{"id":654,"date":"2025-01-22T16:04:25","date_gmt":"2025-01-22T15:04:25","guid":{"rendered":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/?page_id=654"},"modified":"2025-01-22T16:04:45","modified_gmt":"2025-01-22T15:04:45","slug":"declaracao-politica-trimestral-do-grupo-parlamentar-da-unita","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/declaracao-politica-trimestral-do-grupo-parlamentar-da-unita\/","title":{"rendered":"Declara\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica trimestral do Grupo Parlamentar da UNITA"},"content":{"rendered":"<p>Rep\u00fablica de Angola<\/p>\n<p>Senhora Presidente,<\/p>\n<p>Senhores Ministros,<\/p>\n<p>Senhores Deputados,<\/p>\n<p>Povo Angolano,<\/p>\n<p>Senhoras e senhores jornalistas.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a primeira Declara\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica Trimestral no ano do Cinquenten\u00e1rio da Independ\u00eancia Nacional. Nesta ocasi\u00e3o rendemos a nossa homenagem e expressamos enorme respeito de gratid\u00e3o aos art\u00edfices da Independ\u00eancia Nacional, que a 15 de Janeiro de 1975 assinaram os Acordos de Alvor e firmaram o compromisso de constituir um Governo de Transi\u00e7\u00e3o, realizar elei\u00e7\u00f5es para a Assembleia Constituinte e proclamar a Independ\u00eancia Nacional a 11 de Novembro de 1975.<\/p>\n<p>Obrigado, mais velho Holden Roberto!<\/p>\n<p>Obrigado, Dr. Ant\u00f3nio Agostinho Neto!<\/p>\n<p>Obrigado, Dr. Jonas Malheiro Savimbi!<\/p>\n<p>Nesta Sess\u00e3o Plen\u00e1ria, poder\u00edamos abordar aqui, como de costume, os principais eventos pol\u00edticos do trimestre, como as consequ\u00eancias da aprova\u00e7\u00e3o do OGE 2025 no agravamento da crise econ\u00f3mica e financeira que assola as fam\u00edlias de todos os estratos sociais; as consequ\u00eancias no curto prazo da falta de consenso parlamentar sobre a composi\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Nacional Eleitoral e o impacto em Angola da revolta do povo mo\u00e7ambicano contra a fraude eleitoral de que foi v\u00edtima.<\/p>\n<p>POVO ANGOLANO,<\/p>\n<p>Hoje, aqui e agora, vamos partilhar algumas reflex\u00f5es sobre a traject\u00f3ria e o futuro de Angola, em especial as prioridades do Governo:<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 dinheiro para atacar as causas estruturais do surto da c\u00f3lera e das endemias da mal\u00e1ria e da febre tifoide, mas h\u00e1 dinheiro para um dispendioso e multimilion\u00e1rio programa de festas e comemora\u00e7\u00f5es!<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 dinheiro para pagar os sal\u00e1rios dos angolanos, mas h\u00e1 dinheiro para pagar os sal\u00e1rios milion\u00e1rios da selec\u00e7\u00e3o de futebol da Argentina \u2013 s\u00f3 para festejar!<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 dinheiro para tratar e distribuir \u00e1gua pot\u00e1vel e energia el\u00e9ctrica para todas as fam\u00edlias, mas h\u00e1 dinheiro para construir mais um sat\u00e9lite fantasma, o ANGOSAT-3!<\/p>\n<p>A pobreza extrema aumentou 82% em oito anos e afecta 11,6 milh\u00f5es de angolanos. N\u00e3o h\u00e1 dinheiro para combater a pobreza extrema, mas h\u00e1 dinheiro para a propaganda institucional, que n\u00e3o mata a fome, e h\u00e1 muito dinheiro para a consultoria externa que retira oportunidades para os quadros angolanos.