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Presidente da UNITA considera 2026 como o ano da responsabilidade democrática

O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, defendeu nesta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, durante a cerimónia de cumprimento de ano novo, que decorreu no Hotel Epic Sana, em Luanda que, o ano de 2026 deve ser o ano da responsabilidade democrática e da preparação serena de uma transição segura, estável e constitucional.

Para o líder da UNITA, o ano de 2026 deve ser o ano da responsabilidade democrática, o ano do compromisso nacional, o ano da preparação serena de uma transição segura, estável e constitucional”.

“A Angola não precisa de ter medo. Angola precisa de ter confiança. Não precisa de atenção artificial. Angola precisa de maturidade política. Não precisa de exclusão. Precisa de inclusão. O que propomos é um caminho de reconciliação e de progresso. Queremos que a Angola seja um país onde o poder muda, sem que a paz se perca”, disse o responsável partidário.

O Presidente da UNITA defende uma Angola, onde a alternância seja um sinal de maturidade democrática, em que os militares sejam valorizados pela sua competência e nunca pela sua fidelidade político-partidária, em que os jornalistas possam informar sem medo de representantes.

Para o responsável partidário, as organizações não-governamentais possam atuar livremente com a expressão viva da cidadania, que este ano seja marcado pelo diálogo franco, pela elevação institucional e pelo compromisso coletivo com o futuro da nossa pátria, o futuro da Angola depende da coragem de cada angolano.

“Continuaremos a trabalhar no quadro da Frente Patriótica Unida, em diálogo com todas as forças vivas da sociedade, para construir uma alternativa responsável, competente e preparada para governar, acima do mero interesse partidário. Não defendemos a mudança pela mudança”, assegura o responsável partidário.

De acordo com o Presidente da UNITA, o seu partido defende a mudança para melhorar a vida dos angolanos.

“Defendemos reformas pró-sociedade e pró-mercado, que libertem o potencial produtivo do país, que combatam os monopólios, que promovam concorrência saudável e devolvam dignidade às famílias e às empresas angolanas”.

O Presidente da UNITA defendeu igualmente a realização de eleições locais como um dos maiores contributos para aproximar os governantes dos governados, para melhorar a fiscalização dos cidadãos, para melhor combater a corrupção, para assegurar o provimento da multiplicidade de serviços ao cidadão, para concretizar de facto a democracia participativa, fundamental para afirmar Angola como um verdadeiro país.

Para o líder do maior partido na oposição em Angola, o Orçamento Geral do Estado para 2026 também não tem nenhuma linha relativa aos múltiplos aspectos relacionados à reconciliação nacional e aos pendentes dos acordos de paz, realçou o líder da oposição, para quem, sem qualquer dúvida que a sua conclusão contribuirá para a estabilidade e para a coesão nacionais.

“Falo dos antigos combatentes e veteranos da pátria, muitos ainda abandonados à sua sorte”, afirmou o líder da oposição angolana, que defendeu uma alternância democrática no país.

“A alternância democrática não deve ser encarada como um risco, mas como um mecanismo saudável de renovação política, previsto nas democracias modernas e indispensável à vitalidade das nações.

O responsável partidário considerou também que, no ano pré-eleitoral é fundamental evitar a instrumentalização das instituições do Estado para fins partidários, defendeu líder da UNITA, para quem, é essencial preservar o espaço cívico, proteger as liberdades fundamentais e assegurar que a competição política decorra em ambiente de respeito, de tolerância e de civilidade.

Na ocasião, o Presidente da UNITA, que voltou a garantir a apresentação aos angolanos, do “Pacto de Transição”, também classificado como o “Pacto de Estabilidade” defendeu que, o Pacto de Transição não é um instrumento de ruptura, é uma proposta patriótica de estabilidade, não é um mecanismo de exclusão, não é uma ameaça à ordem constitucional, não adia eleições nem negocia interesses; é, pelo contrário, um compromisso com o direito, com a estabilidade pós-eleitoral, uma garantia de harmonia capaz de expurgar os medos.

“Propomos um entendimento nacional mínimo que assegure transparência e credibilidade do processo eleitoral para 2027, reformas institucionais consensuais que reforcem a separação de poderes, garantias de neutralidade da administração pública, compromisso com a paz social, com a estabilidade económica durante o período eleitoral e pós-eleitoral”, sustentou o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior.

 O líder da UNITA dirigia a sua mensagem diante de representantes de partidos políticos, entidades religiosas, corpo diplomático e organizações da sociedade civil.

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