O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, falava aos jornalistas nesta quinta-feira, 06 Novembro, durante o Congresso da Reconciliação, que decorre em Luanda, numa promoção da CEAST, onde o responsável da UNITA defendeu que, o país que temos hoje não corresponde aos nossos sonhos, esperando que no final do encontro o país possam melhorar a sua realidade nos seus mais variados aspectos.
De acordo com o responsável partidário, o país que temos hoje não corresponde aos nossos sonhos, como vocês sabem, e eu tenho a expectativa de, saídos daqui, podermos efetivamente melhorar o quadro daquilo que é o país real, a questão de incentivar o diálogo, a questão de sairmos daqui com uma sensibilidade acrescida nos aspectos de uma justiça que funcione, nos aspectos das liberdades fundamentais respeitadas, nos aspectos de uma melhor governação e de uma melhor interação da inclusão do todo nacional.
Questionado se o país está reconciliado, 23 anos depois, o líder da UNITA defendeu que, e defendeu a conclusão da inserção de todos ex-militares como um dos passos para o alcance da reconciliação efectiva.
“Angola não está reconciliada, infelizmente. Nós iniciámos este processo com o fim da guerra, em 2002. Tivemos um mecanismo que tratou das questões da implementação dos acordos de paz, dos pendentes da reconciliação nacional.
“O mecanismo que tratou destes aspectos funcionou de 2002 a 2008. Em 2008 foi extinto, com três páginas ainda de pendentes. Estas três páginas de 2008 continuam até hoje por cumprir. Eu realço fundamentalmente, por exemplo, a inclusão dos ex-militares, dos antigos combatentes”, disse o líder partidário.
Para o responsável, Angola tem todas as condições de ter o melhor país do que temos hoje, e nisto todos nós devemos ser partícipes nesse processo.
O Presidente da UNITA, reprovou a ausência do Presidente da República no encontro, defendendo não conseguir entender como é que no dia em que se faz o Congresso da Reconciliação se sobrepõe um programa para entregar medalhas de reconhecimento aos pais da nação.
“Tudo isto denota que o percurso ainda é longo”.
“Portanto, isto denota que o percurso ainda é longo, denota que o alinhamento para a Reconciliação não é ainda o perfeito ideal, denota que temos mesmo ainda muito trabalho para fazer”, disse o responsável da UNITA.
O evento promovido em homenagem aos 50 anos de independência nacional reúne políticos, figuras públicas e representantes da sociedade civil para analisar os desafios e avanços do país desde 1975, promover a reconciliação nacional e discutir os rumos futuros de Angola, em vista os desafios do pós-50 anos.