<\/p>\n<p>O 11 de Novembro \u00e9 uma data que deve orgulhar cada angolano e fortalecer o seu esp\u00edrito patri\u00f3tico. Uma data que deve renovar a nossa capacidade de reflectir sobre os caminhos que ainda nos faltam trilhar para realizar o sonho da Independ\u00eancia.<\/p>\n<p>A Independ\u00eancia n\u00e3o \u00e9 um evento, \u00e9 um projecto. N\u00e3o \u00e9 uma proclama\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 o resultado de uma s\u00f3 luta, mas de v\u00e1rias lutas, travadas de Norte a Sul, de Leste a Oeste, nos bairros e aldeias, nos maquis e nas pris\u00f5es.<\/p>\n<p>A Independ\u00eancia de Angola \u00e9 um movimento que regista v\u00e1rios eventos, em v\u00e1rias datas, protagonizados por milhares de her\u00f3is. Uns conhecidos e outros desconhecidos. Her\u00f3is an\u00f3nimos, mas verdadeiros her\u00f3is.<\/p>\n<p>Esses her\u00f3is s\u00e3o os homens e mulheres do Povo, que lutaram e continuam a lutar pela Independ\u00eancia. S\u00e3o as m\u00e3es que perderam seus maridos e filhos. S\u00e3o os sekulos e os sobas que integraram suas comunidades na resist\u00eancia contra o colonizador. S\u00e3o as fam\u00edlias camponesas, que produzem a comida, mas que ainda n\u00e3o beneficiam dos pre\u00e7os justos pagos pelos centros de consumo. S\u00e3o os professores, que, atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o, constroem o futuro. S\u00e3o os m\u00e9dicos, que combatem a c\u00f3lera, a mal\u00e1ria, a tuberculose, o cancro, a SIDA e outras endemias. S\u00e3o os angolanos da di\u00e1spora, que se viram for\u00e7ados a emigrar, como forma de sobreviver e, assim, se prepararam tamb\u00e9m para o momento em que ser\u00e3o chamados para ajudar a construir o desenvolvimento de Angola.<\/p>\n<p>Por isso, o dia 11 de Novembro n\u00e3o \u00e9 propriedade de nenhum l\u00edder, n\u00e3o \u00e9 patrim\u00f3nio de nenhum movimento de liberta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 monop\u00f3lio de ningu\u00e9m. O 11 de Novembro \u00e9 conquista do Povo angolano!<\/p>\n<p>Hoje, a luta pela Independ\u00eancia \u00e9 a luta contra a fome, contra a exclus\u00e3o e contra a corrup\u00e7\u00e3o. \u00c9 a luta pelo respeito escrupuloso dos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidad\u00e3os; \u00e9 a luta pela democracia, pelas Autarquias, pela reestrutura\u00e7\u00e3o da economia e pela boa governa\u00e7\u00e3o. A luta pela Independ\u00eancia hoje \u00e9 a luta pela supremacia da Constitui\u00e7\u00e3o e pela altern\u00e2ncia no poder.<\/p>\n<p>POVO ANGOLANO,<\/p>\n<p>A Independ\u00eancia de Angola \u00e9 tamb\u00e9m um movimento popular, e nunca elitista. Um movimento cr\u00edtico e progressista, e, por isso, nunca conformista.<\/p>\n<p>Comemorar a Independ\u00eancia de Angola \u00e9 aceitar a cr\u00edtica p\u00fablica para melhorar a governa\u00e7\u00e3o e a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os com qualidade. N\u00e3o apenas a cr\u00edtica que nos conv\u00e9m, mas as cr\u00edticas profundas, que descobrem os v\u00edcios das elites e denunciam os erros dos governantes e da superestrutura do Estado.<\/p>\n<p>Ao celebrarmos os 50 anos da Independ\u00eancia Nacional, temos de ter a coragem de nos olharmos olhos nos olhos e reconhecer, aqui e agora, o nosso passivo como Povo e Na\u00e7\u00e3o e potenciar as for\u00e7as e as sinergias do presente para construirmos juntos um futuro seguro e pr\u00f3spero para as gera\u00e7\u00f5es vindouras. Esta constru\u00e7\u00e3o deve come\u00e7ar AGORA!