UNITA – ANGOLA https://unita-angola.co.ao/ Site Oficial da UNITA Wed, 02 Apr 2025 15:11:54 +0000 pt-PT hourly 1 https://i0.wp.com/unita-angola.co.ao/wp-content/uploads/2023/03/galo_negro-removebg-preview-1.png?fit=32%2C26&ssl=1 UNITA – ANGOLA https://unita-angola.co.ao/ 32 32 218115973 Conferência de Imprensa do GPU sobre o balanço das XII Jornadas Parlamentares https://unita-angola.co.ao/conferencia-de-imprensa-do-gpu-sobre-o-balanco-das-xii-jornadas-parlamentares/ https://unita-angola.co.ao/conferencia-de-imprensa-do-gpu-sobre-o-balanco-das-xii-jornadas-parlamentares/#respond Wed, 02 Apr 2025 15:11:24 +0000 https://unita-angola.co.ao/?p=21271 Povo angolano, População de Cabinda, Senhoras e senhores jornalistas. Bom dia a todos! Ontem, domingo, 30 de Março de 2025, terminaram as XII Jornadas Parlamentares do Grupo Parlamentar da UNITA. O último dia das Jornadas foi dedicado ao convívio com as diversas comunidades religiosas da sociedade de Cabinda, nos 10 municípios da Província, pois é […]

The post Conferência de Imprensa do GPU sobre o balanço das XII Jornadas Parlamentares appeared first on UNITA - ANGOLA.

]]>
Povo angolano,

População de Cabinda,

Senhoras e senhores jornalistas.

Bom dia a todos!

Ontem, domingo, 30 de Março de 2025, terminaram as XII Jornadas Parlamentares do Grupo Parlamentar da UNITA. O último dia das Jornadas foi dedicado ao convívio com as diversas comunidades religiosas da sociedade de Cabinda, nos 10 municípios da Província, pois é nossa profunda convicção que nenhuma obra humana pode ser bem-sucedida se não tiver bênção de Deus.

Hoje vimos apresentar aos angolanos, em particular à população de Cabinda, o balanço das actividades desenvolvidas junto do eleitorado do Círculo Eleitoral Provincial de Cabinda, durante o período de 26 a 30 de Março do corrente ano, sob o lema; “ – Ç Ã”

Foram deputações patrióticas de reafirmação do nosso comprometimento com as aspirações de paz, democracia, liberdade, justiça social, dignidade, prosperidade, desenvolvimento e felicidade.

As jornadas realizaram-se nos termos dos artigos 24º, 46.º 105.º e 106.º do Regimento da Assembleia Nacional, que conferem aos Deputados e aos Grupos Parlamentares direitos e deveres de trabalharem junto do eleitorado e nos Grupos de Deputados Residentes, durante a quarta semana de cada mês.

O Grupo Parlamentar definiu 5 objectivos principais e um objectivo específico:

Agradecer a confiança do Povo de Cabinda, depositada na UNITA (FPU), nas eleições gerais de Agosto de 2022 e reafirmar o nosso compromisso de representar fielmente o povo angolano;

⁠Aprofundar o conhecimento sobre a realidade política, social, económica, cultural e histórica de Cabinda;

Exercer a missão de fiscalização e controlo da Administração Pública;

⁠Consolidar a relação afectiva entre o Povo de Cabinda e o Grupo Parlamentar da UNITA;

Conviver com as comunidades, compartilhar expectativas, desígnios e confiança num futuro de Governação Inclusiva e Participativa;

Objectivo específico: dialogar com as lideranças locais, auscultar os movimentos reivindicativos e a sociedade civil sobre o Projecto de Lei da Autarquia Supramunicipal de Cabinda.

RESULTADOS E CONSTATAÇÕES

Os objectivos definidos foram integralmente alcançados; as actividades previstas foram realizadas. A população de Cabinda manifestou efusivamente sua hospitalidade, cortesia, alegria, entusiasmo e força da sua cultura e identidade africanas, ao longo das deputações realizadas nos municípios de Belize, Buco Zau, Cabinda, Cacongo, Liambo, Massabi, Miconje, Tando Zinze, Necuto e Ngoio.

