Na sequência da denúncia do Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, esta segunda-feira, 7 de Julho de 2025, durante a III edição do espaço “Conversas Economia sem Makas”, realizado em Luanda, no Hotel Epic Sana, onde o líder partidário denunciou com base nas normas de eleição da UA a compra da Presidência da União Africana pelo governo angolano e em particular o Presidente da República, João Lourenço, os Órgãos de Apoio ao Presidente da República prontamente desmentiram as declarações do Presidente da UNITA.
Em reação esta terça-feira, 8 de Julho, em comunicado a Presidência da República sustentou que Angola assumira a presidência da União Africana por decisão unânime da SADC, tomada na 43.ª Sessão Ordinária da Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo, realizada em Luanda, a 17 de Agosto de 2023, e desafiou o responsável político a apresentar provas sob pena de ser responsabilizado judicial e criminalmente.
Na sua intervenção, ao debate conduzido pelo jornalista Carlos Rosado de Carvalho, o Presidente da UNITA defendeu que não era a vez de Angola de presidir a União Africana, questionando no entanto, quanto custou a acessão do país à organização continental.
Para o Presidente da UNITA, a União Africana é presidida alternadamente pelo nome inglês dos países do continente africano, não é pelo nome do Presidente da República, é pelo nome dos países no alfabeto britânico, disse o líder partidário, acrescentando que áfrica foi presidida pela Mauritânia o ano passado, depois do M, não vem o A, não vem o A, disse o líder da UNITA.
Entretanto, foi divulgado em círculo restrito nas redes sociais por especialista na matéria e partilhado entre internautas, um documento autenticado da União Africana (UA) que comprova as afirmações do Presidente da UNITA.
A secção publicada do documento sobre a modalidade da escolha do Presidente da UA atesta que, a Eleição da Liderança Sénior da Comissão da União Africana, em Fevereiro de 2025, será realizada em conformidade com a decisão do Conselho Executivo Ministerial, que declara que a Rotatividade por Restrição Parcial: controlo dos cargos de Presidente e Vice-Presidente com base numa rotatividade inter-regional previsível, seguindo a ordem alfabética da língua inglesa, e concurso público para os cargos de comissários.
“Por conseguinte, para as eleições de fevereiro de 2025, o processo terá por base o seguinte: Com base no princípio da rotatividade inter-regional, a Região Oriental deve apresentar candidatos para o cargo de Presidente e a Região Norte deve apresentar candidatos para o cargo de Vice-Presidente, devendo ambas as regiões apresentar candidatos tanto do sexo feminino como do sexo masculino”.
“As restantes três (3) regiões (Regiões Central, Austral e Ocidental) são elegíveis a apresentar pelo menos dois (2) candidatos (um do sexo feminino e um do sexo masculino) para as seis (6) pastas de Comissários”, diz o documento da UA.
Como se pode confirmar no documento da organização, cabia a Região Oriental apresentar candidatos para o cargo de Presidente e a cabia a Região Norte apresentar candidatos para o cargo de Vice-Presidente. De acordo com o documento às Regiões Central, Austral e Ocidental cabiam a indicação dos candidatos à eleição para o cargo de Comissários da Organização continental.
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, denunciou pela primeira vez a compra pelo governo angolano da presidência da União Africana em Dezembro de 2024, durante a gala de encerramento das celebrações dos 50 de fundação da JURA , realizada em Luanda