<\/p>\n<p>O primeiro passo \u00e9 reconhecer aqui, nesta sala, que a raiz de todos os males que enfermam a nossa colectividade pol\u00edtica e social \u00e9 a exist\u00eancia real de um Partido-Estado numa Rep\u00fablica que se quer democr\u00e1tica. E n\u00e3o se trata de um Partido-Estado qualquer. Estamos em presen\u00e7a de uma Regime que capturou o Estado, para deter o controlo da economia e dos recursos do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Um Partido-Estado que utiliza a Constitui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o como fundamento do poder democr\u00e1tico, mas como um instrumento para se eternizar no exerc\u00edcio do poder autocr\u00e1tico, porque a sua motiva\u00e7\u00e3o, a sua atitude perante o Pa\u00eds e a sua governa\u00e7\u00e3o contrariam os valores e os objectivos que nortearam as lutas dos milhares de her\u00f3is pela Independ\u00eancia de Angola.<\/p>\n<p>ANGOLANAS E ANGOLANOS,<\/p>\n<p>N\u00e3o nos deixemos enganar: mesmo que o Partido-Estado promova todos os dias comemora\u00e7\u00f5es pela Independ\u00eancia de Angola, age sempre contra os objectivos da Independ\u00eancia de Angola, que s\u00e3o tamb\u00e9m os objectivos da Rep\u00fablica de Angola. Os objectivos da Independ\u00eancia s\u00e3o: a liberdade, a democracia, a dignidade, a prosperidade, a justi\u00e7a social e a felicidade.<\/p>\n<p>O Regime, ao promover o desinvestimento na educa\u00e7\u00e3o das maiorias \u2013 que gera o desemprego e as desigualdades entre pessoas, regi\u00f5es e grupos sociais \u2013 age contra a paz, contra a democracia e contra a justi\u00e7a e o progresso social.<\/p>\n<p>Ao persistir numa pol\u00edtica de endividamento sem limites e sem sustentabilidade, o Governo atrofia o desenvolvimento sustent\u00e1vel e compromete o futuro do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ao bloquear sem sentido a participa\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os na governa\u00e7\u00e3o dos assuntos p\u00fablicos locais atrav\u00e9s das Autarquias, o Regime promove a pobreza e facilita o surto da c\u00f3lera nas comunidades pobres, porque bloqueia tamb\u00e9m o saneamento b\u00e1sico, a educa\u00e7\u00e3o para todos e o bem-estar social.<\/p>\n<p>Ao festejar os cinquenta anos de Independ\u00eancia, enquanto a maioria do Povo vive na extrema pobreza, passa fome e a grande maioria da juventude est\u00e1 desempregada, o Regime est\u00e1 a festejar os seus pr\u00f3prios feitos: a autocracia que conseguiu implantar no lugar da democracia; a acumula\u00e7\u00e3o primitiva do capital por via do peculato, da corrup\u00e7\u00e3o e da impunidade e os monop\u00f3lios que conseguiu estabelecer para sufocar a liberdade econ\u00f3mica dos cidad\u00e3os. A maioria do Povo, que passa fome, tem muito que reflectir, mas pouco ou nada para festejar.<\/p>\n<p>ANGOLANAS E ANGOLANOS,<\/p>\n<p>N\u00e3o devemos confundir a Independ\u00eancia Nacional com os objectivos pol\u00edticos de quem est\u00e1 no Poder e, em rigor, n\u00e3o governa; nem devemos confundir a soberania do Povo com a autoridade do Estado.<\/p>\n<p>Esta distin\u00e7\u00e3o assume relev\u00e2ncia maior quando se fala em preservar a Independ\u00eancia Nacional. Preservar a Independ\u00eancia Nacional n\u00e3o \u00e9 defender e muito menos preservar o Partido-Estado nem as suas fraudes eleitorais.