Percorremos centenas de quilómetros de estradas, muitas delas esburacadas e em péssimo estado de conservação. Dialogámos com toda a gente: autoridades governamentais, autoridades tradicionais, autoridades eclesiásticas, representantes de movimentos reivindicativos, líderes da sociedade civil e de associações profissionais, estudantes, professores, jovens e idosos, homens e mulheres.

Visitámos hospitais, orfanatos, escolas e mercados, regedorias, projectos públicos, locais históricos, centros de produção de energia eléctrica e tratamento de água etc.

Analisámos o impacto da corrupção no desenvolvimento socioeconómico de Cabinda e as externalidades positivas e negativas do petróleo. Fazendo jus aos nossos princípios, valores e vocação de servir com sensibilidade humana, partilhámos parte dos nossos rendimentos com algumas comunidades desfavorecidas.

Constatámos que em Cabinda existe uma guerra atroz. Não se pode falar de paz efectiva em Angola enquanto numa parte do País muitas famílias continuam a chorar pelos seus entes queridos vítimas da guerra, outras impedidas de trabalhar nos seus campos e forçadas a abandonar as suas aldeias. Em Cabinda vive-se um clima de medo e de perseguição aos activistas cívicos e uma cultura de hostilidade aos adversários políticos. Não se pode falar de paz quando as pessoas passam fome, morrem de fome. Outras sobrevivem com menos de 1 dólar americano.

O sistema de governação concentrado e centralizado está esgotado, pois coloca o Povo muito distante dos governantes e dos benefícios dos seus abundantes recursos locais. O Estatuto Especial de Cabinda é um logro, pois as populações de Cabinda não elegem os governantes locais nem aprovam regulamentos no interesse das comunidades locais. O dinheiro e a riqueza produzidos em Cabinda não beneficiam a grande maioria do Povo angolano, muito menos a população local. Cabinda é o rosto da pobreza, da má governação central, das extremas desigualdades sociais, das assimetrias regionais;

Cabinda é o rosto da fome, da miséria, do lixo e dos projectos públicos falhados.

Os cidadãos locais são maltratados por estrangeiros, sob o olhar impávido das autoridades. Os recursos naturais não estão a beneficiar o Povo. Os sobas locais têm subsídios de indigência entre 12.000 e 25.000 kwanzas. A maioria da juventude está desempregada, os transportes públicos são praticamente inexistentes. O sistema de educação e ensino oferece poucas oportunidades e alternativas. Os estudantes e trabalhadores fazem longas caminhadas a pé.

Constatámos também, junto da Associação dos Pescadores, que a vida das famílias piorou desde que foi encerrado o kikumba.

Um governo quando toma uma medida deve criar alternativas imediatas para não estagnar a vida das populações. Fecharam o kikumba, a actividade económica das populações estagnou e a vida das famílias que dependem desta actividade piorou.

Cabinda vive e sobrevive das importações e do comércio transfronteiriço. Quase tudo o que se consome é importado, mas a classe empresarial local é incipiente, partidarizada e condicionada aos interesses do Regime.

Minhas senhoras e meus Senhores.

Muitos cidadãos queixam-se da débil prestação dos serviços no sector da saúde; há falta de medicamentos nos hospitais; a corrupção é institucionalizada e a impunidade é estimulada.

A consciência cívica dos cidadãos de Cabinda aumentou. A sociedade está claramente dividida entre os que defendem a AUTONOMIA e os que querem autodeterminação política. Ninguém quer o famigerado Estatuto Especial. A maioria da sociedade enalteceu a iniciativa do Grupo Parlamentar da UNITA sobre o Projecto de Lei da Autarquia Supramunicipal de Cabinda, pois deverá conferir autonomia política, administrativa, financeira, económica e fiscal.

Consolidámos a nossa convicção e determinação de que Angola precisa de um novo sistema de governação, uma nova economia, uma nova cultura de governação, uma nova liderança e uma visão transformadora fundada na ambição de fazer de Angola um País desenvolvido, moderno, democrático e de direito, de liberdade, de justiça social, livre do medo, livre da fome, livre da pobreza, livre da corrupção, livre da exclusão e livre do analfabetismo.

