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LIMA convida todos Angolanos a reflexão do Dia da Paz

Secretariado Executivo do Comité Nacional da LIMA

Por ocasião do Dia da Paz, o Secretariado do Comité Nacional da LIMA presta homenagem aos 24 anos de paz em Angola, um marco histórico que pôs fim ao conflito armado em 2002 e abriu caminho para desafiantes para a efetivação plena da reconstrução nacional.

Reconhecemos, com sentido de responsabilidade, que a manutenção do calar das armas, ao longo destas duas décadas representa uma conquista significativa, graças a maturidade politica da UNITA, que soube contornar indício de genocídios, nos períodos pos eleições.

Contudo, afirmar a paz exige mais do que celebrar a ausência de guerra. Exige avaliar, com honestidade, a qualidade dessa paz na vida concreta dos cidadãos, a igualdade de todos os filhos na pátria.

Hoje, persistem desafios profundos que não podem ser ignorados: níveis elevados de pobreza extrema, fome severa e um número preocupante de crianças fora do sistema de ensino. Estas realidades mostram que a reconciliação nacional continua uma miragem — porque não chegou, de forma plena, à mesa de muitas famílias angolanas.

A reconciliação não pode ser construída sobre o silêncio das feridas históricas. É necessário promover uma cultura de verdade, memória e reconhecimento, criando espaços onde todas as vozes possam ser ouvidas e onde a justiça contribua para a cura colectiva e no respeito.

Do mesmo modo, torna-se evidente que a excessiva centralização do poder tem limitado o desenvolvimento equilibrado do país. Sem descentralização efetiva, sem autarquias locais com autonomia real e sem participação activa das comunidades, a inclusão política permanece restrita e a democracia incompleta.

Apelamos às autoridades, às instituições e à sociedade civil para que assumam, com coragem, as reformas profundas de que o país necessita — reformas que redistribuam poder, garantam transparência e coloquem o cidadão no centro das decisões.

A paz que Angola conquistou deve agora transformar-se numa paz vivida, sentida e partilhada por todos os angolanos, na pátria de seu nascimento.

Sem isso, corre-se o risco de perpetuar uma estabilidade aparente, distante da justiça e da dignidade que o povo angolano merece.

Feito aos 4 de abril de 2026

O Secretariado Executivo do Comité Nacional da LIMA

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