O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, participa desde 26 de Setembro, em Pretória, na África do Sul, na 5ª Sessão do Parlamento Pan-Africano, que entre outros temas tem o debate sobre a Lei de Terras, em que o Presidente da UNITA defendeu atribuir a titularidade da terra nas mãos do povo, como forma de empoderar o povo africano e melhorar a sua vida.
Na sua intervenção, o líder da UNITA levantou a questão de Angola, que define a terra como propriedade originária do estado, que de acordo com o responsável político, tal concepção tem estado na base de vários problemas ligados à posse de terras.
“Em Angola, a titularidade da terra não é reconhecida ao povo”.
Para o líder partidário, a terra pertence ao Estado e com esta designação nós temos muitos problemas ligados à terra.
O responsável político disse que, os problemas das expropriações, na medida em que o titular não é o povo, elas fazem-se sempre que algum dirigente com poder, em necessidade da terra, o povo fica expropriado, porque não se sabe defender.
“Também me parece fundamental, porque a terra pode ser um elemento de empoderamento da titularidade”.
“Se ela fosse reconhecida ao agricultor rural, ao elemento pobre, ele podia utilizar a terra como medida de empoderamento, para negociar parcerias, para poder ter a oportunidade de ter uma vida melhor”, defendeu o Presidente da UNITA.