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Presidente da UNITA aponta falência do estado social do país

Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior no Economia sem Makas

O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, revelou esta segunda-feira, 7 de julho de 2025, na III edição do espaço: “Conversas Economia sem Makas”, em Luanda, a existência de uma dívida oculta avultada do estado angolano por despesas quasi-fiscais (QEFs) – fora do OGE e do control da Assembleia Nacional e fiscalização formal do estado e apontou a falência do estado social do país por corrupção do governo a diferentes esferas da economia.

Durante o espaço organizado e conduzido pelo jornalista Carlos Rosado de Carvalho, o Presidente da UNITA disse que, despesa quasi-fiscais que provocam orçamento paralelo e que sufoca Angola, despesa fora do orçamento realizada, onde – na Sonangol, através de petróleo; na Endiama, dos diamante; na Sodiam, na comercialização de diamantes, como impacto a distorcem as contas públicas, o estado gasta mais do que aquilo que declara; aumentam a dívida oculta, aquela que não é aprovada na Assembleia Nacional; fomentam a corrupção, porque há contratos que não são fiscalizados.

Segundo o líder da UNITA, nós temos empréstimos com garantia petrolífera de cerca de 16 mil milhões de dólares que incorrem o risco de penhora de recursos naturais angolanos; temos subsídios em combustíveis em atraso mais de 10 mil milhões, provocam défice orçamental que parece mascarado; construções de habilitação, mais ou menos 2 mil milhões que são apresentadas sobre sobrefaturamento – o caso CIF (China International Fund), considerada pelo líder partidário, como uma face visível da corrupção, visível mais em centralidades sobrefaturadas, em que o padrão recorrente são as QEFs, para beneficiar elites e beneficiam muito menos os angolanos.

O Presidente da UNITA apontou o recurso pelo governo angolano às QEFs como uma prática muito grave por considerar que permitem a fuga ao escrutínio democrático, o parlamento não debate estas despesas, e a dívida pública é subestimada, tendo revelado também o alerta do FMI em 2023 que, angola tem tem milhares de milhões de dólares em QEFs não contabilizadas.

Para o responsável partidário, temos falência do estado social, justificando-a pela pobreza extrema, disse o Presidente da UNITA, para quem os dados da poverty clock mostram regressão no âmbito do combate à pobreza, defendendo em termos de segurança alimentar que, Angola importa o que poderia produzir. O Presidente da UNITA apontou ainda uma despesas públicas ineficientes, educação e saúde com investimentos inferiores à países africanos como a Nigéria e África do sul.

“Os subsídios aos combustíveis prevalecem, e esses subsídios beneficiam as elites e não a população”, disse o líder da UNITA.

De acordo com o Presidente da UNITA, o governo angolano contrai empréstimos sem retorno visível para a qualidade de vida da população, as promessas não são cumpridas; as estradas, a eletricidade e as infraestruturas hibridas continuam ainda muito deficitárias, pelo volume do investimento que se tem feito.

Para o Presidente da UNITA, o serviço da dívida é um grande fardo que lega as futuras gerações, disse o responsável partidário, justificando que, de 2002 a 2022 Angola contraiu em 23 anos um total de 230 mil, 992 milhões, 680 mil, 289 dólares de dívida pública, sendo 130, 7 mil milhões de dólares de dívida interna e 105, 6 mil milhões de dólares de dívida externa.

“Só na actual legislatura são 58 por cento desta dívida por pagar, num total de 75, 6 mil milhões a dívida interna e 65, 5 mil milhões a externa, acrescida de 997 mil milhões de outras dívidas”, disse o Presidente do maior partido na oposição em Angola, Adalberto Costa Júnior.

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