<\/p>\n<p>ANGOLANAS E ANGOLANOS,<\/p>\n<p>Temos de aprender com os nossos pr\u00f3prios erros e os erros dos outros e agir depressa para abandonarmos as pol\u00edticas e as pr\u00e1ticas que promovem a exclus\u00e3o social e econ\u00f3mica das maiorias, a subvers\u00e3o da democracia e a corrup\u00e7\u00e3o das Institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Se a n\u00edvel do Estado, ou melhor, na Assembleia Nacional, conseguirmos reconhecer, por consenso, neste ano do Cinquenten\u00e1rio da Independ\u00eancia Nacional, que a maior amea\u00e7a aos objectivos da Independ\u00eancia Nacional \u00e9 a captura do Estado democr\u00e1tico por um Partido-Estado, ent\u00e3o, estaremos a dar o maior contributo para a constru\u00e7\u00e3o do sonho da Independ\u00eancia a partir de agora!<\/p>\n<p>SENHORA PRESIDENTE,<\/p>\n<p>POVO ANGOLANO.<\/p>\n<p>Os 50 anos de Independ\u00eancia que fomos convocados a comemorar durante este ano s\u00e3o importantes. Por\u00e9m, mais importante ainda, s\u00e3o os 50 anos que est\u00e3o por vir, e que devemos aproveitar para construirmos a nossa Angola, a Angola de todos os angolanos! Convidamos o Governo a analisar com profundidade a comunica\u00e7\u00e3o do Sr. Presidente da UNITA, Eng. Adalberto Costa J\u00fanior, sobre \u201cA ECONOMIA ANGOLANA, PASSADO, PRESENTE E FUTURO\u201d, uma contribui\u00e7\u00e3o patri\u00f3tica para retirar Angola da grave crise econ\u00f3mica e financeira em que se encontra.<\/p>\n<p>O ano de 2025 \u00e9, sem d\u00favida, um marco, porque abre uma nova etapa para se construir os fundamentos de um novo pa\u00eds. Para se eliminar a pobreza, reduzir as desigualdades e combater a corrup\u00e7\u00e3o em novos moldes, sem rancores, e de forma a que o dinheiro de Angola n\u00e3o fique no exterior e na posse dos estrangeiros, mas que volte ao Pa\u00eds para se concretizar a Independ\u00eancia Nacional no dom\u00ednio da partilha da riqueza nacional.<\/p>\n<p>A Independ\u00eancia deve beneficiar economicamente todas as regi\u00f5es e todos os grupos pol\u00edticos e sociais. O novo modelo de democracia que viermos a construir n\u00e3o deve confundir Partido com Estado. O Partido s\u00e3o alguns, o Estado somos todos. O Partido em quem o Povo confere maioria e legitimidade para governar n\u00e3o deve excluir os outros da participa\u00e7\u00e3o na Administra\u00e7\u00e3o do Estado, nas empresas do Estado, na Seguran\u00e7a do Estado e nos neg\u00f3cios do Estado.<\/p>\n<p>A Independ\u00eancia deve potenciar a constru\u00e7\u00e3o da igualdade econ\u00f3mica entre os cidad\u00e3os filiados em partidos diferentes, porque na sociologia pol\u00edtica angolana os partidos congregam microna\u00e7\u00f5es do tecido social, com l\u00ednguas, culturas e potencialidades diferentes. Quando se excluem estes partidos pol\u00edticos da economia, est\u00e1-se a excluir franjas importantes do tecido social.<\/p>\n<p>Se construirmos esta cultura republicana e inclusiva, o Partido que estiver a governar, n\u00e3o vai precisar de fazer fraudes s\u00f3 porque tem medo da altern\u00e2ncia. Ningu\u00e9m vai temer perder privil\u00e9gios, porque todos teremos as mesmas oportunidades de realiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Partido que estiver no poder n\u00e3o vai aprisionar a televis\u00e3o de todos n\u00f3s, vedando o acesso dos seus concorrentes a ela. Vai tratar os seus oponentes ocasionais como gostaria de ser tratado quando estiver na oposi\u00e7\u00e3o, porque um governo, quando dignifica a sua oposi\u00e7\u00e3o, est\u00e1 a dignificar a si pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>A UNITA, atrav\u00e9s do seu Grupo Parlamentar, reafirma o seu comprometimento com a paz republicana, nunca perseguir advers\u00e1rios pol\u00edticos, governantes do actual e pr\u00f3ximo antigo Regime, nunca perseguir os que perderem para se apoderar dos seus bens! Temos muitas oportunidades e potencialidades para explorar. O futuro que come\u00e7a em 2027 ser\u00e1 constru\u00eddo por todos, com todos e para todos!