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NOTA DE REPÚDIO

A Liga da Mulher Angolana (LIMA), braço feminino da UNITA, vem a público, REPUDIAR, com veemência, os actos de violência policial registados no passado sábado, durante a manifestação pacífica de cidadãos angolanos que, exercendo o seu legítimo direito constitucional, protestavam contra a subida abrupta dos preços dos combustíveis no país.
A actuação da Polícia Nacional, marcada por agressões físicas e uso excessivo da força, revela uma tendência preocupante de criminalização da indignação popular e repressão política disfarçada de manutenção da ordem pública.
A LIMA reafirma que:
A liberdade de manifestação é um direito consagrado na Constituição da República de Angola e nenhum Estado democrático pode sobreviver à custa do medo e da repressão;
Nenhuma farda está acima da Lei. O uso da força deve obedecer a critérios de legalidade, necessidade e proporcionalidade;
A violência policial contra o povo é uma agressão directa à democracia, uma afronta à cidadania e uma mancha na dignidade do Estado de Direito.
Não se combate a liberdade com cassetetes.
Não se silencia o povo com escudos e armas.
Não se governa ignorando a dor de quem já não aguenta mais.
A LIMA junta-se ao coro de vozes que exigem JUSTIÇA, respeito pela vida e responsabilização dos agentes envolvidos neste atentado aos direitos humanos. O silêncio cúmplice das autoridades não é neutralidade — é conivência.
A repressão não vai calar a esperança.
O povo não é inimigo. O povo é soberano, o verdadeiro Patrão e o poder não é eterno.
Luanda, 14 de Julho de 2025
O Secretariado Executivo do Comité Nacional da LIMA

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