O Secretário Provincial da UNITA que falava recentemente via zoom ao espaço de entrevista Nsisa Reflexões com o activista Jerónimo Nsisa, considera o anúncio da tentativa de actos terroristas com os meios explosivos apresentados pelos Serviços de Investigação Criminal – SIC, por sete indivíduos alegadamente envolvidos, ser uma encenação e estratégia da tentativa de manutenção do poder.
Adriano Sapiñala questiona como é que, sessenta explosivos daquela dimensão que apresentaram enferrujadas e tudo, como é que vão destruir refinaria, palácio presidencial, embaixada americana; tantos alvos estratégicos.
“Aqui agora, alegadamente o atentado seria para fazer explodir no momento em que o Presidente Biden este cá”.
“Todos nós sabemos que a quando da vinda do Presidente Biden, a segurança americana esteve cá meses antes a trabalhar, durante a estadia do Presidente Biden aqui, essa segurança angolana estava toda em casa, não faziam nada, tudo foi substituído, até o nosso aeroporto foi tomado, a torre de controle, pelos homens de segurança dos estados unidos. Não se registou nenhum incidente. Um mês depois do Presidente Americano ir mesmo é que vêm para falar”, diz Sapiñala.
Para Sapiñala, “hoje o angolano sabe o que quer, só eles que estão no poder é que ainda não sabem o que é que o angolano que”,
“É por isso que, a governação está como está, o país está como está. Então, esses cenários todos são previsíveis no âmbito estratégico e daquilo que é a tentativa de manutenção do poder. E, mais: outra variante, todos nós sabemos que, o maior desejo do Presidente João Lourenço é tentar forçar um terceiro mandato”.
Segundo o dirigente, um SIC, se não é, pelo menos devia ser um órgão muito responsável, que quando sai para comunicar, não está a fazer brincadeiras; quando sai para comunicar é efectivamente no âmbito de uma comunicação responsável que vise efectivamente buscar ou levar informações que visem tranquilizar os cidadãos, mas lá onde há preocupações, trazerem informações de delinquência, de alguma ameaça de segurança pública, mas no âmbito da responsabilidade.
Adriano Sapiñala que revelou não serem suficiente os 60 toneladas para destruir os alvos estratégicos anunciados pelo SIC, denuncia que, depois da reacção dos angolanos nas redes sociais, saem de 60 toneladas, para 60 granadas, e já não falam 60 explosivos; 60 granadas, e para quem foi militar sabe qual é a capacidade destruição de 60 granadas, por amor de Deus, vamos lá ser sérios.
Para o responsável provincial, “se o problema é fome, não se combate a fome com mentiras sobre explosivos, está errado; e, é por isso que eu disse no princípio: não é invertendo as prioridades que se consegue a manutenção do poder”.