Liberty Chiyaka inocente do caso “ataque” no Palácio Presidencial

O Presidente do Grupo Parlamentar da UNITA, Liberty Chiyaka, não terá nenhum envolvimento directo na tentativa de destruir infra-estruturas públicas. Noticiou o correio da Kianda na sua edição desta segunda-feira 27 de Janeiro de 2025, por uma fonte fidedigna ligada ao processo, o político terá sido usado apenas, enquanto gestor das finanças do Grupo Parlamentar da UNITA, para apoiar os operativos, mas longe dos estrategas próximos ao “Galo Negro”.

De acordo com a fonte assegura que não obstante, o Ministério Público não trouxe elementos suficientes que envolvesse o político. “Havendo necessidade de trazer alguns responsáveis morais, poderão ser outras figuras da UNITA e não Liberty Chiyaka”, avançou o contacto que temos vindo a citar.

Fonte próxima aos familiares dos arguidos, sem gravar a conversa, disseram à Rádio Correio da Kianda que os actos preparatórios para destruir infra-estruturas públicas mencionadas, têm sustentabilidade, razão pela qual, a família do cabecilha estava de malas aviadas para a vizinha República da Namíbia, depois de se aperceber da detenção de um comparsa.

Um académico na província do Huambo, disse aos nossos microfones que tem informação privilegiada sobre o assunto, lamentavelmente, alguns encontros que visavam a concertação dos mecanismos como lograr êxitos na pretensa acção, ocorria num restaurante conhecido ao nível da antiga cidade Vida ou Nova Lisboa.

Já, os especialistas convidados a comentar a tentativa de destruir instituições estratégicas do Estado angolano, no programa Capital Central, mostraram-se divididos.

Para o especialista em Gestão e Administração Pública, Denílson Duro, pensa que a designação dos alegados actos preparatórios para a prossecução do crime é desproporcional, aos que se podem configurar como terroristas, e considera que o Serviço de Investigação Criminal não soube comunicar, embora haja factos, mas, a comunicação do SIC beliscou a essência do facto, dando margem de dúvidas aos citados.

Por seu turno, o cientista político Eurico Gonçalves disse que os arguidos gozam da presunção de inocência, mas encarou os elementos constantes no processo como contundentes e irrefutáveis.

Entretanto, espera que a equipa de causídicos, liderada pelo conhecido advogado David Mendes, venha contrapor os factos aduzidos pelo Ministério Público.

Um grupo de cidadãos angolanos, com ramificações estrangeiras, está a ser acusado de planear explodir o Palácio Presidencial, na Cidade Alta, em Luanda, durante a visita do presidente Joe Biden, em Dezembro último. Pretendia, igualmente, explodir a Refinaria de Luanda, mais propriamente na zona onde se encontram os reservatórios de combustíveis.

A informação da acusação do Ministério Público, consta do processo número 82,231/24, e envolve os cidadãos nacionais, João Gabriel Delcino, Domingos Gabriel Luecalia, Cresceniano Capamba, Arão Rufino Eduardo Calala, Adelino Camolombo Bacia e Francisco Ngunga Ngunbi.

 

 

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