 

Discurso de abertura das XII Jornadas Parlamentares, pelo Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior
Discurso de abertura das XII Jornadas Parlamentares, pelo Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior

 

Senhoras e senhores jornalistas

Com enorme satisfação, constatámos que a sociedade civil de Cabinda, os movimentos reivindicativos e a população em geral, todos, querem paz e defendem diálogo inclusivo para a resolução do problema político-militar e histórico de Cabinda, por isso, o Grupo Parlamentar da UNITA vai submeter à Assembleia Nacional um Projecto de Resolução para exigir o fim imediato e incondicional, das hostilidades militares em Cabinda, o início imediato das negociações de paz entre o Governo de Angola e os movimentos independentistas de Cabinda liderados pela FLEC-FAC de Emanuel Nzita e Alexandre Tati.

Senhoras e senhores jornalistas.

Esta é a síntese das Jornadas Parlamentares na Província de Cabinda: consolidámos a representação efectiva dos desígnios e das expectativas do Povo de Cabinda; reforçámos a confiança das populações de Cabinda na capacidade representativa, legislativa e fiscalizadora do Grupo Parlamentar da UNITA; e obtivemos contribuição relevante da sociedade de Cabinda para o Projecto de Lei da Autarquia Supramunicipal de Cabinda.

Registámos com apreço as inúmeras manifestações de carinho dos cidadãos de Cabinda, bem como a sua vontade inabalável de trabalhar com a UNITA (FPU) para a alternância do poder em 2027 e consequente mudança de governação, de vida e expectativas no futuro de segurança, confiança e prosperidade.

Angolanas e angolanos,

População de Cabinda.

Em nome dos Deputados, assessores, assistentes e funcionários do Grupo Parlamentar da UNITA, aproveito a ocasião para manifestar ao Povo de Cabinda o nosso apreço pela hospitalidade demonstrada e pelo encorajamento que nos deu para prosseguir o caminho da consolidação do Estado Democrático e de Direito e em prol da construção da Nação angolana.

Expressamos o nosso reconhecimento a todas as entidades públicas e privadas que asseguraram e garantiram a boa realização das Jornadas Parlamentares em Cabinda.

Povo de Cabinda!

Apesar de constrangimentos que enfrentamos em relação ao alojamento e transporte, uma palavra de gratidão ao Governo Provincial de Cabinda e às Administrações Municipais pela colaboração institucional e naquilo em que foram capazes de apoiar do ponto de vista institucional.

Aos órgãos de Defesa e Segurança (Polícia Nacional), envolvidos na garantia da ordem, segurança, protecção das entidades e património móvel envolvido na organização, expressamos a nossa gratidão pela dedicação republicana empenhada.

Ao Gabinete Local da Assembleia Nacional, expressamos a nossa gratidão pelo apoio institucional.

À Comissão Organizadora das XII Jornadas Parlamentares, aos Secretariados Provinciais e Municipais, membros, amigos e simpatizantes da UNITA e Bloco Democrático (BD), aos jornalistas, motoristas e todo pessoal de apoio, a nossa enorme gratidão pelo esforço e comprometimento.

À liderança da Frente Patriótica Unida, na pessoa do Sr. Presidente da UNITA e do Sr. Presidente do BD, o nosso reconhecimento pela motivação e pelo apoio político, material e financeiro para o êxito das XII Jornadas Parlamentares.

Deus abençoe Angola, o seu Povo, a sua diversidade sociológica e cultural!

Cabinda, 31 de Março de 2025

Grupo Parlamentar da UNITA

  

 

The post Conferência de Imprensa do GPU sobre o balanço das XII Jornadas Parlamentares appeared first on UNITA - ANGOLA.

]]>
https://unita-angola.co.ao/conferencia-de-imprensa-do-gpu-sobre-o-balanco-das-xii-jornadas-parlamentares/feed/ 0 21271
O Clímax do Mundo dos Valores Políticos https://unita-angola.co.ao/o-climax-do-mundo-dos-valores-politicos/ https://unita-angola.co.ao/o-climax-do-mundo-dos-valores-politicos/#respond Tue, 01 Apr 2025 15:02:57 +0000 https://unita-angola.co.ao/?p=21266 Carlos Kandanda Os valores políticos da liberdade, da justiça, da igualdade e da solidariedade, que dominaram a guerra-fria, perderam gradualmente o seu impacto, como factores essenciais da ordem democrática. Sucede que, no rescaldo da guerra-fria, o socialismo asiático transformou-se numa oligarquia burguesa, que se enraizou rapidamente no mercado ocidental, adaptando-se aos instrumentos da acumulação de […]

The post O Clímax do Mundo dos Valores Políticos appeared first on UNITA - ANGOLA.

