O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, denunciou neste sábado, 16 de Agosto de 2025, durante acto político de massas no Huambo, a pretensão do governo de usar as manifestações no país como pretexto para decretar-se um estado de sítio no país anulação da constituição e os direitos os políticos e de participação eleitoral dos cidadãos, de acordo com revelações de analistas políticos e membros da sociedade civil atenta.
“Nós ouvimos durante alguns meses vozes corajosas a dizer que havia aí um programa de fazer um putz disto assim. De usar as manifestações para depois decretar estado de sítio, estado de emergência. Eliminação dos direitos cívicos e políticos”, disse o responsável partidário, quando se encontrava na província para participar da I Conferência Nacional da JURA, organização juvenil do partido, realizado domingo, 17 do mês corrente.
“Eu espero que nunca se chegue aí”, exortou o líder partidário.
Na ocasião, o líder da UNITA criticou detenção de vários cidadãos, bem como os líderes das associações dos taxistas, jornalistas, e um membro da JURA, na sequência da paralisação dos taxistas em Luanda, ocorrida nos dias 28, 29 e 30 de Julho e que foi aderida também por algumas províncias do país, marcada por manifestações espontâneas nos vários bairros da capital do país, tumultos, roubos de estabelecimentos comerciais, e mortes de vários cidadãos por agentes da polícia.
O responsável partidário denunciou no entanto os insultos proferidos nas redes sociais e na televisão pública, contara si e membros do seu partido, e alguns membros da sociedade civil, sem no entanto o governo proceder a detenção dos autores.
“Quantas vezes, quantos postes estão aí a tentar contra a imagem do Presidente da UNITA? Quantos são? Quantos? Esta última semana colocam-nos com o vosso Chefe da JURA, o homem de Luanda, o General Gato, o General Numa e os candidatos eventuais do MPLA, traidores da pátria. Quem é que faz aquilo? Quem é que faz estes postes? Quem é que faz estes postes? Quem é? Quem é que faz estes postes?”, questionou o líder da UNITA.
“Todos os dias nos grupos ligados a este partido: insultos violentos e a pergunta que eu faço é: não sou angolano? Eu sou Presidente de um partido político, Deputado, membro do Conselho da República? Não sou protegido pela segurança do Estado?”
“Mereço ser atacado na TPA, toda hora? Não sou convidado? Trabalham com dinheiro público, mas depois atacam-nos a toda hora. Com que direito? Com que direito, companheiros? Não está bem”, denunciou o Presidente da UNITA.
O líder do maior partido na oposição em Angola incentivou também aos jovens do seu partido e em geral do país, a prepararem-se para a defesa do voto nas eleições de 2027 e tornarem-se actores do bem, para a realização da alternância política no país.
“Sejam incansáveis construtores de pontes caros jovens, sejam também incansáveis observadores das mesas eleitorais é aquilo que eu vos peço”, disse o responsável partidário, acrescentando que, nós todos juntos temos que nos preparar todos para defender bem a segurança do voto.