra, dois meses depois dos massacres de Luanda, o sonho de paz e reconcilia\u00e7\u00e3o estava profundamente abalado.<\/p>\n<p>As popula\u00e7\u00f5es do Huambo passaram a experimentar, uma vez mais, os medos de 1976, quando, a 8 de Fevereiro, o ex\u00e9rcito cubano tomou a cidade, obrigando a UNITA ao recuo para as matas. Temendo o pior, alguns populares abandonaram suas casas em busca de lugares seguros na periferia. Os mais corajosos, e talvez sem alternativa, tamb\u00e9m permaneceram em suas casas, abrigando-se e protegendo-se dos proj\u00e9cteis, de obuses da artilharia e das bombas de avia\u00e7\u00e3o militar governamental que passou a ter todo o Huambo como alvo militar a destruir.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o era de guerra e como tal novos factos associaram-se ao ambiente. A desordem e pilhagem de casas comerciais e armaz\u00e9ns entraram em cena. O cen\u00e1rio era de caos que se tornou, aos poucos, desolador. A cidade passou a ser mais dominada por militares das FALA de um lado e das FAPLA do outro.<\/p>\n<p>Sem tardar instalou-se a crise de falta de produtos alimentares na Cidade. Vantajosa era a situa\u00e7\u00e3o da UNITA que controlava todos os munic\u00edpios e as popula\u00e7\u00f5es onde havia produtos cultivados.<\/p>\n<p>Nos primeiros dias da guerra do Huambo, as FAPLA detinham alguma superioridade, sobretudo material e t\u00e9cnica, decorrente do facto de ter sido a cidade, base do comando da Regi\u00e3o Militar Centro. A estrutura do EMG das FALA que se encontrava virada para aquartelamento e desmobiliza\u00e7\u00e3o teve que se remobilizar \u00e0s pressas para responder ao imperativo de sobreviv\u00eancia da UNITA e das popula\u00e7\u00f5es do Huambo.<\/p>\n<p>Aos poucos, o poder de fogo das FALA aumentou e a sorte das armas come\u00e7ou a ficar do lado da UNITA, talvez, porque as almas dos m\u00e1rtires sacrificados em Luanda quisessem um destino airoso para a UNITA e para o povo angolano.<\/p>\n<p>Na sua reac\u00e7\u00e3o, as FALA empurram os tanques de guerra para as suas posi\u00e7\u00f5es de origem e consolidaram o seu dom\u00ednio no aeroporto, numa parte da Cidade Alta e tiveram como linha de progress\u00e3o para os quart\u00e9is, os bairros de Avia\u00e7\u00e3o, Santo Ant\u00f3nio, Pica-Pau, Rua do Com\u00e9rcio e Kalomanda rumo ao Pal\u00e1cio do Governo Provincial e delega\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Interior.<\/p>\n<p>O maior avan\u00e7o que os efectivos do general Sukisa conseguiram lograr na sua ofensiva contra as posi\u00e7\u00f5es da UNITA na cidade foi terem chegado a zona do Bispado com tanques de guerra.<\/p>\n<p>Da\u00ed em diante a situa\u00e7\u00e3o veio a tornar-se cada vez mais desastrosa para as for\u00e7as governamentais que ficaram confinadas a uma zona sem abastecimento log\u00edstico e consequentemente sem for\u00e7a moral para levar avante a iniciativa de expulsar a UNITA da segunda maior cidade do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Katombela e Luanda, pontos de origem das ordens operacionais e de eventuais apoios ou socorros ficavam a centenas de quil\u00f3metros. No corredor do Caminho de Ferro de Benguela &#8211; CFB, do Huambo \u2013 Benguela, todos os munic\u00edpios estavam sob influ\u00eancia da UNITA. Na linha Huambo-Lobito, o controlo da UNITA ia at\u00e9 Balombo. A vasta extens\u00e3o territorial sob vigil\u00e2ncia da UNITA, tornava complicada qualquer tentativa de refor\u00e7o aos efectivos governamentais em situa\u00e7\u00e3o de desespero no Huambo. Mas essa realidade factual n\u00e3o foi observada por Luanda, que obcecada, decidiu partir para a guerra no Huambo, n\u00e3o se importando com os custos financeiros, materiais e humanos que tal decis\u00e3o viria acarretar. Nem mesmo a ideia de preservar a paz no Huambo onde se encontrava um dos co-signat\u00e1rios dos acordos de paz de Bicesse, lhes ocorreu.