O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, defendeu no dia 29 de Agosto de 2025, durante o evento económico: “Angola Economic Forum 2025”, em Luanda, a necessidade de agir em várias frentes para mudar o rumo dos últimos 50 anos da economia do país.
Falando no discurso da abertura do painel sobre o petróleo, o responsável da UNITA defendeu igualmente a transparência como um dos desideratos principal para o fortalecimento, desenvolvimento da economia e o desenvolvimento sustentável nacional.
Segundo o líder da UNITA, “devemos agir em várias frentes, com determinação, com visão, com patriotismo, com muita disciplina e com foco. Fazer Angola grande, acabar com a pobreza. Financiar as nossas próprias necessidades e deixar de pedir empréstimos que têm juros pesados, financiarmos o nosso próprio desenvolvimento”, disse o responsável partidário, considerando que, “isto é possível”.
“Para tal, temos que tomar algumas medidas urgentes. Vamos para uma economia pós-petróleo, vamos para uma gestão transparente e inclusiva. A riqueza de Angola deve ser a riqueza dos angolanos, todos. É imperativo que os mecanismos de governação sejam fortalecidos”.
De acordo com o Presidente da UNITA, “é fundamental a transparência total e verificável. Não basta publicar números”.
Para o líder partidário, urge abraçarmos o cumprimento cabal de regras de iniciativa para a transparência das indústrias extrativas, com auditorias internacionais e independentes, a todas as receitas petrolíferas.
“Cada Kwanzaa e outras divisas devem ser contabilizadas, e o seu percurso, do poço ao cofre do Estado, deve ser do conhecimento público e deve ser auditável”, disse o líder da UNITA.
“Temos que partir para a diversificação económica e com urgência. O petróleo é um meio, não é um fim”, disse Adalberto Costa Júnior, realçando igualmente que, as receitas devem ser canalizadas massivamente para a educação, para a formação, para a agricultura, pescas, turismo, manufacturing e para a economia do conhecimento.
“Educar, formar e capacitar a nossa juventude é a única perfuração que garantirá um poço de prosperidade que será eterno”, disse o líder da UNITA que espera que o fórum sirva de viragem positiva para os próximos 50 da economia do país.
Para o Presidente da UNITA, podemos ser a geração que olhou para trás, para a riqueza efémera, e caiu na maldição da complacência, ou podemos ser a geração que olhou o petróleo nos olhos, aprendeu com os seus erros e acertos, e usou a sua herança para construir uma nova, verdadeiramente independente, não apenas politicamente, mas economicamente diversa, socialmente justa e ambientalmente responsável.
“Que daqui a 50 anos, quando outros se reunirem, possam olhar para este momento como um ponto de viragem, o momento em que angolas queriam transformar a bênção ambígua do petróleo na bênção clara de uma nação desenvolvida, unida e soberana”.