Precisamos de investir seriamente na educação, porque nenhuma nação se desenvolve na ignorância. Precisamos de industrializar as nossas economias para deixar de exportar apenas matéria-prima e importar pobreza.
Precisamos de valorizar a agricultura, a ciência, a tecnologia e o talento da juventude africana. Precisamos de tribunais independentes, imprensa livre e eleições transparentes. Precisamos devolver o Estado ao cidadão.
A África não pode continuar a ser um arquipélago de 55 ilhas isoladas. Não podemos ter mercados fragmentados, alfândegas que aprisionam em vez de libertar, e barreiras que impedem a nossa juventude de circular livremente na casa-mãe.
É preciso acelerar a criação de uma verdadeira zona de comércio livre continental, construir corredores logísticos que liguem o Índico ao Atlântico.
A integração económica africana não é uma opção, é um imperativo de sobrevivência. A Área de Livre Comércio Continental Africana representaria um mercado de 1,3 mil milhões de pessoas e uma oportunidade única para impulsionar a industrialização e o comércio intra-africano, servindo tanto a ambição global como a regional.
A isso, associado ao fortalecimento da boa governação são os alicerces para um futuro diferente. Como costumo afirmar, o desenvolvimento sustentável assenta num triângulo sagrado: Democracia, Boa Governação e Conhecimento.