<\/p>\n<p>SENHORA PRESIDENTE,<\/p>\n<p>A Independ\u00eancia s\u00f3 ter\u00e1 sentido se n\u00f3s acabarmos com a dist\u00e2ncia entre os governantes e o Povo. Se libertarmos o Estado e suas institui\u00e7\u00f5es, incluindo a Televis\u00e3o P\u00fablica de Angola, a R\u00e1dio Nacional de Angola, a Comiss\u00e3o Nacional Eleitoral e as Autarquias locais das amarras dos interesses do Regime.<\/p>\n<p>A Independ\u00eancia s\u00f3 far\u00e1 sentido se o Estado garantir aos angolanos a liberdade, a dignidade, a prosperidade, a felicidade e a terra, que \u00e9 propriedade origin\u00e1ria do Povo, atrav\u00e9s de reformas e Institui\u00e7\u00f5es que funcionem bem; a educa\u00e7\u00e3o e a cobertura gratuitas dos servi\u00e7os b\u00e1sicos de sa\u00fade, nos termos da Constitui\u00e7\u00e3o; a liberdade econ\u00f3mica e cultural, a igualdade entre a l\u00edngua portuguesa e as l\u00ednguas africanas de Angola.<\/p>\n<p>Uma igualdade pol\u00edtica, econ\u00f3mica, social e cultural, que se reflicta, de facto, no acesso ao exerc\u00edcio dos cargos p\u00fablicos, no tratamento que os \u00f3rg\u00e3os do Estado dispensam aos diversos partidos pol\u00edticos e no acesso \u00e0 explora\u00e7\u00e3o e usufruto de oportunidades econ\u00f3micas rent\u00e1veis.<\/p>\n<p>Uma mudan\u00e7a necess\u00e1ria para que a Independ\u00eancia seja sentida por todos e inclua todos \u00e9 a mudan\u00e7a da bandeira nacional. \u00c9 preciso que a bandeira nacional n\u00e3o se confunda nem tenha semelhan\u00e7as gr\u00e1ficas ou estreitas com a bandeira de um dos grupos pol\u00edticos. Dito de outro modo, nenhum partido pol\u00edtico pode ter s\u00edmbolos com estreita semelhan\u00e7a gr\u00e1fica com a bandeira nacional.<\/p>\n<p>SENHORA PRESIDENTE,<\/p>\n<p>SENHORES MINISTROS.<\/p>\n<p>Mudar n\u00e3o significa romper ou abandonar as conquistas do passado. Mudar significa dar um salto em direc\u00e7\u00e3o ao futuro a partir do ponto em que chegamos, avan\u00e7ando sem destruir as conquistas desses cinquenta anos de Independ\u00eancia, mas tamb\u00e9m sem relutar em fazer as coisas que n\u00e3o foram feitas e em corrigir da base os erros fundamentais que atrofiaram o desenvolvimento humano e subverteram os objectivos da Independ\u00eancia.<\/p>\n<p>A Angola dos nossos sonhos, que queremos comemorar a partir do pr\u00f3ximo ano, \u00e9 a Angola da democracia e das Autarquias, em que existe altern\u00e2ncia pac\u00edfica no poder mediante elei\u00e7\u00f5es livres, democr\u00e1ticas justas e verific\u00e1veis.<\/p>\n<p>\u00c9 a Angola do desenvolvimento com justi\u00e7a social e solidariedade nacional, a Angola que sonharam os nossos l\u00edderes e os her\u00f3is e m\u00e1rtires da Independ\u00eancia.<\/p>\n<p>Temos a convic\u00e7\u00e3o de que a constru\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a, a constru\u00e7\u00e3o desta Angola, est\u00e1 ao alcance das nossas m\u00e3os.<\/p>\n<p>Sejamos todos construtores din\u00e2micos da Independ\u00eancia Nacional, participantes activos deste projecto e patrim\u00f3nio perene.