UNIÃO NACIONAL PARA A INDEPENDÊNCIA TOTAL DE ANGOLA

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Declaração do Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA por Ocasião do 13 de Março de 1966, data da Fundação da UNITA

Angolanas e Angolanos, Caros correligionários.

A UNITA comemora hoje, 13 de Março de 2026, o seu 60º aniversário.

Nesta ocasião, o Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, em nome dos membros, amigos e simpatizantes do Partido, rende a mais profunda homenagem ao Presidente Fundador, Dr. Jonas Malheiro Savimbi, aos Conjurados de Muangai, e aos demais nacionalistas que deram as suas próprias vidas pela Pátria angolana.

Reunimo-nos hoje no Muangai, terra que viu nascer a UNITA há 60 anos. Aqui onde se plantaram sementes de luta e de esperança, mas também sementes de paz. Hoje reafirmamos o compromisso de transformar memória em responsabilidade, e responsabilidade em acção concreta. Reafirmamos o nosso compromisso com a democracia, a unidade nacional, o desenvolvimento do nosso país e com a dignidade do nosso povo.

A UNITA é ela própria UMA UNIÃO DE POVOS, ASPIRAÇÕES E CULTURAS, um projecto político, para actuar sob o signo da unidade. Unidade do território, do Estado e de propósito, uma frente unida para resgatar a cidadania e afirmar a dignidade humana e o Estado Democrático de Direito.

Ao evocarmos Muangai, evocamos e exaltamos a memória do Dr. Jonas Malheiro Savimbi e dos seus correligionários como Tony da Costa Fernandes, José Samuel Chiwale, Miguel N´zau Puna, Dr. José João Liahuka, Ernesto Joaquim Mulato, Eduardo Jonatão Chingunji, Samuel Piedoso Chungunji “Kapessi Kafundanga”, David Jonatão Chingunji “Samuimbila”, Alexandre Magno Chimbuto, Pedro Paulino Moisés, José Calundungu, Isaías Massumba, Mateus Bandua, Samuel Chivava Muanangola, Tiago Sachilombo, Smart Gaston Chata, Jacob Hossi Inácio, Jeremias Kussia, Nicolau Bianco Chiuka, Salomone Ndjolomba, Moisés Ndjolomba, Daniel Muliata, Moisés Muliata Kaniumbu, Abraão Vituzi Lumai, Carlos Tiago Kandamba, Isalina Kawina, Julia Mukumbi, Amélia Mukumbi, Catarina Ululi, Salia Mukumbi, João Samihembo Khalakhala, Maria Junia Deolinda Namukumbi, Comandante Gamboa, Eduardo Sakuanda, Mário Chilulu Cheya, César Evambi Sakaleso Muzuri, Afonso Nzimbo Kutunga, Paulo Jeremias Kafoia “Angola Livre”, Antonino Filipe Chiulo, Gaio Kakoma, Antero José Kufuna Yembe, Aurélio Chipako Vida de Deus, José Kandífula, Moisés Vihemba, João Vicente Vihemba, Francisco Kachumbo, Salomé Epolua, Fernando Liuma Mukonda, Antunes Kahali, Júlia Samuyuleno, Mateus Nzimbo, Kapila Pole-Pole, Casombuela, Lurdes Kena, Maria Ukule, Adélina Ndjolomba, Júlia Sakatolo, Filipe Samuyuleno, Mufana Kaiombo Sandona, Sindano Mukopio, Jonas Sachimbanda, Tomás Muhongo Saluka, Terra Massumba Samalimo, Donana Namayaya Margarida, entre outros, que nos legaram um projecto de luta ao serviço do povo angolano, em especial dos menos equipados, um projecto político transformado em voz para milhões de angolanos. A todos a nossa eterna dívida de gratidão!

Existindo, na altura, outros dois movimento de libertação, a UNITA surgiu porque o seu fundador queria definir uma filosofia de luta completamente diferente e se revelou eficaz. Era sua convicção que o poder colonial nunca daria a Independência aos angolanos se eles não optassem pela luta armada, tendo, por isso, adoptado uma postura de liderança de proximidade, trazendo para o interior do País os dirigentes co-fundadores da UNITA, o que permitiu partilhar com o Povo e com o soldado o sofrimento e as dificuldades próprias da luta, os momentos de esperança e os momentos de desilusão, reforçando a unidade e a coesão do então Movimento de Libertação. Tornou-se, desse modo, um princípio de conduta da UNITA, que está consagrado nos seus Estatutos e vigora até aos dias de hoje: manter a Direcção do Partido no interior do País em contacto permanente com as massas populares, de membros e de militantes, como foi de soldados no contexto da guerra.

Ao longo destes 60 anos, a UNITA definiu-se e afirmou-se como uma realidade social e política que tem na dignidade da pessoa humana e do angolano, em particular, a razão e o fim da sua acção política e institucional. Na prossecução do seu programa e objectivos, a União Nacional para a Independência Total de Angola – UNITA rege-se pelos ideais de Muangai, estabelecidos na sua fundação, nomeadamente:

1.Liberdade e Independência Total para os Homens e para a Pátria-Mãe;

2.Democracia assegurada pelo voto do Povo através de vários partidos políticos;

3.Soberania expressa e impregnada na vontade do Povo de ter amigos e aliados, primando sempre pelos interesses dos angolanos;

4.Igualdade de todos os angolanos na Pátria do seu nascimento;

5.Na busca de soluções económicas, priorizar o campo para beneficiar a cidade.

