O Secretário-Geral da UNITA, Álvaro Chikwamanga Daniel, defendeu durante a apresentação da mensagem de exaltação ao Presidente Fundador do Partido, Jonas Malheiro Savimbi, como um intelectual de visão estratégica, quando apresentava a mensagem de exaltação, na abertura do XIV Congresso da UNITA que decorre até este domingo, 30 de Novembro, na província de Luanda, no Complexo Sovsmo, município de Viana.
“Savimbi foi um intelectual de origem modéstia, assumindo para si a difícil missão de defender os interesses dos mais fracos. Recusou a lógica da dependência, combateu o paternalismo internacional, e procurou sempre afirmar Angola, como sujeito activo, na sua própria história”, disse o Secretário-Geral da UNITA, acrescentando que, “fundou a UNITA aos 32 anos de idade, e dirigiu-a sabiamente durante 36 anos, lutando no interior de Angola ao lado das populações”.
“A sua visão estratégica, a sua consciência histórica, fizeram dele um homem que lia o tempo e projetava-o para o futuro”.
“Deixou marcas inapagáveis no processo que culminou com a independência nacional, proclamada a 11 de Novembro de 1975”, disse Álvaro Chikwamanga, para quem, “com a sua perspicácia política, seu gênio diplomático, sensibilidade profundamente patriótica, promoveu a reconciliação entre os então Movimentos de Libertação Nacional, MPLA, FNLA, UNITA, na antiga cidade do Luso, hoje a Luena; na cidade de Kinshasa, na então República do Zaire, em Mombaça, no Quénia, momentos que testemunharam o compromisso para a unidade entre os angolanos naquela fase crucial da história de Angola.
De acordo com Álvaro Chikwamanga Daniel, a sua têmpera, a firmeza de sua carácter, a clareza com que via o papel da África no conceito das nações, colocaram-na ao lado dos grandes percursores do pan-africanismo.
“Jonas Savimbi acreditava que a dignidade africana não se negociava, que o progresso não se importava e a independência existia quando o povo tinha voz e poder de esperança”.
“Face à ingerências estrangeiras em Angola, Jonas Savimbi envidou esforços com vista a evitar a guerra civil, desdobrando-se em contatos diplomáticos, políticos, com preeminentes líderes africanas, como o veterano queniano Jomo Kenyata, naquela que foi a Cimeira de Nakuru, última esperança”, disse o número 3 da UNITA.
“Pelo seu empenho nos esforços contra a guerra civil entre angolanos, o doutor Jonas Malheiro foi cognominado o Mwata da Paz”.
“A guerra civil foi inevitável, mas a paz militar que Angola desfruta hoje teve um contributo inconfundível de Jonas Savimbi, que se patenteia na tentativa de entendimento de Bagdolite na República do Zaire, nos acordos de paz de Bicesse, no protocolo de Lusaka, na Cimeira de Libreville I e Libraville II, na República de Gabão, na Cimeira de Bruxelas, entre outros”, afirmou Álvaro Chikwamanga.
“O doutor Jonas Malheiro Savimbi é o cofundador do estado democrático em Angola, por ter resistido e vencido o sistema marxista-leninista que se instaurara em Angola no período entre 1975 a 1991”.
“Dirigente político e diplomático, estratégia da craveira internacional, Savimbi conduziu a luta patriótica e revolucionária de libertação de Angola, ao que foi chamado, nas chancelarias internacionais, de “combatente pela liberdade”, disse o Secretário-Geral da UNITA.
Para Álvaro Chikwamanga, Jonas Savimbi defendeu igualmente que o doutor Savimbi “legou ao povo angolano a União Nacional para a Independência Total de Angola, unida. Um instrumento de luta que se reúne no seu XIV Congresso Ordinário, fito na concretização do seu projeto político”.
“Realizar o XIV Congresso da UNITA é também celebrar a memória do seu fundador, uma figura viva que o tempo não diminui a sua estrutura, não dilui a sua influência, não apaga a sua presença”, sustentou Álvaro Chikwamanga Daniel.
O XIV Congresso Ordinário da UNITA que decorre sob lema: “Unidos pela Alternância, Estabilidade e Desenvolvimento”, que junta representantes governamentais, dos partidos políticos no país, representações dos exterior do país, diplomatas e convidados nacionais e internacionais destacadamente de Moçambique, Cabo Verde, Namíbia, representante da organização do IDC-CDI a qual o actual Presidente da UNITA é Vice-Presidente e distintas individualidades da sociedade civil, religiosas e tradicionais.