]]>
Carlos Kandanda
Os valores políticos da liberdade, da justiça, da igualdade e da solidariedade, que dominaram a guerra-fria, perderam gradualmente o seu impacto, como factores essenciais da ordem democrática. Sucede que, no rescaldo da guerra-fria, o socialismo asiático transformou-se numa oligarquia burguesa, que se enraizou rapidamente no mercado ocidental, adaptando-se aos instrumentos da acumulação de capitais do sistema ocidental.
Como sabemos, no final da guerra-fria houve uma grande abertura do mercado internacional. Os capitalistas ocidentais aproveitaram desta oportunidade para entrar rapidamente dentro dos mercados asiáticos, com investimentos avultados, em termos de tecnologias, recursos financeiros e know-how. Além da acumulação de capitais, isso alavancou a industrialização e a modernização das economias asiáticas, com destaque, da China e da Rússia.
Importa notar que, a integração do mercado internacional gerou uma classe capitalista multinacional, que possui o poder financeiro e tecnológico formidável. Esta classe capitalista tem a sua identidade sociocultural, assente na doutrina oligárquica, opondo-se aos valores democráticos que assentam nos Direitos Fundamentais do Homem.
A oligarquia, de modo geral, se trata de um regime (governo) em que os poderes políticos e económicos estão concentrados nas mãos de pequeno número de indivíduos ou de poucas famílias. O partido-estado faz parte da oligarquia, concentra todos os poderes num pequeno número de indivíduos ou de famílias. Este fenómeno é mais evidente em Angola, agravado pelo sistema totalitário do partido único que prevaleceu no país desde 1975.
Na era actual da inteligência artificial esta doutrina passa pela automação e robotização da cadeia de produção e de serviços. Embora as novas tecnologias ofereçam muitas vantagens no sistema produtivo, mas elas têm o potencial muito grande de afastar os seres humanos dos mercados de trabalho. Nesta condição, os seres humanos, afastados do mercado de trabalho, não apenas perdem o poder económico, mas sobretudo, eles perdem igualmente a capacidade de disputar eficazmente o poder político.
Para ser mais concreto, a guerra da Ucrânia e as transformações políticas que ocorrem nos Estados Unidos da América revelam-nos explicitamente as fragilidades das instituições democráticas perante o poder económico, financeiro e tecnológico de uma oligarquia capitalista.
Acima disso, o caso da Ucrânia, revela-nos igualmente como os poderes económico, tecnológico e militar são capazes de se impor sobre o direito internacional e de tornar inválida a soberania de outros Estados, menos poderosos. O que tivera ocorrido na Conferência de Berlim (15/11/1884 – 26/02/1885) esteja a repetir-se na Ucrânia, em que, o destino de um Povo e de uma Nação são decididos na sua ausência na Mesa Negocial.
Paradoxalmente, isso acontece num cenário do qual os termos estão invertidos: o agredido passa a ser o agressor – imputando-lhe todas as responsabilidade da guerra. Tudo isso está impulsionado pela supremacia e pela geopolítica mundial – inviabilizando as Nações Unidas e o Direito Internacional.
A conjuntura actual do mundo assemelha-se ao período entre 1933 e 1939 quando a República de Weimar (09/11/1918 – 23/03/1933) entrou em colapso, seguida da ascensão (Janeiro de 1933) ao poder do Partido NAZI, do Adolfo Hitler, que desencadeou a Guerra Mundial II em 1939, e que terminou em 1945.