<\/p>\n<p>Votos de prosperidade para todos os angolanos em 2025.<\/p>\n<p>Viva a Independ\u00eancia Nacional!<\/p>\n<p>Deus aben\u00e7oe Angola!<\/p>\n<p>Luanda, 22 de Janeiro de 2025<\/p>\n<p>O Grupo Parlamentar da UNITA<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rep\u00fablica de Angola Senhora Presidente, Senhores Ministros, Senhores Deputados, Povo Angolano, Senhoras e senhores jornalistas. Esta \u00e9 a primeira Declara\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica Trimestral no ano do Cinquenten\u00e1rio da Independ\u00eancia Nacional. Nesta ocasi\u00e3o rendemos a nossa homenagem e expressamos enorme respeito de gratid\u00e3o aos art\u00edfices da Independ\u00eancia Nacional, que a 15 de Janeiro de 1975 assinaram os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":655,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"nf_dc_page":"","om_disable_all_campaigns":false,"pagelayer_contact_templates":[],"_pagelayer_content":"","footnotes":""},"class_list":["post-654","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"blog_post_layout_featured_media_urls":{"thumbnail":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Liberty-Chiyaka-Presidente-do-GPU-FPU-22-01-2025-foto-1.jpg?resize=150%2C150&ssl=1",150,150,true],"full":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Liberty-Chiyaka-Presidente-do-GPU-FPU-22-01-2025-foto-1.jpg?fit=1600%2C1066&ssl=1",1600,1066,false]},"categories_names":null,"comments_number":"0","wpmagazine_modules_lite_featured_media_urls":{"thumbnail":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Liberty-Chiyaka-Presidente-do-GPU-FPU-22-01-2025-foto-1.jpg?resize=150%2C150&ssl=1",150,150,true],"cvmm-medium":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Liberty-Chiyaka-Presidente-do-GPU-FPU-22-01-2025-foto-1.jpg?resize=300%2C300&ssl=1",300,300,true],"cvmm-medium-plus":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Liberty-Chiyaka-Presidente-do-GPU-FPU-22-01-2025-foto-1.jpg?resize=305%2C207&ssl=1",305,207,true],"cvmm-portrait":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Liberty-Chiyaka-Presidente-do-GPU-FPU-22-01-2025-foto-1.jpg?resize=400%2C600&ssl=1",400,600,true],"cvmm-medium-square":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Liberty-Chiyaka-Presidente-do-GPU-FPU-22-01-2025-foto-1.jpg?resize=600%2C600&ssl=1",600,600,true],"cvmm-large":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Liberty-Chiyaka-Presidente-do-GPU-FPU-22-01-2025-foto-1.jpg?resize=1024%2C1024&ssl=1",1024,1024,true],"cvmm-small":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Liberty-Chiyaka-Presidente-do-GPU-FPU-22-01-2025-foto-1.jpg?resize=130%2C95&ssl=1",130,95,true],"full":["https:\/\/i0.wp.com\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Liberty-Chiyaka-Presidente-do-GPU-FPU-22-01-2025-foto-1.jpg?fit=1600%2C1066&ssl=1",1600,1066,false]},"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/654","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=654"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/654\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":656,"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/654\/revisions\/656"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/media\/655"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/unita-angola.co.ao\/terrangolana\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=654"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}