<\/p>\n<p>Das tentativas de refor\u00e7o empreendidas pela direc\u00e7\u00e3o militar do MPLA, apenas uma de uma companhia de anti-motins aero-transportada conseguiu chegar ao Huambo, mas n\u00e3o reverteu a situa\u00e7\u00e3o. Houve uma tentativa de levar abastecimento alimentar e log\u00edstica por meio de lan\u00e7amento de para-quedas que se revelou infrut\u00edfera.<\/p>\n<p>Em total e completo desespero, Luanda decretou Huambo como uma zona de guerra, considerando as popula\u00e7\u00f5es locais de inimigas, por apoiarem a UNITA, e descarregou sobre a cidade e arredores toda a sua f\u00faria. Os dias tornaram-se nebulosos.<\/p>\n<p>A avia\u00e7\u00e3o de combate fazia incurs\u00f5es di\u00e1rias consecutivas sobre a cidade, deixando bombas de pesado calibre, poucas vezes certeiras em alvos propriamente militares. Na maior parte de vezes, as bombas de avi\u00f5es de combate ca\u00edam sobre zonas residenciais. Em todos os bairros da cidade, residenciais inteiras foram deitadas a baixo e abertas profundas crateras, deixando enlutadas numerosas fam\u00edlias. O pior desses bombardeamentos que enlutou cada vez mais a cidade e revelou o c\u00famulo da crueldade do regime de Luanda ocorreu no mercado do Kanhe, arredores da Miss\u00e3o Cat\u00f3lica do Kanhe, que exterminou todos os feirantes que se encontravam a comercializar produtos naquela tarde de uma aparente acalmia.<\/p>\n<p>Foi terr\u00edvel!<\/p>\n<p>No transcurso dos meses de Janeiro e de Fevereiro, houve vezes que a situa\u00e7\u00e3o parecia sugerir algum equil\u00edbrio de for\u00e7as no teatro do Huambo, mas era \u00e0s FALA que mais a balan\u00e7a pendia favorecer, devido a factores objectivos. Vastid\u00e3o do territ\u00f3rio controlado pela UNITA, nas prov\u00edncias do Huambo, Bi\u00e9, Huila, Benguela, Kuando Kubango e Kuanza Sul, de onde era impens\u00e1vel organizar qualquer opera\u00e7\u00e3o de refor\u00e7o \u00e0s for\u00e7as governamentais. A extensa linha log\u00edstica que separava a cidade do Huambo aos pontos de origem de abastecimento log\u00edstico em Benguela e Luanda, era outro factor concreto que tornava dif\u00edcil qualquer inten\u00e7\u00e3o de alavancar o esfor\u00e7o das for\u00e7as governamentais em guerra na cidade do Huambo. Esses factores associados ao desgaste material e humano que era irrevers\u00edvel, tiveram implica\u00e7\u00f5es no estado moral das for\u00e7as comandadas por Jorge Sukisa, que come\u00e7avam a registar problemas de desentendimento entre si.<\/p>\n<p>Com o avan\u00e7o impar\u00e1vel das linhas de progress\u00e3o das FALA para pontos nevr\u00e1lgicos da cidade, tais como o pal\u00e1cio e edif\u00edcios governamentais, a situa\u00e7\u00e3o passou a ficar cada vez mais complicadas para as for\u00e7as governamentais, que passaram a ter como zonas de ref\u00fagio o Instituto Veterin\u00e1rio de Angola &#8211; IVA.<\/p>\n<p>Perante a superioridade das FALA e o acentuado desgaste das for\u00e7as governamentais, estas n\u00e3o podiam ter outra alternativa que n\u00e3o fosse recuar, deixando para tr\u00e1s a cidade do Huambo, com saldo de numerosos mortos e feridos abandonados.<\/p>\n<p>Quem visitou, como eu, no dia 6 de Mar\u00e7o de 1993, o reduto das FAPLA, facilmente concluiu a inutilidade da guerra, fossem quais fossem os argumentos dos seus promotores e por mais sublimes que fossem os interesses em causa.