O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, defendeu esta segunda-feira, 28 de Julho de 2025, nas suas redes sociais, o direito à manifestação nos marcos da lei e repudia qualquer tipo de repressão contra os manifestantes.
Adalberto Costa Júnior, responsável da segunda força política mais representada no parlamento, falava na sequência da paralisação dos taxistas em Luanda, marcada por manifestações espontâneas em vários bairros de Luanda. A paralisação tinha sido convocada para os dias 28, 29 e 30 de Julho, pelas associações dos taxistas do país, que visava forçar o governo a baixar o preço do táxi, que o governo aumentou unilateralmente na sequência da subida do preço do gasóleo a 4 do mês em curso em todo país.
Para o líder partidário, “o direito à manifestação é um direito absolutamente garantido na Constituição e, sendo um direito garantido, em Angola não pode ser algo que tenha reações violentas de quem quer que seja e, muito em especial, por parte de quem responde em nome das instituições do Estado”.
De acordo com o responsável do maior partido na oposição angolana, não é normal, em Angola, nós tivermos manifestações que são protegidas apenas quando elas são feitas pelo partido de regime, pelo partido que está no governo.
Segundo o Presidente da UNITA, “o direito à manifestação é absolutamente algo que deve ser preservado”, e aconselha aos organizadores das manifestações que as devem fazer dentro dos limites que a lei lhe obriga, da ordem e segurança públicas, respeitando o património público e o património individual, disse o responsável partidário, que repudiou por outro lado os assaltos e destruição dos bens públicos, referindo que, aquilo que nós estamos hoje a assistir não é normal em Angola.
“Ver uma série de assaltos a instituições, assaltos ao património privado, não é típico do comportamento de um cidadão comum angolano”, disse o líder partidário.
Sobre as perdas de vida registadas no primeiro dia, o Presidente da UNITA disse que, não se pode continuar a perder vidas quando os angolanos decidem defender o direito de manifestar, afirmou o líder partidário, para quem, “mais grave ainda, se esta morte ocorreu porque alguém utilizou uma mala real, nomeadamente, se for alguém que faça parte das Forças de Defesa e Segurança”.
“A manifestação é um direito e deve ocorrer em circunstâncias de paz e tranquilidade”, enfatizou o líder do maior partido na oposição em Angola, acrescentando que, “é a manifestação de um protesto que deve ser também protegido e que não há nenhuma razão nem para ter mortes, nem para ter vítimas, nem para ter agressão do que quer que seja, nem assaltos a supermercados. Isso não é normal”.