O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, garantiu nesta quarta-feira, 14 de Outubro de 2026, em Luanda, durante a sua comunicação à Nação, que o seu governo vai reduzir o número de criança fora do sistema de ensino de 34% à 10% até 2037.
Na sua comunicação propós também a criação do fundo soberano jovem e aprovação de uma estratégia nacional para a diáspora e o regresso de talentos ao país.
“O que propomos? Primeiro, o programa Nenhuma Criança Fora da Escola: Reduzir de 34% para menos de 10%, até 2037, a proporção de crianças e jovens entre os 5 e os 18 anos fora do sistema. Segundo, um mapa nacional das necessidades educativas, com indicadores públicos por município, matrícula, assiduidade, abandono, conclusão e aprendizagem”.
“Terceiro, valorizar os professores com incentivos especiais para quem serve nas províncias mais carenciadas. Quarto, uma reforma do ensino técnico profissional, co-desenhada com as empresas, com estágios e primeiro emprego”, garantiu o líder da UNITA, para que, um país que quer industrializar-se precisa de técnicos, mecânicos, eletricistas, agrônomos e engenheiros.
O líder da UNITA apresenta como quinta ponto do seu programa de governação para a educção, um ensino superior com investigação ligado aos desafios do país.
Na sua intervenção o da oposição revelou que, Segundo o Banco Mundial, a mortalidade de crianças com menos de 5 anos desceu de 83 para 49 por mil entre 2010 e 2024, A mortalidade materna desceu de 321 para 183 por 100 mil, facto que o Presidente da UNITA reconheceu como sendo um bom indicador, no entanto assinalou a falta de mais de 1.800 unidades.
Ainda para o responsável da UNITA, a malária continua a ser a primeira causa da morte no nosso país. E há um retrocesso que não podemos calar.
“A desnutrição crónica infantil subiu de 38 para 40%”.
De acordo com o Presidente da UNITA, a Human Rights Watch voltou a assinalar no seu relatório mundial de 2026 a situação das crianças ambuladas que fugiram da seca e da escassez de alimentos.
“Nós exigimos uma equipe conjunta dos ministérios ambulados competentes da Embaixada, das autoridades namibianas e das agências de proteção da criança com um levantamento público, com assistência imediata e um plano de prevenção para que nenhuma criança tenha que abandonar o seu lar por fome, mas o seu devido repatriamento”.
O líder do maior partido na oposição em Angola afirmou que, os programas públicos devem dizer quantos jovens apoiaram, quantos negócios continuam ativos ao fim de dois anos, quantos empregos criaram e quanto custou cada resultado.
“Propomos igualmente o Fundo Soberano Jovem, que constitui um instrumento financeiro estrutural de transformação geracional, concebido para converter uma parcela das receitas petrolíferas, recurso finito e volátil, em capital humano e produtivo permanente para a juventude angolana, sustentada por uma arquitetura institucional que garante rigor, transparência e retorno econômico mensurável, respondendo antecipadamente a todas as críticas de assistencialismo e distribuição indiscriminada de recursos, que precipitadamente têm sido feitas”, disse o Presidente da UNITA., que defendeu a construção de uma Angola em que emigrar não seja uma obrigação, mas uma escolha.
“Queremos construir uma Angola em que emigrar seja uma escolha e não uma obrigação. Uma fuga às condições internas”.
Por isso, diz o líder da UNITA, propomos uma estratégia nacional para a diáspora e o regresso de talentos, com uma plataforma que liga as nossas universidades, hospitais e empresas aos angolanos qualificados no exterior do país, e a operacionalização plena do direito de voto dos angolanos residentes no estrangeiro, que a Constituição prevê e que continua por cumprir.



