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UNIÃO NACIONAL PARA A INDEPENDÊNCIA TOTAL DE ANGOLA

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Declaração sobre Dia das Forças Armadas Angolanas

 O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA hoje, 9 de Outubro, assinala-se, com elevado simbolismo, o Dia da Fundação das Forças Armadas Angolanas (FAA), cuja criação decorreu da aprovação, em 9 de Outubro de 1991, da proposta da Comissão Conjunta das Forças Armadas (CCFA) pelos representantes da Comissão Conjunta Político-Militar (CCPM): o General António dos Santos França Ndalu, pelo Governo, e o Eng.º Elias Salupeto Pena, pela UNITA. Este acto histórico estabeleceu as bases para a fusão dos efectivos das então Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA) e das então Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA).

Na sequência deste acto, procedeu-se à criação e estruturação do Comando Superior das FAA, a 14 de Novembro de 1991, com a nomeação de dois dos seus mais distintos oficiais-generais: João Baptista de Matos (em memória), oriundo das ex-FAPLA, e Abílio José Augusto Camalata Numa, oriundo das ex-FALA. Ambos tinham apenas 36 anos de idade, encontrando-se no auge da sua vitalidade e energia, mas demonstrando a temperança necessária para enfrentar a desafiante e hercúlea missão de unificar a vontade de irmãos que, outrora, haviam sido colocados em trincheiras opostas.

Volvidos 35 anos, as FAA consolidaram a sua presença no panorama militar africano, graças ao espírito de entrega, abnegação e sacrifício de sucessivas gerações de patriotas angolanos. A sua trajectória traduz-se também na preservação da memória dos feitos dos nossos heróis do passado, remoto e contemporâneo.

O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA felicita efusivamente todos os oficiais-generais, almirantes, oficiais superiores, capitães, oficiais subalternos, sargentos e praças, bem como os trabalhadores civis afectos às respectivas unidades, estabelecimentos e órgãos militares, pelo seu contributo para a defesa Nacional, nos termos da Constituição e da lei.

Por ocasião desta data, o Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA chama a atenção dos membros dos vários ramos das FAA para os desafios da modernidade, decorrentes da evolução científica e tecnológica e do conjunto de perigos e ameaças globais, regionais e nacionais que caracterizam o século XXI. Tais ameaças têm um impacto inegável nas esferas política, militar, económica, social, ambiental, demográfica e informacional, entre outras.

Estes desafios exigem dos Estados a adopção de medidas indispensáveis à preservação da vida, da liberdade e do bem-estar dos cidadãos, bem como da soberania, da integridade territorial e da Independência Nacional. A concretização desses objectivos depende, em parte, da capacidade dissuasora e persuasiva das Forças Armadas, enquanto instrumento da Defesa Nacional e subsistema preponderante do Sistema de Defesa e Segurança Nacional, que deve ser robusto, flexível, reactivo e proactivo perante ameaças reais ou potenciais, de âmbito externo, transfronteiriço ou transnacional.

O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA insta o Executivo a assumir plenamente as suas responsabilidades no domínio da Defesa e Segurança Nacional, mediante a adopção de políticas públicas destinadas a melhorar as condições sociais dos efectivos, as infra-estruturas, o aquartelamento, o armamento, os meios técnicos e materiais, bem como as condições de trabalho e de formação dos militares.

O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA exorta o Executivo a valorizar e dignificar os antigos combatentes e veteranos da Pátria, designadamente os oriundos da FNLA, do MPLA e da UNITA. O seu contributo foi fundamental e decisivo para a conquista e a preservação da Independência Nacional, constituindo uma fonte de inspiração para as novas gerações de militares.

O exemplo desses combatentes deve continuar a orientar a defesa da Independência Nacional, da integridade territorial e dos valores e virtudes militares. A valorização dos antigos combatentes deve constituir uma prioridade, mediante a integração de medidas específicas nos programas de acção social, abrangendo os próprios veteranos, as suas famílias e descendentes, bem como os mutilados, as viúvas e os órfãos. Tal compromisso contribuirá para a preservação da unidade e da estabilidade nacionais.

O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA insta, igualmente, as autoridades a adoptarem políticas públicas dinâmicas e proactivas que permitam aproveitar devidamente os quadros nacionais qualificados, muitos dos quais jovens que, actualmente, se encontram sem oportunidades de realização profissional e que, pouco a pouco, procuram no estrangeiro melhores condições de vida, que não conseguem encontrar no seu próprio País.

Num País que clama pela reconstrução nacional, o aproveitamento deste capital humano constitui uma oportunidade que não deve ser desperdiçada, devendo contribuir para a criação de riqueza, o desenvolvimento sustentável e a construção de um verdadeiro caminho de progresso e prosperidade

Luanda, 9 de outubro de 2026

O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA

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