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio encontrado nas instala\u00e7\u00f5es da delega\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Interior e arredores, nos quart\u00e9is, no IVA e nas zonas circunvizinhas do pal\u00e1cio e nos bairros, criminaliza inequivocamente Jos\u00e9 Eduardo dos Santos e a sua clique do MPLA pela guerra p\u00f3s-eleitoral de 1992 e 93. Minha homenagem aos t\u00e9cnicos de sa\u00fade, \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias e \u00e0s comiss\u00f5es diocesanas da Igreja Cat\u00f3lica pelo trabalho prestado \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o de vidas.<\/p>\n<p>Hoje, quem fala em nome das numerosas vidas sacrificadas na troca de tiros e nos bombardeamentos indiscriminados ocorridos durante os 55 dias da guerra do Huambo? Algu\u00e9m sabe dos nomes de homens, mulheres e crian\u00e7as abandonadas no IVA?<\/p>\n<p>Guerra, nunca mais em Angola.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Louren\u00e7o Bento \u201cHossana, Hossana, Hossana\u201d, gritava o Dr. Jorge Alicerces Valentim, Secret\u00e1rio da Informa\u00e7\u00e3o da UNITA, anunciando ao mundo, atrav\u00e9s da VORGAN, a queda da cidade do Huambo a favor das for\u00e7as da UNITA, ao cabo de 55 dias e 55 noites de resist\u00eancia \u00e0 ofensiva das for\u00e7as governamentais, iniciada dia 9 de Janeiro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3121,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","om_disable_all_campaigns":false,"pagelayer_contact_templates":[],"_pagelayer_content":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":["post-3118","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lourenco-Bento-Antonio-foto-07-04-2026-3.jpg?fit=467%2C467&ssl=1","blog_post_layout_featured_media_urls":{"thumbnail":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lourenco-Bento-Antonio-foto-07-04-2026-3.jpg?resize=150%2C150&ssl=1",150,150,true],"full":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lourenco-Bento-Antonio-foto-07-04-2026-3.jpg?fit=467%2C467&ssl=1",467,467,false]},"categories_names":{"28":{"name":"Opini\u00e3o","link":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/category\/opiniao\/"}},"tags_names":[],"comments_number":"0","wpmagazine_modules_lite_featured_media_urls":{"thumbnail":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lourenco-Bento-Antonio-foto-07-04-2026-3.jpg?resize=150%2C150&ssl=1",150,150,true],"cvmm-medium":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lourenco-Bento-Antonio-foto-07-04-2026-3.jpg?resize=300%2C300&ssl=1",300,300,true],"cvmm-medium-plus":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lourenco-Bento-Antonio-foto-07-04-2026-3.jpg?resize=305%2C207&ssl=1",305,207,true],"cvmm-portrait":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lourenco-Bento-Antonio-foto-07-04-2026-3.jpg?resize=400%2C467&ssl=1",400,467,true],"cvmm-medium-square":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lourenco-Bento-Antonio-foto-07-04-2026-3.jpg?resize=467%2C467&ssl=1",467,467,true],"cvmm-large":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lourenco-Bento-Antonio-foto-07-04-2026-3.jpg?resize=467%2C467&ssl=1",467,467,true],"cvmm-small":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lourenco-Bento-Antonio-foto-07-04-2026-3.jpg?resize=130%2C95&ssl=1",130,95,true],"full":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lourenco-Bento-Antonio-foto-07-04-2026-3.jpg?fit=467%2C467&ssl=1",467,467,false]},"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3118","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3118"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3118\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3122,"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3118\/revisions\/3122"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3121"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3118"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3118"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3118"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}