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LIMA solidariza-se com mãe zungueira deficiente física maltratada por fiscais e pela polícia nacional

Zungueiras maltratadas por fiscais e polícias

A Liga da Mulher Angolana – LIMA, manifesta o seu repúdio à conduta dos fiscais e agentes da Polícia Nacional contra uma mãe vendedora ambulante com deficiência física, como confirma a nota de repúdio divulgada esta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026.

Em nota o braço feminino da UNITA manifesta o seu mais veemente repúdio à conduta dos fiscais e agentes da Polícia Nacional envolvidos no acto bárbaro, desumano e inaceitável, praticado contra uma mãe, vendedora ambulante e pessoa com deficiência física, a quem foram retiradas as muletas, obrigando-a a rastejar em plena via pública, num espectáculo de humilhação, violência institucional e desprezo pela dignidade humana.

“Este acto não é fiscalização, não é ordem pública e não é autoridade”.

“Representa, tão simplesmente, abuso do poder; é discriminação brutal contra uma pessoa em situação de vulnerabilidade, é violência moral e psicológica, e configura uma afronta directa à Constituição da República de Angola, bem como aos compromissos internacionais assumidos pelo Estado angolano, nomeadamente, a “Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência”, lê-se em nota.

A LIMA, diz a nota, solidariza-se profundamente com esta mãe, com todas as zungueiras que, diariamente, enfrentam perseguição, violência e humilhação para garantir o sustento das suas famílias, e com todas as mulheres portadoras de deficiência física, que vivem sob o peso de um Estado que falha na protecção, mas que é célere na repressão selectiva.

De acordo com a organização feminina, é inadmissível que, num país onde Deputados da oposição são impedidos de exercer a sua função constitucional de fiscalização da acção governativa, o Executivo solte fiscais nas ruas para maltratar vendedores ambulantes, pobres, mulheres e pessoas com deficiência, tratando a sobrevivência como crime e a pobreza como delito.

“Responsabilizamos politicamente o Governo angolano por alimentar a impunidade que está na origem destes abusos sistemáticos de poder, da perda de sensibilidade humana dos agentes de fiscalização e da normalização da violência institucional contra os mais frágeis”, considera a LIMA, para quem, o silêncio do Executivo perante estes actos,  transforma-o em cúmplice moral da violência praticada.

Na nota, a LIMA reafirma, de forma clara e inequívoca, a sua posição de advocacia firme e intransigente pelos direitos dos cidadãos, em particular das mulheres, da jovem mulher ou da rapariga, das pessoas com deficiência e dos grupos em situação de vulnerabilidade.

“Colocamo-nos ao lado das vítimas, na defesa da dignidade humana, da justiça social e do respeito pelos direitos fundamentais”.

“Reiteramos que a alternância democrática não é um slogan, mas uma necessidade urgente e estrutural para pôr fim à cultura de impunidade, ao abuso de poder e à violência institucional, que marcam o quotidiano angolano”, defende a LIMA.

De acordo com a LIMA, só com alternância haverá responsabilização, humanização do Estado e políticas públicas verdadeiramente inclusivas. Para a organização feminina da UNITA, a violência não é tolerável, humilhação não é autoridade, direitos não são favores, a dignidade das pessoas com deficiência não se negoceia, a justiça não se adia”.

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