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Presidente da UNTA recebe convite formal para participar ao Congresso da Reconciliação

Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, recebe em audiência Presidente da CEAST

O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, e candidato à sua sucessão no XIV Congresso do partido, recebeu neste sábado, 1 de Novembro de 2025, em audiência no seu gabinete na sede da presidência do partido, o Presidente da CEAST, Dom José Manuel Imbamba.

A presença do Presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé teve como objectivo principal endereçar o convite formal ao Presidente da UNITA e do partido em geral, para participar do Congresso Nacional da Reconciliação, promovida pela Igreja Católica, a decorrer em Luanda de 6 a 9 De Novembro, como confirmou à imprensa o responsável da CEAST.

“Viemos mesmo para formalizar o convite pessoalmente ao Partido UNITA para que participe, porque é uma ocasião muito importante que nós temos para o país, que nós igrejas estamos a promover, para que as linhas de diálogo, a cultura do encontro, a cultura da introspeção, a cultura da projeção positiva do nosso país se faça sentir, porque estamos a aproveitar o jubileu dos 50 anos de independência como uma oportunidade a não desperdiçarmos, para podermos construir bases sólidas que nos ajudem a termos um país que todos nós pretendemos, um país inclusivo, um país de irmãos, um país onde todos cabemos e podemos trabalhar e dar o melhor de nós para o bem de todos”.

Sobre a ausência do Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, ao Congresso, Dom José Manuel Imbamba, considera, apesar ausência, que o encontro produzirá efeitos positivos.

“O constrangimento não é, são impossibilidades de Estado que nós respeitamos, o importante é a vontade expressa de colaborar na feitura do Congresso e todos estão expectantes dos frutos que ali vão surgir”.

“A vontade que nós temos é de envolver toda a classe política, sobretudo, porque nós sentimos que esta classe que precisa de maior envolvimento, queremos injetar uma mística espiritual nos políticos para que verdadeiramente a nossa cultura política seja diferente, vise a cidadania, a nação e vise todo aquele desenvolvimento integral que todos nós desejamos para o país”, sustentou o Presidente da CEAST.

O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, disse que, a Comissão Organizadora tem encontrado por parte da UNITA uma grande disponibilidade em poder cooperar e poder contribuir para poder ter uma melhor Angola, um espaço de uma verdadeira reconciliação nacional que, para o líder da UNITA, é um grande desafio na realidade atual.

De acordo com o líder da UNITA, estamos muito longe daquela Angola ideal que qualquer um de nós pensava que devia ter, em que todos fôssemos filhos do país, em que todos fôssemos tratados com igualdade de oportunidades. Este é, de facto, o nosso grande propósito.

Quanto à ausência do chefe de Estado angolano, o líder da UNITA, considera que, a anunciada não presença do Presidente da República não é boa, na medida em que este seria um espaço de uma grande oportunidade de todos, mas todos mesmo, com humildade, independentemente dos níveis de responsabilidade, podermos ser chamados a esta partilha, ser chamados a esta introspeção.

“Não posso também deixar de vir até ao presente, de dizer que acompanhamos o discurso de dois dias atrás, que traz nuvens de desconfiança, que são mesmo estas as realidades que, para mim, valorizam este Congresso”.

“Se existem estes problemas, estas desconfianças, elas devem ser levadas, efetivamente, à mesa do diálogo, à mesa de um pedido de esclarecimento ou à conclusão de que, afinal, isto não é mais do que lutas de poder ou consequência de distanciamentos e de que o país não pode continuar a ser levado avante com este tipo de realidades”, disse o Presidente da UNITA.

O evento promovido em homenagem aos 50 anos de independência nacional reúne políticos, figuras públicas e representantes da sociedade civil para analisar os desafios e avanços do país desde 1975, promover a reconciliação nacional e discutir os rumos futuros de Angola, em vista os desafios do pós-50 anos.

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