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Presidente da UNITA alerta angolanos a estarem atentos para possíveis manobras do Presidente da República

Adalberto Costa Júnior, Presidente da UNITA

O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, alertou recentemente a sociedade angolana durante uma entrevista em um podcast, para manobras do Presidente da República João Lourenço em concorrer para um terceiro mandadato.

Na sua intervenção o Presidente da UNITA assegurou não estar seguro que João Lourenço seja um não-candidato em absoluto.

“Embora publicamente se afirme terceiro mandato não, não, não, a prática desmente-o”.

“Nós somos abordados, nós somos capazes de ler os sinais, nós vemos muita pressão a vários níveis, nós temos os tribunais completamente dependentes das ordens políticas, há manobras dentro do próprio MPLA que nos indicam claramente que, até o final, devemos estar absolutamente atentos”, disse o responsável da UNITA, acrescentando que, o terceiro mandato não está excluído.

Entretanto, para o líder partidário, “o MPLA hoje não tem condição nenhuma de ganhar eleições, todo mundo sabe isso, não tem condição e a prova é a sua prática: passou a legalizar partidos, como se diz às vezes, como areia, todos os meses vem um partido novo, quando isto contrariou toda uma lógica anterior”, disse o responsável da UNITA, sustentando também, haver uma perceção pública substantiva muito maior do que antes, onde independentemente de quem se trate, é o cidadão da cidade pequena, é o cidadão da cidade grande, são os jovens, tudo está com mais maturidade, todos sabem os riscos e ganharam maturidade política, por um lado.

“Por outro lado, é o facto muito claro de que o MPLA está a enfrentar também um desafio por dentro e eu creio que isto não é mau no seu todo. E, o que é que está a vir ao de fora? O partido que o Governo não está preparado para a abertura democrática e está hoje com expulsões, com processos artificiais sobre potenciais candidatos”.

“Eu creio que isso vai obrigar a um crescimento rápido de perceção das realidades”, disse o Presidente da UNITA,  que criticou silêncio dos bons, contribuindo para a permanência no poder do partido governante.

“Porque não posso deixar de dizer que uma boa parte do que acontece também vem do silêncio dos bons”, disse o Líder da UNITA.

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