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“Entre  2018 e 2022, Angola registou oficialmente 57 mil e 27 acidentes rodoviários, 12 mil e 315 mortos”, revela GSU

Governo Sombra da UNITA - GSU

O governo sombra da UNITA apresentou nesta quinta-feira, 1 de outubro de 2026, na sua sede na Maianga em Luanda, uma conferência de imprensa que abordou sobre a problemática da sinistralidade rodoviária no país, onde apresntou os números bastante elevados resultantes da problemática e apresentou propostas para a mudança total do quadro.

De acordo com a Ministra dos Transportes do Governo Sombra da UNITA, Alexandra Ferreira Marques, entre 2018 e 2022, Angola registou oficialmente 57 mil e 27 acidentes rodoviários, 12 mil e 315 mortos e 62 mil e 115 feridos, em 2023, foram registados 14 mil e 429 acidentes, 3 mil e 121 mortos e 17 mil e 902 feridos, no primeiro semestre de 2025, foram registados 6 mil e 55 acidentes, 1 mil e 482 mortos e 5 mil e 802 feridos.

“E em setembro de 2025 e fevereiro de 2026, registaram-se 1.558 mortos, mais 125 do que no período homólogo. São períodos estatísticos diferentes e, por isso, não devem ser comparados diretamente entre si. Mas, todos apontam para a mesma realidade: Angola continuou a apresentar níveis muito elevados de mortalidade rodoviária”.

Ainda de acordo com a ministra, no diagnóstico de 2018 a 2022, Luanda registou 12 mil e 222 acidentes, 3 mil e 722 mortos e 11 mil e 258 feridos, correspondendo a cerca de 21% dos acidentes, 30% das mortes e 18% dos feridos registados no período.

“Já no primeiro semestre de 2025, Landa voltou a apresentar o maior número absoluto de acidentes, com 1.127 ocorrências, seguida da Huíla, com 565, Huambo, com 434, Uíge, com 215, Benguela com 251 e Zaire, com 350”, revelou a ministra do governo sombra defendendo que, pião seja tratada como uma prioridade de política nacional de segurança rodoviária.

“É por isso que defendemos que a proteção do pião seja tratada como uma prioridade de política nacional de segurança rodoviária, através da iluminação, sinalização adequada, passagens perdoneis seguras, controle de velocidade e intervenção dos pontos de maior risco. Os números são importantes, porque nos permitem medir a dimensão do problema”.

Para inversão da situação o governo sombra propõe no seu programa de gvernação 2027 – 2032, cinco (5) prioridades para uma política de segurança rodoviária, apresentando como primeira prioridade, conhecer o problema para poder combatê-lo, defendemos a criação de uma base nacional de segurança rodoviária articulada com o Observatório Nacional de Segurança Rodoviária.

A segunda prioridade, apresentada pelo Governo Sombara da UNITA, visa ordenar o transporte intraprovincial mais seguro defendendo a fiscalização sistemática das viaturas dos operadores, abrangendo o estado técnico das viaturas do veículo, lutação, pneu, travões, saída de emergência, extintores e equipamentos de segurança e períodos de construção e descanso.

O GSU apresenta como terceira prioridade, levar o socorro mais perto do acidente, propondo uma rede de resposta rápida nos corredores rodoviários de maior risco,  colocando hospitais, centros de postos de saúde, ambulâncias, bolteiras, postos policiais e outros meios de emergência.

Como quarta prioridade, o Governo Sombra da UNITA defende, corrigir os pontos negros das estradas, como identificar uma estrada perigosa e não intervir nela não resolve o problema.

O governo sombra apresenta como quinta prioridade, a educação rodoviária não pode ser uma campanha de rede criminal, justificando que, a segurança rodoviária depende e deve começar cedo, defendendo por isso, a educação rodoviária permanente nas escolas, nas comunidades, mas também nas universidades, nos meios de comunicação, nos terminais, nas empresas de transporte, junto dos motociclistas, dos taxistas, dos motoristas profissionais e dos próprios passageiros.

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