Em paráfrase, ainda quando olhamos bem a este contexto global, veremos que os valores políticos da democracia plural estão em declínio, enfrentando grandes desafios, postos em causa pelas próprias democracias avançadas, como dos Estados Unidos e da União Europeia.
Em contraste, o autoritarismo e o totalitarismo estão em plena ascensão. Seja qual for, na minha leitura pessoal, os valores democráticos atingiram o clímax na disputa renhida entre o pluralismo e o autoritarismo. Porém, tudo dependerá de um conjunto de factores políticos e económicos entre os Estados Unidos, China e Rússia.
Repare que, a oligarquia burguesa faz parte da extrema-direita ou da extrema-esquerda. Ambos têm a mesma visão estratégica do mundo, que busca a acumulação de capitais e a centralização dos poderes políticos, económicos, financeiros e judiciários nas mãos de um grupo pequeno de magnatas, que dominam o mercado internacional e as tecnologias mais avançadas.
Nos países como Angola, do partido-estado, a democracia está cativa, manipulada e instrumentalizada pelo partido-estado, que domina os poderes político, económico, judiciário, militar e informação. O sistema eleitoral está totalmente sob controlo do partido-estado, em todos os domínios. Os partidos políticos angolanos estão dependentes dos recursos financeiros do partido-estado, que condiciona a natureza da ordem democrática.
Os mercados internos e externos, e o acesso aos mercados de trabalho, aos investimentos, aos créditos bancários e às divisas estão altamente partidarizados e vedados aos cidadãos angolanos que não fazem parte das famílias da oligarquia partidária. Isso faz parte da doutrina do partido-estado, como forma de criar o sistema seletivo e fechado de enriquecimento ilícito, de manutenção do poder, de dominação, de dependência e de tráfico de influências. Ou seja, isso enquadra-se na teoria da «acumulação primitiva de capitais», isto é, do capitalismo selvagem. Na verdade, este é o «cerne da corrupção institucional» e sistémica do partido-estado angolano.
Portanto, sem a alteração significativa deste quadro, acima exposto, como é possível estabelecer o «equilíbrio» que permita que haja a concorrência democrática e a transparência dos processos eleitorais? Esta é a grande questão que desafia a democracia angolana, e que, os partidos políticos angolanos, conscientes desta realidade, tentam esquivar a sua abordagem de uma forma aberta, realista e incisiva. Na minha opinião pessoal, o povo deve estar bem informado para que ele seja parte do problema e seja parte da solução.
Pelo contrário, temos a tendência em Angola de ocultar as coisas e de cantar as vitórias antecipadas. Enquanto, na realidade estamos cientes dos grandes obstáculos existentes para alcançar a alternância democrática. A questão fundamental não consiste em alcançar o poder ou de ser parte do poder dentro do sistema do partido-estado. Em contraste, o dilema consiste em como desmantelar o Partido-Estado que inviabilizou o país durante 50 anos – desde 1975.
Em fim, ainda interrogo-me, quais são as formulas mais viáveis para alterar o status quo, sem correr o risco de cair em coligações vulneráveis e armadilhadas? Não estaremos novamente perante o GURN que terminou em consolidar o partido-estado e torná-lo todo poderoso? Esta é a minha preocupação como cidadão angolano? Pois, não adianta tapar o sol com a peneira.
Luanda, 01 de Abril de 2025.

