O governo angolano e os países da região austral da África comemoraram neste domingo 23 de Março de 2025, 30 anos da batalha do Cuito Cuanavale, e 4 anos do Dia da Libertação da região, uma narrativa considerada pelo General na reforma, Abílio Kamalata Numa, como sendo uma invenção do MPLA.
A data assinala 30 anos da batalha considerada o maior confronto militar da guerra civil angolana, que durou de 1887 e 23 de Março de 1988.
O General na reforma, que falava em exclusivo à Rádio Despertar, neste sábado, 22 do mês corrente, a respeito da celebração, afirma que, a batalha do Cuito Cuanvale só ficou politicamente na cabeça do MPLA, e a nível internacional não teve nenhum impacto.
De acordo com o também Secretário Nacional para os Antigos Combatentes, que discorda a versão passada pelo partido no poder, a batalha do Cuito Cuanavale surgiu como ficção do MPLA para justificar apenas a razão da guerra que fez em Angola.
“Esta batalha é uma ficção, é criação do MPLA”, diz Kamalata Numa, para quem, o que houve são batalhas que se deram nesse período por razões próprias: uma que é de ocupação de Mavinga, e depois disso largar para a Jamba e ocupar a Jamba; nesta altura matar a resistência democrática que estava a ser feita em Angola.
“O MPLA nunca conseguiu isso; o MPLA nunca ocupou a Jamba, o MPLA nunca ocupou Mavinga, e ficou-se pela batalha do Cuito Cuanavale”.
Segundo o General, nós tivemos a guerra em Angola, porque violou-se o Acordo de Alvor; é a razão principal, diz Kamalata Numa, para quem, a materialização do acordo de Alvor levaria Angola a fazer as primeiras eleições democráticas em África, e transformaria Angola no estado democrático de direito já em 1975.
“Nós entraríamos para a independência à 11 de Novembro já como um país democrático. Foi isso que o MPLA violou”.