Sob a liderança do Dr. Savimbi, a UNITA contribuiu decisiva e qualitativamente para a conquista da Independência Nacional, proclamada a 11 de Novembro de 1975, resistiu ao expansionismo e neocolonialismo russo-cubano, e liderou a luta pela edificação do Estado Democrático de Direito institucionalizado pela Lei Constitucional de 1992. Pelos factos acima referidos e 50 anos depois do alcance da Independência, a UNITA rejeita e condena qualquer política de discriminação e exclusão com base na crença religiosa, filiação político-partidária, no lugar de nascimento, na raça, ascendência, condição económica ou social e profissão.

Caros compatriotas e correligionários!

Para vencer e escorraçar o colonialismo em Angola vários foram os filhos desta Pátria que se notabilizaram, a exemplo de Ngola Kiluanje, Rainha Nzinga Mbandi, Ekuikui II, Mutu-Ya-Kevela, Ndunduma, Kapalandanda, Kimpa Vita, Mwanth Yava, Mwatchissengue, Mandume, Cónego Manuel das Neves, os Barões Puna, os anónimos do 4 de Janeiro de 1961,na Baixa de Kassanje, do 4 de Fevereiro de 1961, em Luanda, do 15 de Março de 1961, na Fazenda Primavera no Uíge, do 25 de Dezembro de 1966, na Vila Teixeira de Sousa, hoje Luau, e outros tantos.

Entretanto, foi sobre a FNLA, o MPLA e a UNITA, através dos seus líderes Álvaro Holden Roberto, António Agostinho Neto e Jonas Malheiro Savimbi, respectivamente, que o regime colonial português depositou os destinos daquela que viria ser a República de Angola, por intermédio dos Acordos de Alvor.

Em 50 anos de Independência e 24 de Paz, os angolanos esperavam um país reconciliado e irmanado, reconstruído e em desenvolvimento. Esta não é ainda uma realidade tangível em Angola, pois continuam a reinar a pobreza e a fome, a falta de medicamentos nos hospitais públicos, a elevada taxa de mortalidade, o mau atendimento dos serviços públicos, as crianças fora do sistema de ensino, os maus tratos nas áreas de exploração de diamantes, os assassinatos e torturas de cidadãos que buscam sobrevivência nas suas lavras, sob o olhar impávido dos órgãos de justiça; o estado precário ou a inexistência de vias de comunicação entre as cidades capitais das províncias, os municípios e outras comunidades; a falta de emprego para a juventude, os altos preços dos produtos da cesta básica, a falta de Bilhete de Identidade para uma parte significativa de cidadãos nacionais, a perseguição dos opositores políticos, dos jornalistas, activistas e jovens; a instrumentalização da justiça para a manutenção do actual Regime. Estes e outros problemas justificam os altos níveis de desespero do Povo e de rejeição ao Governo, assim como as manifestações populares pelo desejo da alternância democrática do poder e mudança de vida para melhor.

A UNITA continua a ser a esperança dos angolanos e está comprometida em garantir a alternância democrática em 2027, no respeito escrupuloso da vontade do Povo e a promoção de uma governação que impacte cada povo, cada família e cada filho desta Angola imensa!

O Pacto de Estabilidade Democrática proposto pelo Presidente da UNITA, Eng.º Adalberto Costa Júnior, é uma oportunidade e um mecanismo pelo qual, os angolanos de várias matrizes políticas, sociais, religiosas e culturais podem definir e realizar uma transição segura e uma alternância sem receios, sem medos e sem ressentimentos.

Angola precisa de virar definitivamente a página do ódio, da exclusão, da injustiça, da conflitualidade, da insegurança, instabilidade e incerteza das instituições e dos seus processos eleitorais.

Sessenta (60) anos depois da sua fundação, a UNITA está convencida de que o modelo mais adequado para o desenvolvimento sustentável do País é a descentralização político-administrativa e a consequente autonomia das comunidades locais; por isso, reafirma a sua determinação em unir os seus esforços aos da sociedade angolana para a institucionalização das Autarquias Locais o mais brevemente possível, pois os angolanos merecem um melhor Estado, mais cidadania e menos militância partidária.

O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA exige do Executivo angolano a conclusão do processo de reinserção social, reforma e pensão dos ex-militares das FALA, FAPLA, do ELNA e da FLEC, que ontem doaram-se de corpo e alma para a conquista da Independência e da Paz que se vive. Maltratar ou ignorar os nossos heróis e mártires, mortos ou vivos, conhecidos ou anónimos, é uma injustiça permanente para a História.

O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA felicita as mulheres angolanas por mais um Março que lhes é dedicado e as encoraja a continuarem a lutar pela sua emancipação, dignificação e igualdade de oportunidades.

O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA felicita o Grupo Parlamentar da UNITA pela realização das suas XIII Jornadas Parlamentares no Moxico e o encoraja a empenhar dedicação pela defesa dos cidadãos e aprovação de leis justas que impactem a vida das populações, bem como redobrar a sua acção fiscalizadora para a denúncia e correcção das más práticas da actual governação, que são lesivas aos interesses dos cidadãos e do País.

O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA manifesta o seu total e incondicional apoio ao Presidente do Partido, Eng.º Adalberto Costa Júnior, exprime-lhe toda a sua solidariedade e encoraja-o a prosseguir no caminho da mobilização nacional para a alternância democrática para a consolidação da Ampla Frente Patriótica e construção de pontes de diálogo de que os angolanos tanto carecem para se reconciliarem e colocarem o País na rota do desenvolvimento.

Bem-haja o 13 de Março de 1966!

Bem-haja a UNITA!

Muangai, 13 de Março de 2026

O SECRETARIADO EXECUTIVO DO COMITÉ PERMANENTE DA COMISSÃO POLÍTICA DA UNITA

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