The post O Clímax do Mundo dos Valores Políticos appeared first on UNITA - ANGOLA.

]]>
https://unita-angola.co.ao/o-climax-do-mundo-dos-valores-politicos/feed/ 0 21266
Visita a Embaixada Belga https://unita-angola.co.ao/visita-a-embaixada-belga/ https://unita-angola.co.ao/visita-a-embaixada-belga/#respond Tue, 01 Apr 2025 09:49:25 +0000 https://unita-angola.co.ao/?p=21257 Tivemos ontem a oportunidade de sermos recebidos em audiência pelo Embaixador do Reino da Bélgica em Angola, Stéphane Doppangne, com quem analizamos a realidade angolana, bem como o actual conflito na região dos Grandes Lagos, com realce para a RDC.

The post Visita a Embaixada Belga appeared first on UNITA - ANGOLA.

]]>
Tivemos ontem a oportunidade de sermos recebidos em audiência pelo Embaixador do Reino da Bélgica em Angola, Stéphane Doppangne, com quem analizamos a realidade angolana, bem como o actual conflito na região dos Grandes Lagos, com realce para a RDC.

The post Visita a Embaixada Belga appeared first on UNITA - ANGOLA.

]]>
https://unita-angola.co.ao/visita-a-embaixada-belga/feed/ 0 21257
Líder juvenil apela a juventude a assumir as ruas para protestos pacíficos e mobilização https://unita-angola.co.ao/lider-juvenil-apela-a-juventude-a-assumir-as-ruas-para-protestos-pacificos-e-mobilizacao/ https://unita-angola.co.ao/lider-juvenil-apela-a-juventude-a-assumir-as-ruas-para-protestos-pacificos-e-mobilizacao/#respond Sun, 30 Mar 2025 20:55:02 +0000 https://unita-angola.co.ao/?p=21228 A Juventude Unida Revolucionária de Angola – JURA, organização juvenil da UNITA, promoveu neste sábado, 29 de março de 2025 em Luanda, no Complexo-Sovsmo em Viana, um encontro de reflexão com a juventude do seu partido e a juventude de Luanda em geral, para falar sobre a juventude e da actual situação do país, bem […]

The post Líder juvenil apela a juventude a assumir as ruas para protestos pacíficos e mobilização appeared first on UNITA - ANGOLA.

]]>
A Juventude Unida Revolucionária de Angola – JURA, organização juvenil da UNITA, promoveu neste sábado, 29 de março de 2025 em Luanda, no Complexo-Sovsmo em Viana, um encontro de reflexão com a juventude do seu partido e a juventude de Luanda em geral, para falar sobre a juventude e da actual situação do país, bem como do seu partido.

Na oportunidade o Secretário-Geral da JURA Nelito Ekuikui denunciou manobras do partido no poder, o MPLA, para se manter no poder, e apelou a juventude a assumir o seu verdadeiro papel de protestos pacíficos mobilização do povo e a conquista da verdadeira democracia país, bem como a mudança de regime no país.

Nelito Ekuikui defendeu que o partido no poder cria sempre distrações quando se está a caminho das eleições, para se manter no poder, revelando que quando eles estão fragilizados, mas a um dado momento a partir das suas instituições, eles criam artifícios de isolar-se e transferir a luta para o povo e os partidos políticos.

O líder juvenil apontou para anulação do XII Congresso da UNITA de 2019, ocorrido em Outubro de 2021, e actualmente a colação do Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior e o líder parlamentar do Partido, Liberty Chiyaka, no julgamento do caso de tentativa de actos de terrorismo ocorrido no Huambo, no entanto sem nenhuma prova.

De acordo com o responsável juvenil, nós estamos perante um poder autocrático que usa as instituições ao seu benefício, recordando que, o processo no Huambo encerrou mas eles estão a dizer que vai continuar, politicamente vai continuar porque, disse Nelito Ekuikui, interessa o debate político para que não debatamos a corrupção endémica, para que não debatamos a falta de cultura democrática em Angola.

Nelito Ekuikui pediu aos jovens presentes e a juventude angolana no geral a não perder tempo com o que não é essencial, e focar-se na luta contra a autocracia, considerando que o problema de Angola não é o PRA-JA, o Bloco Democrático, a UNITA, disse o dirigente, afirmando que, o problema de Angola é o MPLA.

O responsável da JURA apelou a juventude que enquanto ele está a falar do processo, a lembrar que o Presidente da República prometeu combater o nepotismo, mas nomeou a sua filha para Presidente da BODIVA, que na AGT desviaram 7 mil milhões de Kwanzas, que no INAGB desviaram também dinheiro.

Nelito Ekuikui apelou igualmente a juventude angolana e em particular do seu partido a assumir o seu papel de juventude guerreira e revolucionária, disse o líder juvenil, que entende que a juventude assumir o seu papel é assumir as ruas.

Para Nelito Ekuikui, “assumir o nosso papel é assumir as ruas para fazer protestos, para fazer marchas, para fazer mobilização”, disse o líder juvenil, considerando ser este o papel da juventude, a qual classifica como uma juventude que não se acomoda, uma juventude afirma, que sabe o que quer e que sabe onde vai.

The post Líder juvenil apela a juventude a assumir as ruas para protestos pacíficos e mobilização appeared first on UNITA - ANGOLA.

]]>
https://unita-angola.co.ao/lider-juvenil-apela-a-juventude-a-assumir-as-ruas-para-protestos-pacificos-e-mobilizacao/feed/ 0 21228
Presidente da UNITA defende que governar é proximidade, sentir e respeitar o povo https://unita-angola.co.ao/presidente-da-unita-defende-que-governar-e-proximidade-sentir-e-respeitar-o-povo/ https://unita-angola.co.ao/presidente-da-unita-defende-que-governar-e-proximidade-sentir-e-respeitar-o-povo/#respond Fri, 28 Mar 2025 14:49:47 +0000 https://unita-angola.co.ao/?p=21225 O Grupo Parlamentar da UNITA prosseguiu nesta quinta-feira, 27 de Março de 2025, no segundo dia de trabalho nas XII jornadas parlamentares que realiza na província de Cabinda,  com a abertura oficial pelo Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, que louvou a escolha da província pelo Grupo Parlamentar, que nas eleições passadas de 2022, o […]

The post Presidente da UNITA defende que governar é proximidade, sentir e respeitar o povo appeared first on UNITA - ANGOLA.

