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Nota de Repúdio da LIMA sobre a suspensão da Organização Zuzu For África

O Secretariado Executivo do Comité Nacional da LIMA vem, por meio deste pronunciamento, manifestar o seu mais veemente repúdio ao acto praticado por autoridades do Estado angolano que culminou na suspensão e impedimento das actividades da organização Zuzu For África, uma iniciativa de reconhecido impacto social e humanitário junto de comunidades extremamente vulneráveis.

É profundamente lamentável e inaceitável que, num país detentor de vastos recursos naturais e riqueza suficiente para garantir dignidade a todo o seu povo, se impeça a actuação de uma organização que, de forma voluntária, solidária e comprovada, levou alimento, brinquedos, água, energia, infraestruturas comunitárias e esperança a populações que carecem de quase tudo.

Durante anos, a Zuzu For África demonstrou compromisso real com o desenvolvimento humano, promovendo inclusão social, apoio às crianças, segurança alimentar e melhoria das condições de vida, responsabilidades que deveriam ser, antes de tudo, assumidas pelo próprio Estado.

O que se verifica, infelizmente, é um padrão recorrente de prioridades distorcidas, em que a máquina governativa se mostra mais eficiente em proteger interesses próprios, privilégios e bolsos, do que em proteger vidas humanas. Esta lógica perversa mantém populações inteiras reféns da pobreza, da dependência e das migalhas do poder, perpetuando a miséria como instrumento de controlo social.

Repudiamos igualmente o uso de argumentos administrativos e burocráticos como pretexto para bloquear acções humanitárias, quando é do conhecimento público que tais exigências raramente são aplicadas com o mesmo rigor a interesses económicos, políticos ou privados alinhados ao poder.

O Secretariado Executivo do Comité Nacional da LIMA reafirma que solidariedade não é crime, ajudar não é ameaça, e servir o povo não pode ser tratado como afronta ao Estado. Pelo contrário: organizações como a Zuzu For África deveriam ser acolhidas, protegidas e apoiadas, e não perseguidas ou silenciadas.

Exigimos:

• A revisão imediata da decisão que suspendeu as actividades da Zuzu For África;

• O respeito às iniciativas da sociedade civil que actuam em benefício directo das comunidades;

• Transparência, coerência e humanidade nas acções do Estado angolano.

A LIMA reitera a sua solidariedade irrestrita à Zuzu For África, aos seus voluntários, parceiros e, sobretudo, às comunidades afectadas por esta decisão injusta.

Continuaremos a denunciar, a exigir e a lutar por um Angola onde a riqueza sirva o povo, e não apenas quem governa.

Pela dignidade, pela justiça social e pelo direito de ajudar.

Luanda, 17 de Dezembro de 2025

O Secretariado Executivo

Comité Nacional da LIMA

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