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Presidente da LIMA Cesaltina Kulanda, participa do Congresso da OMA

Secretariado Executivo do Comité Nacional da LIMA

A Presidente Nacional da LIMA, Antonieta Cesaltina Fragoso Kulanda, marcou presença no acto de encerramento do 8.º Congresso Ordinário da OMA, realizado neste Domingo, 01 de Março de 2026, em Luanda, onde foi eleita presidente da OMA a Sra. Emília Carlota Dias.

O congresso decorreu sob o lema “Mulheres Angolanas: Unidas para Transformar os Desafios em Conquistas”, constituindo um espaço relevante de reflexão sobre o papel da mulher angolana na vida política, social e comunitária do país. A LIMA reconhece a importância de todas as iniciativas que promovam a participação feminina e o reforço do protagonismo das mulheres, na construção nacional.

Todavia, importa, igualmente, sublinhar alguns meandros do processo que marcou este Congresso. De um universo inicial de três candidatas, o processo culminou com apenas uma candidata em disputa final, facto que levanta legítimas reflexões sobre a consolidação do pluralismo interno e a robustez democrática nas organizações políticas femininas do país.

Este cenário contrasta com a experiência vivida em Outubro de 2024, no V Congresso Ordinário da LIMA, onde três candidatas disputaram o pleito em ambiente de plena liberdade democrática. Na primeira volta, registou-se um empate técnico, o que conduziu a uma segunda volta, permitindo às delegadas exercer, em plenitude, a sua participação política e o seu poder deliberativo. Este exercício democrático reforçou os princípios ideológicos da UNITA, assentes no pluralismo, na transparência e na legitimação pelo voto.

A LIMA acredita que a vitalidade democrática mede-se pela existência de concorrência real, pelo debate aberto de ideias e pela disponibilidade das candidatas para o escrutínio público. A liderança política exige não apenas legitimidade interna, mas também abertura ao contraditório e capacidade de dialogar com a sociedade e com a comunicação social.

Neste contexto, o Secretariado Executivo entende que os processos eleitorais internos das organizações femininas devem constituir exemplos pedagógicos para o país, fortalecendo a cultura democrática e preparando modelos que possam inspirar uma governação mais inclusiva e participativa.

Reiteramos que a Presidente Nacional da LIMA é igualmente proponente de um Congresso Nacional das Mulheres Angolanas, uma iniciativa de convergência entre organizações femininas políticas e da sociedade civil, com o objectivo de debater Angola de forma ampla e plural, construindo consensos estratégicos para o progresso da Nação.

Acreditamos que o futuro de Angola exige que as mulheres estejam unidas, mas, também, que haja instituições fortes, processos transparentes e lideranças que se afirmem pelo debate de ideias e pela coragem de prestar contas ao público.

Luanda, 02 de Março de 2026

O Secretariado Executivo do Comité Nacional da LIMA

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