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Presidente da UNITA aponta custo de vida insuportável das famílias angolanas

Discurso do Presidente da UNITA no acto central das comemorações dos 53º aniversário da LIMA

O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, considerou neste sábado, 28 de junho de 2025, no acto central das celebrações dos 53 anos de fundação da organização feminina do partido, a LIMA, em Luanda a situação social e económica das famílias angolanas como sendo um sufoco.

Na ocasião o líder da UNITA apelou a organização a continuar a lutar com vista a melhoria das situação, e trazer o país para os marcos democráticos.

Para o responsável, hoje, a vida tornou-se um sufoco com famílias inteiras a não suportar o custo de vida.

“O salário dos que trabalham não consegue cobrir as necessidades do mês. A cesta básica não está ao alcance de muitos, sendo profundamente triste a situação de muitos angolanos, entre os quais mulheres e jovens a fazerem recurso aos contentores de lixo para se alimentarem. Este é o retrato real de Angola económica e social”.

“O acesso à assistência médica e medicamentosa de qualidade é outro drama que apoquenta as famílias. O direito à educação continua protelado, com imensas crianças continuamente fora do sistema de ensino”, disse o presidente da UNITA.

O Presidente da UNITA criticou o partido no poder e o governo de envio e aprovação no parlamento com apoio de alguns partidos na oposição, propostas de leis destituídas de moralidade, e que atentam a soberania e a escolha do povo.

“Sim, com o voto dos deputados do partido que sustenta o regime, e digo com enorme pesar, com os votos da busca da sobrevivência de partidos como a FNLA e o PRS, aprovam Resoluções que alteram a expressão soberana do povo nas urnas”.

“A vossa participação e contribuição na luta torna-se uma absoluta necessidade perante uma realidade que se afaste a cada dia dos carris da democracia, que nega conquistas já alcançadas no pós independência, mas que hoje vão sendo apagadas por um grupo de maus patriotas, agarrados desesperadamente a privilégios com custo para aumentar à pobreza, à exclusão e à degradação das instituições relevantes do Estado”.

“Devemos transformar a consciência do sofrimento em força anímica para as transformações políticas, sociais e económicas que a sociedade angolana precisa”, disse o Presidente da UNITA, realçando igualmente que, a mulher angolana na LIMA deve estar na vanguarda dessas transformações.

A Liga da Mulher Angolana – LIMA, organização feminina do maior partido na oposição em Angola foi fundada a 18 de junho de 1972 na localidade de Massivi, Província do Moxico, pelo Presidente fundador da UNITA, Jonas Malheiro Savimbi.

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