O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, foi um dos prelectores na I Conferência Nacional da JURA realizada na Huambo, neste domingo, 17 de Agosto de 2025, em que abordou o tema: “o Papel da Juventude nas Eleições de 2027”, onde defendeu que o partido precisará no mínimo de 1 milhão de observadores eleitorais nas eleições de 2027, para o melhor controlo do voto.
De acordo com o responsável partidário, o seu partido precisará de ter um número muito superior de observadores eleitorais para 2027, muito maior que os 200 mil controlados pelo partido nas eleições de 2022, tal como revelou o líder político.
“Nós tivemos em 2022 cerca de 200 mil membros no controlo do voto à nível do país, controlados por nós, eram mais ou menos 200 mil”.
“Eu não estarei a exagerar se eu dizer que nós precisamos 1 milhão, no mínimo, para 2027”.
Para o responsável da UNITA o partido deverá ter o mesmo nível de observadores eleitorais nas cidades do litoral, nas cidades o interior, nas aldeias do litoral e do interior.
“O mesmo nível e competência nas mesas eleitorais. Nós não estivemos a esse nível nas eleições de 2022”, considerando a meta apontada, como um dos grandes desafios que tem que melhorar nas eleições de 2027, que é de multiplicar sobremaneira o número de pessoas envolvidas no controlo do voto, no incentivo ao voto e na segurança do voto.
O Presidente da UNITA apontou as dificuldades a ultrapassar que vão ao nível daquilo que são a constituição e o um conjunto de leis, ao nível daquilo que são as jogadas mil que se fazem, ao nível da reação quando alguém te diz: não tenho cópia para ti, e ela aceita, e vai embora sem cópia, ao nível da exigência da fixação dos resultados da Assembleia, ao nível daquele indivíduo de mesa que diz: eu não aceito assinar a acta, porque perdeu, e a pessoa aceita que aquele não assinou.
“Ao nível daquele que aceita a ameaça da polícia e que inclusive aceita sair e deixar o resultado sem levar a garantia do controlo e da contagem, nós temos que impedir que estas coisas ocorram, e isto a mim me diz que nós temos que ter uma enormíssima despesa, enormíssimo”.
“O que é que podemos fazer mais: mobilizar melhores quadros que a sociedade tem, para garantir a participação, para levar as pessoas para as mesas de voto, para antes garantirmos a vitória, não no durante”, disse o líder partidário.
“A sociedade tem que se mobilizar ela toda”, defendeu o Presidente da UNITA.