Já repousam desde esta quinta-feira, 12 de Março de 2026, no Cemitério do Benfica, os restos mortais do primeiro fotojornalista da UNITA, Samuel Kanganjo.
Familiares, amigos, colegas e fieis da Igreja Evangélica dos Irmãos em Angola – IEIA da qual o malogrado foi Diacono juntaram-se para o último adeus.
Foram lidos testemunhos sobre a trajectória de vida do malogrado pela família, Igreja e pelo Partido UNITA em que militou desde os momentos em que ainda não era pública identidade do então Movimento de Libertação Nacional que estava na forja.
Em termos de fé em Deus Pai todo poderoso, Samuel Kanganjo foi fiel a seu pai, Adriano Kanganjo, que na Zâmbia para onde emigrou, na década de 50 do século XX, fundou uma igreja protestante. O detalhe pertence a Gina Kanganjo, sua sobrinha mais velha, por quem o falecido nutria muito carinho e que agora sente-se como que “sem chão” vendo o tio partir para eternidade, depois de ter sido o único entre os irmãos que se conservava em vida.
Na consolação à família, o Pastor destacou o facto de Samuel Kanganjo ter sido um bom cidadão que prestou serviço a nação nas áreas política, jornalistica e religiosa. Concluiu assegurando que pessoas como Samuel Kanganjo “só dormem, não morrem” parafraseando as Escruturas Sagradas.
Por Lourenço Bento
