Vice Presidente da UNITA Arlete Chimbinda Representa Presidente Adalberto Costa Júnior na CNPE

Política

Luanda — A transparência, a fiscalização e a credibilidade do processo eleitoral estão, a partir desta terça-feira, 29 de Setembro de 2026, no centro da Conferência Nacional sobre o Processo Eleitoral (CNPE 2026), que decorre no Hotel Diamante, no município da Ingombota, em Luanda, sob o lema “Por um Sistema Eleitoral Transparente, Justo e Democrático em Angola”. O encontro, com duração de dois dias, reúne representantes de partidos políticos, corpo diplomático, sociedade civil, deputados e outros intervenientes ligados ao processo democrático angolano.

Em representação do Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, participa na conferência a Vice-Presidente do partido para a Área Política e Social, Arlete Leona Chimbinda. A sessão de abertura foi marcada pela intervenção do Reverendo Daniel Ntony-a-Nzinga, que proferiu o discurso de abertura da iniciativa.

A conferência surge num momento particularmente relevante do calendário político angolano, com as eleições gerais de 2027 no horizonte e o debate sobre as condições de confiança, fiscalização e integridade do processo eleitoral a ganhar maior expressão no espaço público.

Entre as matérias colocadas em discussão na CNPE 2026 encontra-se a qualidade e fiabilidade do registo eleitoral, incluindo questões relacionadas com o Ficheiro de Cidadãos Maiores (FICM), o acesso aos cadernos eleitorais e os mecanismos de reclamação dos cidadãos.

Além das formações políticas, participam representantes da sociedade civil, académicos, especialistas, observadores eleitorais, jornalistas e outros sectores interessados no processo democrático. Informações divulgadas anteriormente apontavam para a participação de cerca de 230 pessoas.

A iniciativa deverá culminar com propostas destinadas a reforçar a transparência eleitoral, incluindo, segundo informações divulgadas pelos promotores, uma Carta de Recomendações para a Transparência Eleitoral, um manual de orientação técnica para delegados de lista e agentes de fiscalização e uma plataforma conjunta de monitorização cívica para as eleições de 2027.

Por agora, o Hotel Diamante tornou-se num dos espaços onde se discute uma questão que terá consequências muito para além dos dois dias da conferência: como garantir que, em 2027, cada voto seja não apenas depositado, mas também devidamente registado, contado e fiscalizado?

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