]]>
O Grupo Parlamentar da UNITA prosseguiu nesta quinta-feira, 27 de Março de 2025, no segundo dia de trabalho nas XII jornadas parlamentares que realiza na província de Cabinda,  com a abertura oficial pelo Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, que louvou a escolha da província pelo Grupo Parlamentar, que nas eleições passadas de 2022, o partido conseguiu obter 5 deputados.

Na ocasião, o Presidente da UNITA reconheceu a indicação da província como uma justa retribuição à confiança do povo, por serviços, diálogo, entrega, e reconheceu o exemplo do seu partido na proximidade com o povo, afirmando que governar é proximidade, é sentir e respeitar o povo.

De acordo com o líder da UNITA, o Grupo Parlamentar da UNITA deu indicação de estar atento, e veio a Cabinda para demonstrar que essa deve ser uma relação de receber e retribuir, recebeu confiança, e deve retribuir em serviços e deve estar sempre ao serviço do povo, permanentemente ao serviço de quem merece; estar ao serviço das comunidades, procurar a proximidade com o povo, ganhar o voto do povo, e retribuir permanentemente em entrega, em diálogo, em reforço das relações de confiança.

Para o responsável partidário, enquanto o estado completa cinquenta anos de independência, é uma oportunidade para os eleitos do povo, e com contribuições das elites locais, fazerem o balanço do impacto dos 50 anos de governação do MPLA, na vida das populações de Cabinda, uma terra produtora de petróleo e de muitas outras riquezas, mas que não é feliz.

“Julgo também ser uma oportunidade para a reavaliação do estatuto de Cabinda na perspectiva do poder local, na perspectiva da autonomia, que tanto esperamos”, disse o Presidente da UNITA, realçando que, a UNITA é pela implementação das autarquias locais em  todo o país, um desiderato da democracia participativa, constitucional, que só não sai do papel por falta de vontade política do regime no poder.

Na oportunidade, o Presidente da UNITA disse acreditar que o povo mbinda deseja efectivamente a institucionalização do poder local, com vista a resolução dos seus problemas específicos, para que os problemas específicos, para que os problemas como a falta de escolas, inadequada assistência médico-medicamentoso, de saneamento básico, inexistência de estradas com qualidade, de emprego para os jovens, para um bom ambiente de negócios para que todos tenham direitos sociais e políticos.

O líder partidário voltou a denunciar as contratações simplificadas efectuadas pelo Presidente da República desde 2018 a 2024, que de acordo com a revelação do Presidente da UNITA, custaram ao país mais de 32 bilhões e 700 milhões de dólares.

De acordo com o responsável da UNITA, sobre as contratações públicas sem concursos, que têm sido infelizmente rubricadas por pelo titular do poder executivo, em catadupa  e num ritmo frenético, foram gastos desde 2018 a Dezembro de 2024, só em contratação simplificada, o equivalente à 32 700 323 000 dólares, essa é a forma correcta de dizer.

“A outra forma de se dizer são 32 bilhões e 700 milhões de dólares. Só em contratação simplificada, sem concursos públicos”, disse Adalberto Costa Júnior.

Para o líder da UNITA, defendeu que o seu partido tem sido um bom exemplo de proximidade com o povo que muitos tentam imitar, por considerar que governar é proximidade, sentir, respeitar, é não esquecer que amanhã fora do poder não deve existir os medos.

As XII Jornadas Parlamentares da UNITA que decorrem desde o dia 26 de março de 2025 vão até ao dia 30 do corrente mês, e contra com os 90 deputados do Grupo Parlamentar da UNITA.

The post Presidente da UNITA defende que governar é proximidade, sentir e respeitar o povo appeared first on UNITA - ANGOLA.

]]>
https://unita-angola.co.ao/presidente-da-unita-defende-que-governar-e-proximidade-sentir-e-respeitar-o-povo/feed/ 0 21225