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Líder da UNITA apela as Forças de Defesa e Segurança a não se deixarem instrumentalizar por ninguém

Preidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, durante abertura do Seminário de Capacitação dos Deputados

O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, apelou às Forças de Defesa e Segurança nesta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, no Hotel Diamante em Luanda, durante a abertura do seminário de capacitação dos deputados do partido, a não permitirem nenhum eventual golpe estado artificial a mando do Presidente da República, para forçar um terceiro mandato.

Em reacção às preocupações de vários cidadãos nas redes sociais que cogitam uma suposta preparação de golpe de estado artificial por parte do Presidente da República, João Lourenço, para forçar um eventual terceiro mandato, pelo facto de não se ter despedido aos angolanos no seu discurso do Estado da Nação proferido na Assembleia Nacional, o líder da UNITA apelou   as Forças de Defesa e Segurança a não se deixarem instrumentalizar e afirma que são a garantia da estabilidade do país.

“Eu aqui, mais uma vez, deixo um apelo dirigido às Forças de Defesa e Segurança. São a garantia da estabilidade”.

“Não devem ser instrumentalizadas por contatos pequenas, por ânsias do pequeno grupo de manutenção do poder a qualquer preço. Angola pode muito mais do que está fazendo. E nós temos um projeto nacional”, considerou o responsável da UNITA e realçou também que o governo do partido vai trabalhar com todos.

De acordo com o responsável partidário, a UNITA tem insistido continuamente em ter independentes nas suas listas, mesmo quando a experiência é mal sucedida e muitos dizem aprendam, nós voltamos a insistir e continuamos a estar abertos e vamos continuar a estar abertos a trabalhar com outros, com os diferentes.

“O país é rico pela sua pluralidade, pela sua diversidade, e a UNITA insiste, a UNITA tem direito de apontar figuras, quadros para órgãos estratégicos do Estado”.

O Presidente da UNITA destacou o seu partido como a maior força política democrática do país e apelou a Comissão Nacional Eleitoral a fazer o mesmo.

“A UNITA, há um ano atrás, estava a partir para uma campanha eleitoral dentro do seu partido. Uma campanha que entregou à Comissão Eleitoral a sociedade civil. Quem organizou os boletins de voto que elegeram o Presidente da UNITA não foi um membro da UNITA, foram organizações de fora da UNITA, Organizações nacionais e estrangeiras, 36 organizações”.

“Na UNITA ninguém sabia onde é que os boletins foram feitos, como é que eles estariam, e foi em urnas transparentes com sindicatos, sindicatos de jornalistas, corpo diplomático, organizações não-governamentais, nacionais e internacionais”, disse o líder partidário, justificando que, o seu partido está a mostrar à sociedade que a Comissão Nacional Eleitoral tem que ser independente.

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